terça-feira, 19 de agosto de 2014


Título original: Extremely Loud and Incredibly Close

Sinopse:

Oskar Schell tem nove anos e é inventor, francófilo, tocador de tamborim, ator shakesperiano, joalheiro, pacifista. Além disso, está a empreender uma busca urgente e secreta através das cinco zonas de Nova Iorque a fim de encontrar a fechadura onde entra uma chave misteriosa que pertencera ao pai, morto no atentado contra o World Trade Center. Oskar, uma inspirada criação do autor, é encantador, exasperante e inesquecível.

Opinião:

Ao contrário da opinião geral e à semelhança da maioria das pessoas com as quais o li, não gostei deste livro.

Para começar, a primeira coisa que salta à vista é a formatação do texto e a utilização de imagens como suporte à história. A priori isto teria sido uma mais valia mas a má execução impediu que assim fosse.
Se bem que a disposição do texto visava transmitir ao leitor qual o ponto de vista que pertencia a cada capítulo, não basta dispo-lo apenas de forma corrida para marcar a diferença. Aliás, durante a leitura pensei várias vezes em qual seria o motivo para, por exemplo, gostar do texto corrido de Saramago e não conseguir gostar deste... Acabei por chegar à conclusão que Saramago consegue associar ao estilo uma cadência que o torna quase poético sem ser confuso.
Já em relação às imagens, na maior parte das vezes não acrescentavam muito mais do que as palavras, dando quase que a sensação de que estavam lá sem qualquer propósito, pelo simples facto de estar.

Em relação às personagens, a verdade é que nenhuma foi especialmente marcante, apesar de sentir alguma empatia com Oskar e com o pai nas alturas em que recordava os momentos que tinham passado juntos. No entanto, ainda que a sua personalidade algo irreal (que criança de nove anos fala/pensa assim?) não tenha constituído para mim um grande obstáculo à leitura, algumas atitudes injustificadas perante a mãe incomodaram-me bastante.
Por outro lado, parece que o autor decidiu matar o pai nos atentados do 11 de Setembro, e não em diferentes circunstâncias, sem um propósito real para o enredo dada a pouca (ou nula) influência que esses eventos em específico acabaram por ter.

Todavia, o pior defeito desta história encontra-se no desfecho do mistério da chave. "O que importa é a viagem, não o destino", mas, verdade seja dita, não é assim que, a meu ver, o livro é vendido pela premissa, ainda por cima se essa viagem for, como é o caso, demasiado longa e cansativa.

Existe algum momento que me tenha marcado? Existe: o último par de páginas, uma reflexão descrita de tal forma que dá um excelente ponto final a este livro não tão bom e onde, excepcionalmente, as imagens são usadas de forma perfeita. Mas é só.

Resumindo: extremamente expectante, incrivelmente desapontado.

Classificação: 2/5

8 comentários:

  1. Olá José,

    Identifico-me muito com esta tua crítica ao livro.
    Não simpatizei mesmo nada com o Oskar :(

    beijinhos*

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    1. Pois, infelizmente estamos no mesmo barco :(

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  2. Como já te disse, concordo contigo em vários pontos. Muito boa a review:) Beijos

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    1. Obrigado :)
      Infelizmente ficamos quase todos com a mesma impressão :S

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  3. Viva,

    A ver se com mais tempo leio as novas mas nunca li o livro e pelo que percebo não vale a pena, partir para outra que é o melhor que tens a fazer :D

    Abraço e boas leituras

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    1. Há muitas pessoas que adoraram o livro mas infelizmente não fui uma delas... Mas é isso mesmo, parte-se para outras leituras melhores :D

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  4. Fica fora da minha lista de leitura. Será que o filme vale a pena?

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    1. Quanto ao filme não posso falar porque ainda não vi, se bem que esteve nomeado aos Óscares... Mas a grande maioria das pessoas costuma gostar deste livro :/

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