quarta-feira, 23 de julho de 2014


Por agora estou muito satisfeito com o meu ritmo de leitura.

No primeiro dia li em meia hora "A Bela e o Monstro", que riscou logo quatro das categorias e do qual gostei muito (dei 5 estrelas). 

Hoje terminei o "Extremamente Alto e Incrivelmente Perto", que riscou a categoria de Bestseller (já o tinha iniciado antes da maratona mas faltavam cerca de 220 páginas). Infelizmente não gostei do livro e acabei por dar só duas estrelas... 

Hoje à tarde comecei o "Morte na Praia" da Agatha Christie e já me encontro a apenas 50 páginas do fim do quão viciante que ele é, tal como o resto dos livros da autora! Amanhã devo acabá-lo e riscarei assim mais quatro categorias. 

Cabe ainda dizer que estou a adorar participar na maratona que, por outro lado, está igualmente a contribuir para abrir novamente o meu apetite literário!

Campo VS Praia: Diferenciam leituras? Associam algum estilo?

Penso que não, que não diferencio enquanto livros a ler no campo ou na praia. Acabo por levar sempre os livros que estou a ler nesse momento, mas sem um estilo pré-definido. 
No entanto, durante outras estações que não o Verão tendo a deixar aqueles livros muito grandes, com quase ou mais de 1000 páginas, para os meses de Julho e Agosto por causa das férias... se bem que depois acabo por deixar esses meses passar (Os Miseráveis é a prova disso... era para ter sido lido há dois Verões atrás mas aquele tamanho assusta qualquer um!).

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O objectivo do desafio de hoje é fazer uma pilha de livros (ou mais) que ilustre o que é o Verão para vocês. Devem usar a primeira letra de cada livro para criar uma palavra que se leia na vertical. Podem ignorar os pronomes. Sejam criativos :D

Para este desafio escolhi "Tempo Livre". Não é só uma palavra mas espero que funcione :P


terça-feira, 15 de julho de 2014


Aproveitando as férias de Verão vai realizar-se, entre 21 de Julho e 3 de Agosto, uma edição especial da Maratona Literária Viagens (In)Esperadas!
Desta vez não haverá um tema mas vários uma vez que existirá um bingo literário com 16 categorias. Um só livro pode servir para várias delas e não é obrigatório completa-las todas mas, quem o fizer, ganhará um miminho. Considera-se também que o bingo está completo se a leitura do último livro que o preenche ultrapassar as 100 páginas. Aliado a tudo isto estão ainda os desafios diários.

Ora, claro que irei tentar completar tudo e, por isso, fica aqui o meu plano de leituras:

Estas são as categorias e os respectivos livros:

  • Capa azul ou com mar: 3
  • Recomendação de amigo/online: 1
  • Género diferente do habitual: 5
  • Com personagens não humanas: 4
  • Conto ou novela: 5
  • Aventura, Mistério ou Comédia: 3
  • Ebook ou da biblioteca: 5
  • Continente diferente do norte americano: 4
  • Natureza em destaque ou como cenário: 4
  • Infantil ou juvenil: 5
  • Decorre no Verão (parte ou todo): 3
  • Mais de 400 páginas: 1
  • Um dos teus autores favoritos: 3
  • Protagonista feminino: 1
  • Romance ou amizade forte: 4
  • Bestseller: 2

 As inscrições ainda estão abertas no grupo do Facebook! Participem que não se vão arrepender! :D

quinta-feira, 10 de julho de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

When novelist Owen Quine goes missing, his wife calls in private detective Cormoran Strike. At first, Mrs. Quine just thinks her husband has gone off by himself for a few days--as he has done before--and she wants Strike to find him and bring him home. But as Strike investigates, it becomes clear that there is more to Quine's disappearance than his wife realizes. The novelist has just completed a manuscript featuring poisonous pen-portraits of almost everyone he knows. If the novel were to be published, it would ruin lives--meaning that there are a lot of people who might want him silenced.
When Quine is found brutally murdered under bizarre circumstances, it becomes a race against time to understand the motivation of a ruthless killer, a killer unlike any Strike has encountered before...
A compulsively readable crime novel with twists at every turn, THE SILKWORM is the second in the highly acclaimed series featuring Cormoran Strike and his determined young assistant, Robin Ellacott.

Opinião:

Após a fantástica surpresa que foi Quando o Cuco Chama (The Cuckoo's Calling), o volume de estreia nesta nova série de policiais escrita pela J.K. Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith, aguardava ansiosamente o lançamento deste segundo livro. De facto não desiludiu, mas sinto que faltou qualquer coisa, um factor revelação, daí não ter conseguido dar as cinco estrelas (embora se encontre lá perto)... Passo a explicar:

Um dos aspectos que mais surpreendeu no volume anterior foi o leque de personagens, nomeadamente o detective Cormoran Strike e a sua assistente Robin. Quem leu Harry Potter sabe que a autora tem uma capacidade única de criar personagens singulares e complexas e isto é algo que soube transpor para esta nova série, marcando assim uma grande diferença dentro do que é habitual nos policiais que são lançados hoje em dia. Se bem que isto se mantém brilhantemente em The Silkworm, ao ser o segundo volume este factor perdeu algum peso na minha classificação por já não ter sido o tal "factor revelação"...

Por outro lado, este caso foi mais interessante do que o primeiro, até porque gira à volta de um livro e do seu autor. Associado a um certo toque de macabro, desta vez nenhuma das minhas várias suspeitas foram acertadas (apesar de haver momentos que assim o sugeriam), mas no final a explicação não deixa quaisquer pontas soltas (uma correcção em relação ao anterior) e, em retrospectiva, verificamos que todas as pistas estavam lá, incluindo certos detalhes camuflados na caracterização do culpado. O próprio desenvolvimento do caso foi sendo realizado a um bom ritmo, com o levantamento de muitas questões e as respectivas respostas dos suspeitos, bem à maneira dos policiais da Agatha Christie.

É verdade que a falta de acção poder-se-ia tornar aborrecida, mas o desenvolvimento em paralelo de uma linha do enredo relacionada com os desafios na vida pessoal de Robin e Cormoran impede que isso aconteça e será, com certeza, algo que continuaremos a acompanhar nos seguintes livros da série.

De notar que não é estritamente necessário ter lido o primeiro volume antes de ler o segundo, apesar de ser obviamente aconselhável. Pondo de parte os efeitos pessoais reminiscentes de Quando o Cuco Chama, os comentários que existem e que fazem referência ao primeiro caso não revelam quaisquer detalhes da sua resolução.

Mais uma vez, J.K. Rowling demonstra que sabe escrever (e bem) muito além de Harry Potter e para o público adulto. Se gostam dos policiais clássicos e ainda não começaram a ler esta série, do que é que estão à espera?

Classificação: 4/5

quarta-feira, 9 de julho de 2014


Título original: The Final Empire

Sinopse:

Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria. Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estranha magia dos metais - a Alomancia - que o transforma num "nascido nas brumas", alguém capaz de invocar o poder de todos os metais. Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final…

Opinião:

Mais uma vez este é um livro (primeiro de uma série) com muito hype à mistura e amada e aclamada pelos fãs da Fantasia. Quando a Saída de Emergência anunciou que ia ser publicada adicionei-a logo à minha lista de compras, regressando a um género do qual ultimamente me tinha afastado... É caso para dizer que a leitura valeu a pena.

Para começar, a primeira coisa que salta logo à vista e que penso que o diferencia de muitas outras histórias no género é a Alomancia. Numa sociedade dividida em nobres e skaas (semelhantes a escravos), existem indivíduos com a capacidade de utilizar certos metais para fins específicos, na medida em que cada um deles é o combustível para executar certos poderes. Por exemplo, o latão permite acalmar as emoções, mas o zinco faz o contrário. É deveras um sistema bastante interessante, até porque este tipo de magia acaba por torna-la limitada, uma vez que os próprios metais são um recurso limitado.

Por outro lado temos as personagens. Além das várias personagens secundárias (que não deixam de receber suficiente atenção e que são igualmente interessantes), é impossível não sermos cativados pelos nossos protagonistas. Kelsier é a personificação do que um bom líder deve ser, quer nos bons, quer nos maus momentos, e Vin, que começa por ser uma inocente aprendiz, vai evoluindo para uma pessoa determinada e corajosa.

Porém, devo dizer que, para mim, aquilo que não tornou este livro um livro cinco estrelas foi o ritmo na parte intermédia. Com mais de 600 páginas, reconheço que tive alguma dificuldade em avançar na leitura nalgumas partes do meio, dada a falta de acção e o pouco desenvolvimento no argumento. Penso que essa parte podia ter sido condensada de melhor forma. Contudo, tanto o início como o final do livro são bastante fortes.

Não excedeu as expectativas, mas mesmo assim fiquei bastante curioso em saber o que acontecerá a seguir, pelo que é uma série a continuar. Se gostam do género, é um livro que recomendo sem reservas!

Classificação: 4/5

quarta-feira, 2 de julho de 2014


Apesar de não ter tido tempo para responder a todos os desafios, não podia de deixar aqui o meu resultado pessoal desta sexta edição da Maratona Literária Viagens (In)Esperadas, dedicada às séries:

886 páginas

Apesar de não ter lido tanto quanto gostaria, estou satisfeito com o resultado e gostei muito da experiência!
Terminei O Império Final, o primeiro volume da saga Mistborn de Brandon Sanderson, e The Silkworm, o segundo volume da série Cormoran Strike escrita por J.K.Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith. Gostei muito de ambos os livros, tendo dado a mesma classificação a cada um deles: 4 estrelas. De qualquer forma, irei escrever a opinião completa (só não sei quando xD).

sábado, 28 de junho de 2014


Quais as séries de livros que já vos acompanharam em 2014? Já acabaram alguma este ano?

Dando uma vista de olhos rápida à minha lista de leituras deste ano, verifiquei que, no que diz respeito a séries, ou comecei a lê-las ou terminei-as. Foram elas:

  • O primeiro volume de The Darkest Minds;
  • A trilogia Chaos Walking completa;
  • Os dois últimos volumes dAs Brumas de Avalon;
  • Os dois últimos volumes dAs Crónicas de Nárnia;
  • Os dois primeiros volumes da série Os Instrumentos Mortais;
  • O último volume da trilogia Divergente;
  • O primeiro volume da série Half Bad;
  • O primeiro volume da série Mistborn
  • O segundo volume da série Cormoran Strike (leitura corrente).

Pensem na série que estão a ler no momento…
1. Quantos livros já leram desta série?
2. Um ponto positivo da série
3. Um ponto negativo da série


Neste momento estou a ler The Silkworm, o segundo volume da série de policiais escrita pela J.K. Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith, pelo que só li aquele que já tinha sido publicado anteriormente, Quando o Cuco Chama (The Cuckoo's Calling).

Um dos pontos positivos desta série são as personagens. O detective Cormoran é muito diferente ao que estamos habituados nos policiais modernos e a Robin, a sua assistente, não fica nada atrás.

O único ponto negativo que encontro será talvez que a resolução do caso no primeiro livro poderá estar aberta a discussão, uma vez que algumas acções poderão ter deixado umas pontas soltas...

quinta-feira, 26 de junho de 2014



Continuam a ler uma série quando apenas gostam do primeiro livro, sem o achar extraordinário? Ou são daquelas pessoas que têm sempre de ler todos os livros da série? Compram um livro de cada vez ou a série toda?

Depende da série. Geralmente começo a ler uma série após verificar se a maioria das opiniões são favoráveis e se a sinopse me interessar bastante.
Se não gostar do primeiro volume ou não sentir qualquer curiosidade com o que irá acontecer a seguir, o mais provável é que a deixe ficar por aí (caso de The Darkest Minds ou O Braço Esquerdo de Deus).
Se tiver gostado e não o achar extraordinário talvez leia o segundo volume. Se mesmo assim este não me convencer, abandono definitivamente a série (caso de True Blood).
A não ser que tenha a certeza de que irei gostar muito, compro um livro de cada vez (no máximo dois). Só em casos muito raros é que compro a série toda de uma vez (foi o que aconteceu com a série do Percy Jackson, na qual aproveitei o preço do boxset, e com a Chaos Walking, que comprei aproveitando a minha visita a Londres).


Qual a vossa relação com as séries? Gostam de séries ou preferem livros individuais?

Ultimamente tenho iniciado várias séries, mas é mais frequente ler standalones.
Quer num caso, quer noutro, o que mais contribui para uma boa experiência de leitura é, na minha opinião, se o enredo e as personagens estão bem desenvolvidas e se o estilo de escrita do autor cativa, mas se o conteúdo conseguir dar lugar a vários livros com suficiente qualidade não vejo qualquer problema em ser uma série.
Uma das coisas das quais mais saudades sinto em relação aos livros do Harry Potter e que se pode aplicar a várias séries (nomeadamente a das Crónicas de Gelo e Fogo) é precisamente a expectativa que se criava sempre em relação ao próximo livro, todas essas teorias dos fãs... Onde estão os Horcruxes? Será que o Harry morre? Quem é que vai morrer e quem é que vai sobreviver? De que lado está o Snape?
No entanto, também reconheço que mais facilmente experimento ler um standalone do que o primeiro volume de uma série...


Estamos a meio da maratona. Como está a correr? Já acabaram algum livro? Contem-nos tudo!

Ainda não fiz os desafios 6 e 7 (:P), mas já terminei O Império Final, do Brandon Sanderson, que já tinha começado a ler antes. Gostei bastante a ponto de dar 4 estrelas, mas penso que falhou no ritmo (a opinião completa será publicada no blog)...
Agora vou começar a ler The Silkworm, o segundo volume da série Cormoran Strike escrita por Robert Galbraith (aka J.K.Rowling).

terça-feira, 24 de junho de 2014



A vossa série! O último desafio de hoje desafio de hoje quer que vocês criem a vossa própria série!


Este é o desafio mais difícil! Não tenho mesmo jeito para estas coisas :P

Nome da série: King of the People

Número de livros: 2

Época: Idade Média

Enredo: Após a invasão de umas criaturas enviadas por uma malvada entidade da qual ninguém tinha ouvido falar, um jovem rei é obrigado a abandonar o conforto do seu castelo e a fazer-se passar por um simples caixeiro-viajante na companhia do seu mais fiel conselheiro, o mágico Merlin. Juntos irão enfrentar perigosas criaturas das profundezas e descobrir os segredos que permitirão derrotar o inimigo.

Personagens (inventadas ou provenientes de livros):
- Arthur, o jovem rei;
- Merlin, o feiticeiro e conselheiro de Arthur;
- Myrcella, uma camponesa pela qual Arthur começa a ter sentimentos e que está comprometida com Peter;
- Peter, noivo de Myrcella;
- Saruman, o feiticeiro inimigo de Merlin;
- The Dark One, a malvada entidade.

domingo, 22 de junho de 2014


Tira uma foto de um ou mais livros de uma série que “habite” a tua estante.


Esta é a estante onde habitam os meus livros do Harry Potter, quer em português, quer em inglês, assim como alguns outros que estão relacionados e algumas peças de colecção: uma caixa de música, o medalhão falso e um porta-chaves vira-tempo. Tenho ainda mais objectos da saga, tal como algumas varinhas ou figurinhas das personagens, mas estão espalhadas pelo quarto :)

sábado, 21 de junho de 2014


Partilhem uma frase/diálogo de uma série que vos encantou.

O que não falta na saga Harry Potter são frases marcantes portanto há muito por onde escolher :P
Uma delas é a seguinte:


Pensem em vocês enquanto leitores. Qual foi a primeira saga/série que vocês terminaram? Quantos livros tinha essa série? Qual foi aquele volume e personagem que vocês mais gostaram?

Sem grandes surpresas, penso que a primeira saga que terei terminado terá sido a do Harry Potter. Sou, aliás, um verdadeiro Potterhead e foi ela que me definiu enquanto leitor.
Constituída por 7 volumes, todos eles fazem parte dos meus livros favoritos, mas se tiver que escolher acho que seria o sexto, "Harry Potter e o Príncipe Misterioso", pelas visitas ao passado, as revelações e o destaque que é dado à relação entre Harry e Dumbledore.
Com tal leque de personagens, é igualmente difícil escolher só um. Hermione, Snape, McGonagall, Sirius, Bellatrix... são tantos os meus favoritos!  No entanto, a minha escolha recairá sobre o Dumbledore, pela sua sabedoria e papel de mentor.

sexta-feira, 20 de junho de 2014


Que livros pretendes ler para a maratona?

Pretendo concluir a leitura dO Império Final do Brandon Sanderson. Se o terminar (assim espero) tenho duas opções: ou A Cidade de Vidro (o terceiro volume da série Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare) ou, se entretanto tiver chegado a casa, The Silkworm (o segundo volume da série Cormoran Strike, de J.K.Rowling Robert Galbraith).


Aproveitando que estou a ler O Império Final (o primeiro volume da série Mistborn do Brandon Sanderson), que tenho outras séries para pôr em dia e que ainda ando numa espécie de reading slump, decidi participar nesta nova edição das Maratonas Litérarias Viagens (In)Esperadas cujo tema desta vez é, precisamente, Séries/Sagas de Livros!
A Maratona começa já nesta meia-noite e prolonga-se até o final do Domingo, dia 29 de Junho, e conta com desafios diários!
Se estiverem interessados penso que as inscrições ainda estão abertas, neste grupo do Facebook!

Vão participar?

terça-feira, 17 de junho de 2014


Título original: Incantation

Sinopse:

Estrella deMadrigal pensava que sabia quem era: filha, neta, irmã, melhor amiga, amada. Ela é a Estrela no Céu Nocturno, a Verdade no meio da Escuridão. Mas, em Espanha, neste século cruel e impiedoso, a verdade é um bem precioso e raro. Os judeus que recusam a conversão ao Cristianismo arriscam tudo o que têm: o amor, a vida, a família e a fé. A certa altura, uma descoberta espantosa abala profundamente a existência de Estrella. E no entanto, esta mudança devastadora é provocada por algo pequeno e doce. Um beijo. O beijo de alguém que Estrella está proibida de amar. À medida que uma nova rapariga emerge do casulo de segredos no qual foi criada, a paixão desponta e a amizade desmorona-se - a traição acaba por libertar um monstro maligno das profundezas da terra. Estrella dá por si numa situação que nunca julgou ser possível; é alguém que nunca imaginou ser.

Opinião:

Este livro, que custou apenas um euro e meio, lê-se de um só fôlego, não só pela sua reduzida dimensão (157 páginas) como pela escrita da autora, que é fluida e cativante, simples mas bela. Contudo, sofre precisamente de ser demasiado curto.
Se por um lado o argumento reflecte bem os horrores da perseguição religiosa e da Inquisição, por outro acaba por ser bastante simples e previsível. Um maior desenvolvimento teria sido bastante benéfico, inclusive devido ao final.
Já as personagens estão bem construídas e facilmente sentimos empatia por elas, nomeadamente pela protagonista e pela sua família.
Vale a pena ler pelo preço em que se encontra.

Classificação: 3/5

domingo, 15 de junho de 2014

Não vibro com o futebol. Aliás, nunca o fiz, mesmo quando o meu país de origem ganhou alguns títulos a nível europeu e mundial. Ainda assim, respeito quem o faz desde que também respeitem o meu gosto pessoal, embora, precisamente por estar à margem de tal efeito, mantenha uma certa postura crítica em relação a alguns aspectos, postura essa que já expus neste post há dois anos e da qual já disse o que tinha a dizer.

Contudo, este pensamento que mantenho face à priorização deste desporto foi insuficiente para ficar indiferente à maioria dos comentários com os quais me deparei, nas redes sociais e não só, após a derrota recente da Espanha contra a Holanda pois extravasam completamente o contexto no qual se encontravam a um nível muito mais grave do que um simples gozo face ao resultado.

Mais além de um âmbito desportivo, muitos deles camuflavam um certo ódio ou rancor que, não só não faz justiça ao conceito de desportivismo (conceito que este tipo de campeonatos tende a citar constantemente), quanto mais à ideia de países vizinhos ou de aliados ibéricos. 

É bem sabido que a união faz a força pelo que, tendo vivido em Portugal desde os sete anos, entristece-me profundamente ver que ainda existem pessoas que teimam em ficar presas a factos que há muito ficaram oxidados nas páginas da História para justificar o seu nacionalismo exacerbado. Mais grave ainda é verificar que esses sentimentos tendem a surgir cada vez mais nas faixas etárias mais jovens, o que revela o enraizamento profundo destes sentimentos. No entanto, friso que igualmente condenável será no sentido inverso.

Felizmente (espero eu) este não será o comportamento geral, até porque tenho tido sorte em relação àqueles com os quais me tenho deparado ao longo destes anos e que fazem parte do meu círculo de amigos e conhecidos. Ainda assim, deixo aqui este meu pequeno desabafo para convidar à reflexão daqueles que vivem em qualquer um dos lados da fronteira.

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