terça-feira, 16 de setembro de 2014


Título original: Hypnotisören

Sinopse:

Erik Maria Bark é o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora.

Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.
Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços: urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.


Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou...


Uma leitura compulsiva carregada de suspense. Um mistério caracterizado por estranhos e inesperados contornos.

Opinião:

Estaria a mentir se afirmasse que me prendeu logo no início. Demorei muito tempo a conseguir entrar na história, em parte por causa da escrita: até me habituar, a utilização do tempo presente na narrativa constituiu, neste caso, um grande entrave à fluidez do texto.

Por outro lado, certos diálogos no início passavam-se muito rápido e verificavam-se alterações bruscas do estado emocional das personagens. Em particular não estava a gostar da relação intermitente de Erik e Simone: ora estavam zangados um com o outro (ela chega a dizer ao filho, de repente e fora de contexto, que estão a pensar separar-se!), ora estavam em modo sedução. Aliás, acabei por achar demasiado irrealista certos aspectos da forma como estas personagens agiram a partir de um certo momento-chave no enredo.

Contudo, passado um certo ponto, nomeadamente quando chega a altura do flashback, vi-me imerso no livro e acabou por ser uma boa leitura apesar das falhas.

Este é um livro bastante imprevisível, não só quanto ao desenlace trepidante, mas quanto ao enredo em si, uma vez que a sinopse dá uma ideia errada do conteúdo. Durante o decorrer da história, o leitor sente-se orientado por uma ideia pré-concebida que acaba por não se revelar verdadeira, enganando-o à medida que se vai introduzindo numa outra linha argumental paralela. Na verdade, as sessões de hipnotismo no presente são muito poucas: é no passado que o cerne da questão se encontra. Mais do que usar o hipnotismo para obter respostas, usa o hipnotismo como veículo dos acontecimentos.

Outro aspecto a destacar são as referências a vários elementos da cultura pop actual no intrínseco do caso.

Ainda assim não pretendo ler os restantes volumes da série uma vez que, se por um lado as opiniões gerais não são tão favoráveis, por outro não fiquei o suficientemente interessado em acompanhar novos casos do comissário Joona Linna. Para já ainda tenho que ver o filme.

Classificação: 4/5

segunda-feira, 15 de setembro de 2014


Título original: The Monogram Murders

Sinopse:

Sentado no seu café preferido, Hercule Poirot prepara-se para mais um jantar de quinta-feira quando é surpreendido por uma jovem mulher. Ela chama-se Jennie e diz estar prestes a ser assassinada. Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime. A sua morte é merecida, afirma Jennie, antes de desaparecer noite dentro, deixando o detective perplexo e ansioso por mais informação.
Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos. Os crimes têm várias semelhanças entre si: os três corpos estão dispostos em linha reta com os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo. E dentro das bocas das vítimas, encontra-se o mais macabro dos pormenores: um botão de punho com o monograma PIJ.
Poirot junta-se ao seu amigo Catchpool, detetive da Scotland Yard, na investigação deste estranho caso. Serão os crimes do monograma obra do mesmo assassino? E poderão de alguma forma estar relacionados com a fugidia Jennie que, por uma razão indecifrável, não abandona os pensamentos do detetive belga? Hercule Poirot está de regresso num mistério diabólico que vai testar ao limite as suas célebre celulazinhas cinzentas.

Opinião:

Quando foi anunciada a notícia de que o célebre detective belga de Agatha Christie, Hercule Poirot, regressaria com um novo mistério, fiquei algo céptico dada a difícil tarefa. Sophie Hannah, autora de vários romances, também no género policial, foi a escolhida para escrevê-los, contando ainda com a aprovação da família da Rainha do Crime. Felizmente e contra todas as expectativas, penso que fez um bom trabalho e que conseguiu assemelhar bastante o seu estilo de escrita.

Apesar de que o leitor nem sempre parece ter a certeza de que Poirot se encontra bem orientado na resolução do crime, o carácter da personagem em si está bem fiel ao original: a sua personalidade, a sua forma de pensar, o seu método de investigação, até mesmo as ocasionais reprimendas quando mais ninguém utiliza as "celulazinhas cinzentas"...

O próprio modo de execução do crime não foi totalmente previsível e foi até algo surpreendente, embora se adivinhasse que uma certa personagem devia ter um papel no mistério. No entanto, a forma como foi estendido prejudicou a explicação do caso, tornando-o algo confusa, e é aqui que o livro acaba por ser mais prejudicado.

Outro aspecto importante a referir é a personagem que a autora criou para desempenhar o papel que costumava ser de Hastings (ausente neste livro): Catchpool, um polícia da Scotland Yard, narrador desta história e que tem um papel bastante activo na resolução do caso. É óbvio que está longe de ter a mente brilhante de Poirot (nem era isso que se pretendia), mas ainda assim não constitui somente um mero personagem secundário, dado que em alguns capítulos é o responsável pela recolha de informação fundamental.

Os Crimes do Monograma não está à altura das melhoras obras de Agatha Christie, tais como As Dez Figuras Negras ou Crime no Expresso do Oriente. Está sim, a meu ver, ao nível da maioria dos seus livros, o que já é bastante bom.

Classificação: 4/5

Opinião em vídeo:



domingo, 14 de setembro de 2014


Título original: Before I Go To Sleep

Sinopse:

«Durante o sono, a minha mente apagará tudo o que fiz hoje. Amanhã acordarei como acordei hoje de manhã. A pensar que ainda sou uma criança. A pensar que tenho toda uma vida de escolhas pela frente…»
As memórias definem-nos. O que acontece se perdemos as nossas memórias cada vez que adormecermos? O nosso nome, a nossa identidade, o nosso passado, até mesmo as pessoas de quem gostamos - tudo perdido numa noite. E a única pessoa em quem confiamos poderá estar a contar-nos apenas metade da história. Bem-vindos à vida de Christine.

Opinião:

Se não fosse pela divisão deste livro a metade por causa da leitura conjunta, tê-lo-ia lido quase sem parar. A premissa é deveras interessante: de cada vez que Christine abre os olhos de manhã é como se voltasse a acordar de um coma profundo, sem saber quem é, onde está ou sem reconhecer o homem junto ao qual acorda. Não possui quaisquer memórias e somente a leitura do seu diário vai juntando as peças desse puzzle que é o seu passado.
Aliás, a maior parte do livro é narrado pela protagonista como se do próprio diário se tratasse, tendo uma escrita fluída que nos faz querer virar as páginas. Facilmente conseguimos pôr-nos no lugar dela, apesar de ser, dada as circunstâncias, uma narradora não fiável. O facto de um certo aspecto do final ter sido  deixado intencionalmente em aberto foi algo que me agradou igualmente, uma vez que assenta com o tom da obra.

Todavia, vários factores prejudicaram gravemente o meu parecer do livro.
Se por um lado a minha classificação inicial pairava nas quatro estrelas devido a achar que o ritmo da acção tinha-se tornado, a partir de certa altura, algo monótono e porque a grande revelação final fora bastante previsível (coincidia com uma das minhas teorias criadas logo ao início da leitura), por outro decidi descê-la para três estrelas após alguma reflexão. É que existem alguns aspectos na explicação final que dificilmente poderiam aplicar-se na realidade de forma tão simples... Por outro lado, existe uma certa personagem cujo papel podia ter sido muito melhor aproveitado, dada a importância que aparenta ter ao início.

Ainda assim, Antes de Adormecer está longe de ser uma má leitura e pretendo ver a adaptação cinematográfica que está para ser lançada, com Nicole Kidman e Colin Firth nos papéis principais. Apenas não é, a meu ver, um thriller tão memorável como estava à espera.

Classificação: 3/5

terça-feira, 9 de setembro de 2014


A pedido de algumas pessoas (e tal como prometido à Cata, do Páginas Encadernadas :P), no vídeo de hoje mostro-vos a minha colecção de Harry Potter! 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014


Aqui está então a segunda parte da visita guiada pelas minhas estantes!
Se não viram a primeira parte, podem fazê-lo aqui!
Não se esqueçam que vários dos livros aqui mencionados já têm opinião no blog, caso estejam interessados :)
Espero que gostem! :D


Aqui está o primeiro dos vídeos nos quais mostro os livros que habitam nas minhas estantes!
Espero que gostem! :)

domingo, 31 de agosto de 2014


Hoje respondo à tag Cenários de Verão, criada pela Joca (Little House of Books) para o canal 5 Páginas!
Consiste em associar a cada cenário um livro :)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014


Título original: El Tiempo Entre Costuras

Sinopse:

«O Tempo entre Costuras» é a história de Sira Quiroga, uma jovem modista empurrada pelo destino para um arriscado compromisso; sem aviso, os pespontos e alinhavos do seu ofício convertem-se na fachada para missões obscuras que a enleiam num mundo de glamour e paixões, riqueza e miséria mas também de vitórias e derrotas, de conspirações históricas e políticas, de espias.
Um romance de ritmo imparável, costurado de encontros e desencontros, que nos transporta, em descrições fiéis, pelos cenários de uma Madrid pró-Alemanha, dos enclaves de Tânger e Tetuán e de uma Lisboa cosmopolita repleta de oportunistas e refugiados sem rumo.

Opinião:

Sabem aqueles livros que vêm parar a casa através de amigos ou familiares mas que, se de vocês dependesse, muito possivelmente nem pegavam nele porque não parecia interessar? Foi isso que aconteceu com este livro. A capa e o título deram-me uma impressão errada do conteúdo: pensava que iria deparar-me com muito romance... Porém, ao invés disso, encontrei-o em pequenas doses no meio de uma enorme rede de espionagem e ficção histórica, algo que me agradou bastante, visto não ser particularmente fã do género romântico...

Ambientada durante a Guerra Civil espanhola e a Segunda Guerra Mundial, neste livro acompanhamos uma jovem modista espanhola chamada Sira Quiroga que, após uma grande desilusão amorosa, vê-se sozinha e abandonada em Marrocos e onde, para sobreviver, é obrigada a abrir uma oficina de costura. No entanto, a seu devido tempo irá fazer do seu ofício um disfarce para algo maior e que pode pôr a sua vida em risco: tornar-se-á uma espiã, de modo a recolher informações da sua clientela que possam ser úteis à causa.

Indubitavelmente nota-se um claro crescimento da protagonista, passando de ser uma jovem inocente a uma mulher independente, forte e destemida É muito fácil simpatizarmos com ela, apesar de algumas decisões tomadas. Achei também muito original a forma como transmite as informações confidenciais.

Há também espaço para o aparecimento de várias personagens interessantes, algumas das quais existiram de facto. Entre elas encontram-se Juan Luis Beigbeder e Rosalinda Fox, recorrentes ao longo do livro e com um papel imprescindível no enredo.

Por outro lado, o estilo de escrita da autora é muito fluído. Prende o leitor e imerge-o perfeitamente na história. As descrições dos locais, que não se limitam a apenas uma cidade (EDIT: também passa por Madrid e Lisboa), e a forma de falar das personagens são extremamente fiéis à época e ao meio em que se encontram, algo muito bem conseguido e um dos aspectos mais positivos do livro.

Todavia, este é prejudicado pela casualidade de certos acontecimentos. Se bem que não chega a ser previsível, houve uma parte, por exemplo, que pareceu demasiado forçada, reunindo duas personagens aparentemente distantes no mesmo local e na mesma altura.

Dito isto, resta-me agradecer ao Nuno Chaves (do blog Página a Página) por recomendar-mo pessoalmente e avisar que já existe uma adaptação televisiva em mini-série, cujo trailer deixo em baixo, caso estejam interessados.

Classificação: 4/5

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Devido à motivação de várias pessoas em particular (elas sabem quem são :D) e aos vossos comentários no primeiro vídeo, decidi que, se assim preferirem, os meus próximos vídeos serão, não em inglês, mas em português (apesar do sotaque).
Fica aqui então a minha resposta a esta tag, criada pelo Perpetual Page Turner e adaptada a Portugal pela Catarina do Sonhar de Olhos Abertos :)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014


Com este post anuncio também a abertura do meu canal no YouTube, onde colocarei vários vídeos em inglês (pelo menos uma vez por semana)! Espero que gostem e não se esqueçam de subscrever! :)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014


A tag que hoje trago não é, em alguns casos, nada fácil de responder! :P
Foi-me passada pelo John (John's Report) - obrigado! - e consiste em escolher vários livros que tenhamos lidos e sortear três em cada ronda (no meu caso escolhi 12, que equivalem a 4 rondas). Dos 3 livros que saírem temos que escolher um para queimar, um para reler e um para reescrever. Vamos então começar? 

Ronda 1


Queimar: Maze Runner - Correr ou Morrer. Não gostei tanto deste livro (nem do segundo, já agora) tanto quanto estava à espera.
Reescrever: O Jogo do Anjo. Adorei este livro, mesmo mais do que A Sombra do Vento. No entanto, lembro-me que ao início demorei bastante a ficar preso às suas páginas...
Reler: As Intermitências da Morte. Não só gosto imenso desta obra, como é impossível imitar o estilo único de Saramago do qual tanto gosto!

Ronda 2


Queimar: Convergente. Apesar da autora ter sido corajosa ao decidir escrever esse final, este pareceu apressado. Por outro lado, o desenvolvimento da história neste último volume da trilogia tomou um rumo que não foi suficientemente explorado.
Reescrever: Os Maias. Pondo de parte as extenuantes descrições que me fazem detestar este livro, reconheço o seu contributo e o facto de dar muita margem para a discussão e análise.
Reler: As Dez Figuras Negras. Este livro é simplesmente genial e o meu favorito de Agatha Christie!

Ronda 3


Queimar: Uma Morte Súbita. Apesar da J.K.Rowling ser a minha autora favorita, a leitura do seu primeiro livro não correu tão bem como estava à espera, talvez devido à expectativa.
Reescrever: Misery. O meu livro favorito de Stephen King, reescrevia-o exactamente da mesma forma! Então porque não o escolhi para a seguinte opção? Explico já a seguir...
Reler: A Glória dos Traidores. O sexto volume da série dAs Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin é excelente, repleta de grandes plot twists! Só não o reescrevia porque talvez existam detalhes aparentemente insignificantes que sejam importantes nos futuros volumes da saga!

Ronda 4


Queimar: A Culpa é das Estrelas. Apesar de ter gostado bastante, não gostei tanto como a maioria das pessoas. Gostei mais das outras duas opções.
Reescrever: Gone Girl - Em Parte Incerta. Este livro tem um excelente plot twist e só não dei as 5 estrelas por causa do final, final esse que reescrevia sem hesitar.
Reler: Harry Potter. Não é preciso dizer nada, pois não?

Considerem-se automaticamente tagueados, nomeadamente a Cata (Páginas Encadernadas), a Jojo (Os Devaneios da Jojo) e a Cristina (Lots of Books and other Things)!

terça-feira, 19 de agosto de 2014


Título original: Extremely Loud and Incredibly Close

Sinopse:

Oskar Schell tem nove anos e é inventor, francófilo, tocador de tamborim, ator shakesperiano, joalheiro, pacifista. Além disso, está a empreender uma busca urgente e secreta através das cinco zonas de Nova Iorque a fim de encontrar a fechadura onde entra uma chave misteriosa que pertencera ao pai, morto no atentado contra o World Trade Center. Oskar, uma inspirada criação do autor, é encantador, exasperante e inesquecível.

Opinião:

Ao contrário da opinião geral e à semelhança da maioria das pessoas com as quais o li, não gostei deste livro.

Para começar, a primeira coisa que salta à vista é a formatação do texto e a utilização de imagens como suporte à história. A priori isto teria sido uma mais valia mas a má execução impediu que assim fosse.
Se bem que a disposição do texto visava transmitir ao leitor qual o ponto de vista que pertencia a cada capítulo, não basta dispo-lo apenas de forma corrida para marcar a diferença. Aliás, durante a leitura pensei várias vezes em qual seria o motivo para, por exemplo, gostar do texto corrido de Saramago e não conseguir gostar deste... Acabei por chegar à conclusão que Saramago consegue associar ao estilo uma cadência que o torna quase poético sem ser confuso.
Já em relação às imagens, na maior parte das vezes não acrescentavam muito mais do que as palavras, dando quase que a sensação de que estavam lá sem qualquer propósito, pelo simples facto de estar.

Em relação às personagens, a verdade é que nenhuma foi especialmente marcante, apesar de sentir alguma empatia com Oskar e com o pai nas alturas em que recordava os momentos que tinham passado juntos. No entanto, ainda que a sua personalidade algo irreal (que criança de nove anos fala/pensa assim?) não tenha constituído para mim um grande obstáculo à leitura, algumas atitudes injustificadas perante a mãe incomodaram-me bastante.
Por outro lado, parece que o autor decidiu matar o pai nos atentados do 11 de Setembro, e não em diferentes circunstâncias, sem um propósito real para o enredo dada a pouca (ou nula) influência que esses eventos em específico acabaram por ter.

Todavia, o pior defeito desta história encontra-se no desfecho do mistério da chave. "O que importa é a viagem, não o destino", mas, verdade seja dita, não é assim que, a meu ver, o livro é vendido pela premissa, ainda por cima se essa viagem for, como é o caso, demasiado longa e cansativa.

Existe algum momento que me tenha marcado? Existe: o último par de páginas, uma reflexão descrita de tal forma que dá um excelente ponto final a este livro não tão bom e onde, excepcionalmente, as imagens são usadas de forma perfeita. Mas é só.

Resumindo: extremamente expectante, incrivelmente desapontado.

Classificação: 2/5

segunda-feira, 18 de agosto de 2014


Desta vez a tag foi-me passada pela Cristina do blog Lots of Books (and other things)! Obrigado! :D

1. Que escritor odeias mas tens vergonha de assumir?


Odiar é uma palavra demasiado forte, acho que não há nenhum escritor que se encaixe nesta categoria... No entanto não sou fã de Eça de Queirós devido ao seu estilo demasiado descritivo.

2. Qual o pior clássico da literatura portuguesa?


Ainda não li assim tantos clássicos portugueses mas aquele de que menos gostei foi Os Maias pela razão apresentada na pergunta anterior...

3. Se pudesses namorar com um personagem de um livro, quem seria e porquê?


Sem dúvida com a Hermione! É determinada, inteligente, corajosa, leal e gosta de livros... que mais posso dizer (além de ter uma crush pela Emma Watson *.*)?

4. Que personagem da literatura seria o teu inimigo mortal?


O Jace, da série Mortal Instruments de Cassandra Clare. Embora muito possivelmente fosse eu a ser derrotado, a sua personalidade irritou-me bastante...

5. Que livro rasgarias sem dó nem piedade?


O Quinto Evangelho, de Philipp Vandenberg. Um dos piores livros que já li, dei apenas uma estrela (porque não dava para dar menos). Não há nada que salve este livro...

domingo, 17 de agosto de 2014


Hoje venho responder a uma nova tag! Fui nomeado pela Jojo (do canal Os Devaneios da Jojo, que também é a criadora), pela Joca (do little house of books) e pela Cristina (do Lots of Books and other Things), a quem desde já agradeço (e a quem peço desculpa pelo atraso nas respostas :P)!
Em que consiste então esta tag?

1º) Enumerar 6 livros favoritos que falam de livros.


No decorrer do sexto volume da saga Harry Potter (que também é o meu favorito), um antigo livro de Poções assinado por um tal Príncipe Meio-Sangue chega às mãos de Harry...  


Na sua última aventura, o professor Robert Langdon enfrenta vários desafios ligados à obra-prima de Dante, A Divina Comédia.


Apesar da maioria preferir A Sombra do Vento, eu gostei ainda mais do segundo livro desta tetralogia dO Cemitério dos Livros Esquecidos!


Este é, sem dúvida, dos que já li o meu livro favorito de Stephen King que, por outro lado, também já se tornou um dos meus autores de eleição!
O livro gira em torno de Paul Sheldon, um escritor que tem um acidente quase fatal mas que é salvo pela sua fã número um... Ou pelo menos assim parece inicialmente...


Neste segundo livro da série policial escrita pela J.K.Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith (e que já tem opinião no blog), o detective Cormoran Strike tenta resolver o caso do desaparecimento de um escritor cujo último livro, se fosse publicado, iria destruir a vida de várias pessoas...


Esta graphic novel retrata a sua própria criação enquanto o pai do autor narra a sua história de sobrevivência durante o período nazi.

2º) Escolher um livro que queres ler e que fale de livros.



Este livro, sendo de não-ficção, é muito diferente ao que costumo ler... No entanto, as opiniões que tenho ouvido têm sido muito positivas e o próprio tema (o processo de escrita) interessa-me, o que, aliado ao facto de considerar Stephen King um excelente escritor, torna certamente este On Writing numa aquisição a realizar no futuro!

3º) Taguear pelo menos 6 pessoas.
  1. Mundo Indefinido
  2. John's Report
  3. Chaise Longue
  4. Le Moustache
  5. Página a Página
  6. Sonhar de Olhos Abertos

Já leram ou pretendem ler alguns deste livros? Se quiserem responder à tag sintam-se à vontade! :)

sábado, 16 de agosto de 2014


É certo que a sua voz não é extraordinária, mas ninguém pode negar que Madonna é uma verdadeira workaholic. Os seus concertos são únicos, puro espectáculo, tais as coreografias e o empenho demonstrado (fui ao de Coimbra em 2012 e foi uma experiência inesquecível!). Embora nem eu próprio esteja sempre de acordo com o que ela faz, não tem papas na língua na altura de dizer o que pensa.

Assim sendo, para comemorar os 56 anos que hoje completa (trinta dos quais no activo - e continuam a somar!), trago-vos as minhas 10 músicas favoritas da sua extensa discografia!

10. Devil Wouldn't Recognize You (Hard Candy - 2008)



9. Open Your Heart (True Blue - 1986)



8. Express Yourself (Like a Prayer - 1989)



7. Papa Don't Preach (True Blue - 1986)


6. Hung Up (Confessions on a Dance Floor - 2005)



5. Miles Away (Hard Candy - 2008)



4. Vogue (I'm Breathless - 1990)



3. Masterpiece (MDNA - 2012)


2. Love Spent (MDNA - 2012)


1. Like a Prayer (Like a Prayer - 1989)



Também são fãs? Qual é a vossa música favorita? Deixem-me a vossa opinião nos comentário! :)


Título original: Lord of the Flies

Sinopse:

Um avião despenha-se numa ilha deserta, e os únicos sobreviventes são um grupo de rapazes. Inicialmente, desfrutando da liberdade total e festejando a ausência de adultos, unem forças, cooperando na procura de alimentos, na construção de abrigos e na manutenção de sinais de fogo.
Porém, à medida que o frágil sentido de ordem dos jovens começa a fraquejar, também os seus medos começam a tomar sinistras e primitivas formas. De repente, o mundo dos jogos, dos trabalhos de casa e dos livros de aventuras perde-se no tempo. Agora, os rapazes confrontam-se com uma realidade muito mais urgente - a sobrevivência - e com o aparecimento de um ser terrível que lhes assombra os sonhos.

Opinião:

Não sei exactamente em que livro li este Deus das Moscas a ser mencionado pela primeira vez mas sei que foi o suficiente para adicioná-lo à minha wishlist. Um grupo de crianças que, após um acidente de avião, têm que viver sozinhos numa ilha e que vão revelando aos poucos instintos cruéis de sobrevivência? Despertou o meu interesse. Por estranho que pareça, a partir desse momento vi-o a ser mencionado igualmente (ou pelo menos prestei mais atenção) em muitos outros meios - não só livros, mas também filmes e séries.

Dito isto, entrei na leitura desta obra com as expectativas elevadas mas cedo apercebi-me que estas não correspondiam ao que estava à espera.

A história em si tem um ritmo bastante lento e monótono. Só nos últimos capítulos é que houve algo de diferente: aquele ponto no enredo que marca o livro e a partir do qual me comecei a interessar mais. As personagens também não foram especialmente marcantes.

No entanto, tal como em 1984 ou Admirável Mundo Novo, o valor dO Deus das Moscas incide na mensagem que pretende transmitir, apesar de não ser tão transparente. De facto, cada personagem (ou até certos objectos) pode ser interpretada como uma alegoria, embora algumas não sejam tão fáceis de identificar. Neste caso vale realmente a pena, uma vez terminada a leitura, dar uma vista de olhos às múltiplas análises do livro disponíveis pela Internet fora pois estas oferecem ao leitor uma compreensão mais profunda sobre o mesmo. Irão ver O Deus das Moscas com outros olhos.

Classificação: 3/5

sábado, 9 de agosto de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

The monster showed up after midnight. As they do.
But it isn't the monster Conor's been expecting. He's been expecting the one from his nightmare, the one he's had nearly every night since his mother started her treatments, the one with the darkness and the wind and the screaming...
This monster is something different, though. Something ancient, something wild. And it wants the most dangerous thing of all from Conor.
It wants the truth.

Opinião:

Se existe um assunto sobre o qual é complicado escrever um bom livro para os mais jovens deve ser a morte dos nossos entes mais queridos. É um tema muito delicado e acho que é fácil cair nos extremos da irrealidade ou da depressão. Felizmente, Patrick Ness (e Siobhan Dowd, de quem partiu a ideia original antes do seu falecimento) conseguiu medir as doses certas, tornando A Monster Calls numa obra profundamente tocante e memorável para quem o lê, incluindo adultos.

Conor é um rapazinho de 13 anos cuja mãe tem uma doença terminal que começa a ser visitado por um monstro todas as noites à mesma hora. Ele irá contar-lhe três histórias, três histórias que acabarão por mostrar a Conor qual é a verdade que traz no seu ínfimo, uma verdade que o Monstro exige ouvir no final.

Com uma escrita inocente e cativante (e acompanhado na edição ilustrada por belíssimos pedaços de arte a preto e branco desenhados por Jim Kay), cada uma destas histórias estão repletas de simbolismo. A terceira, em particular, é aquela que penso que causa um maior impacto, uma vez que transmite uma lição acerca de uma face mais "invisível" de um determinado problema social. Contudo, é a tal verdade que, quando expressa por palavras, demonstra o verdadeiro cerne deste livro.

Este não é um livro para levantar o ânimo nem pretende sê-lo. Simplesmente pretende expor o quão distintas podem ser as formas que o ser humano tem para lidar com a dor e o medo de perder alguém próximo. Pretende indagar nos sentimentos mais íntimos (muitas vezes contraditórios, indesejados e escondidos), que aqueles que se encontram perto de vítimas de doenças terminais sentem com frequência. Pretende ser uma obra de ficção profundamente fiel à realidade utilizando o pincel que é a imaginação.

Classificação: 5/5


segunda-feira, 4 de agosto de 2014


E mais uma maratona que chegou ao fim! Estas duas semanas passaram mesmo rápido!

Como já vem sendo hábito, gostei muito da experiência porque, neste grupo das Viagens (In)Esperadas, a maratona vai muito além de uma corrida pelo número de páginas. Os desafios diários (dos quais, desta vez, não deixei nenhum por resolver!) permitem partilhar o que estamos a ler e alguns dos nossos gostos literários.

Esta edição especial de Verão teve ainda um outro quê de especial devido ao desafio do Bingo. Com um total de 16 categorias diferentes, consistia em lermos livros que se pudessem associar a uma ou várias delas.

Mas afinal quais foram os meus resultados?


Não só consegui completar o meu plano como ainda li mais dois livros!


TOTAL: 2012 páginas!

E este foi o meu ritmo de leituras:



Dito isto, estou muito satisfeito com o meu resultado e dou os parabéns tanto aos outros participantes como à Catarina e à Silvana pela organização destas maratonas. Mal posso esperar pela próxima! :)

domingo, 3 de agosto de 2014


O que estás a achar do livro que estás a ler até agora? Usa uma única palavra/expressão. 

Estou quase, quase a acabar A Rapariga-Corvo e uma palavra que acho que o descreve perfeitamente é "psicótico". O porquê não posso dizer porque é spoiler :P



Partilhem as citações que marcaram a vossa maratona. 

Nesta maratona não houve quase nenhuma citação que me tenha marcado especialmente mas aqui estão as minhas preferidas:

Beauty and the Beast:

"Pride, anger, gluttony, and idleness are sometimes conquered, but the conversion of a malicious and envious mind is a kind of miracle." 

"There are many men who make worse monsters than you, and I prefer you, notwithstanding your looks, to those who under the semblance of men hide false, corrupt and ungrateful hearts."

Extremely Loud and Incredibly Close 

"My life story is the story of everyone I've ever met."

"I regret that it takes a life to learn how to live." 

A Rapariga-Corvo (leitura actual):

"Quanto sofrimento consegue um ser humano causar a outro antes de deixar de ser humano e de se transformar num monstro?"


sexta-feira, 1 de agosto de 2014


Já completei o meu bingo! :D

Desde o último check point terminei "O Tempo entre Costuras" de María Dueñas, do qual gostei bastante e com o qual risquei as três categorias que faltavam (antes tinha-me esquecido de riscar a de "Romance ou Amizade Forte" com "O Livro da Selva"). 

"O Tempo entre Costuras" era o último livro que tinha planeado ler nesta maratona mas entretanto também li o primeiro volume de "Maze Runner" (que também serve para a categoria de "Bestseller", por exemplo) e comecei hoje "A Rapariga-Corvo" (que se pode enquadrar em "Aventura, Mistério ou Comédia").

quarta-feira, 30 de julho de 2014


Em homenagem aos maratonistas brasileiros que participam nesta maratona de Verão estando no Inverno, compartilhem connosco a melhor leitura que fizeram neste Inverno e que recomendam.

Uma das melhores leituras deste Inverno e que não posso deixar de recomendar é "The Invention of Hugo Cabret", de Brian Selznick. É um livro diferente ao habitual uma vez que combina a história com diversas ilustrações belíssimas a carvão como se de um filme se tratasse. Vale muito a pena!

Podem ler a minha opinião deste livro neste post.

terça-feira, 29 de julho de 2014


Desde o último check point não terminei mais nenhum livro, apenas avancei n"O Tempo entre Costuras", do qual estou a gostar muito!

segunda-feira, 28 de julho de 2014


Que 3 cores associas ao Verão? Mostra-nos 3 livros que gostarias de ler ou comprar neste Verão, um para cada uma das cores escolhidas.

As três cores que mais associo ao Verão são o azul, o amarelo e o laranja. Para representá-las escolhi três livros que já andam nas estantes cá de casa há algum tempo mas que pretendo ler ainda este Verão. São eles os dois primeiros volumes da trilogia "Maze Runner" (cujo primeiro livro irei iniciar assim que terminar com a minha leitura actual - o filme estreia já em Setembro!) e o clássico "A Ilha do Tesouro".

Conta-nos como é que o livro que estás a ler veio parar às tuas mãos. Onde ouviste falar nele pela primeira vez e porque decidiste lê-lo?

Neste momento estou a ler "O Tempo entre Costuras" de María Dueñas em espanhol. 

Veio parar às estantes através da minha avó que mora connosco (e que, além de mim, é a única leitora cá em casa :P). Comprou-o, leu-o e gostou muito. Mesmo assim a sinopse não me atraiu muito...

No entanto, foi através do Nuno do blog Página a Página (visitem-no!) que me decidi a adicioná-lo à minha TBR. Num post do seu blog apresentava a mini-série de TV e o trailer, aliado à sua recomendação pessoal do livro, suscitou bastante a minha curiosidade. 

Tinham razão! Até agora estou a gostar muito mais do que estava à espera!

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