terça-feira, 15 de julho de 2014


Aproveitando as férias de Verão vai realizar-se, entre 21 de Julho e 3 de Agosto, uma edição especial da Maratona Literária Viagens (In)Esperadas!
Desta vez não haverá um tema mas vários uma vez que existirá um bingo literário com 16 categorias. Um só livro pode servir para várias delas e não é obrigatório completa-las todas mas, quem o fizer, ganhará um miminho. Considera-se também que o bingo está completo se a leitura do último livro que o preenche ultrapassar as 100 páginas. Aliado a tudo isto estão ainda os desafios diários.

Ora, claro que irei tentar completar tudo e, por isso, fica aqui o meu plano de leituras:

Estas são as categorias e os respectivos livros:

  • Capa azul ou com mar: 3
  • Recomendação de amigo/online: 1
  • Género diferente do habitual: 5
  • Com personagens não humanas: 4
  • Conto ou novela: 5
  • Aventura, Mistério ou Comédia: 3
  • Ebook ou da biblioteca: 5
  • Continente diferente do norte americano: 4
  • Natureza em destaque ou como cenário: 4
  • Infantil ou juvenil: 5
  • Decorre no Verão (parte ou todo): 3
  • Mais de 400 páginas: 1
  • Um dos teus autores favoritos: 3
  • Protagonista feminino: 1
  • Romance ou amizade forte: 4
  • Bestseller: 2

 As inscrições ainda estão abertas no grupo do Facebook! Participem que não se vão arrepender! :D

quinta-feira, 10 de julho de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

When novelist Owen Quine goes missing, his wife calls in private detective Cormoran Strike. At first, Mrs. Quine just thinks her husband has gone off by himself for a few days--as he has done before--and she wants Strike to find him and bring him home. But as Strike investigates, it becomes clear that there is more to Quine's disappearance than his wife realizes. The novelist has just completed a manuscript featuring poisonous pen-portraits of almost everyone he knows. If the novel were to be published, it would ruin lives--meaning that there are a lot of people who might want him silenced.
When Quine is found brutally murdered under bizarre circumstances, it becomes a race against time to understand the motivation of a ruthless killer, a killer unlike any Strike has encountered before...
A compulsively readable crime novel with twists at every turn, THE SILKWORM is the second in the highly acclaimed series featuring Cormoran Strike and his determined young assistant, Robin Ellacott.

Opinião:

Após a fantástica surpresa que foi Quando o Cuco Chama (The Cuckoo's Calling), o volume de estreia nesta nova série de policiais escrita pela J.K. Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith, aguardava ansiosamente o lançamento deste segundo livro. De facto não desiludiu, mas sinto que faltou qualquer coisa, um factor revelação, daí não ter conseguido dar as cinco estrelas (embora se encontre lá perto)... Passo a explicar:

Um dos aspectos que mais surpreendeu no volume anterior foi o leque de personagens, nomeadamente o detective Cormoran Strike e a sua assistente Robin. Quem leu Harry Potter sabe que a autora tem uma capacidade única de criar personagens singulares e complexas e isto é algo que soube transpor para esta nova série, marcando assim uma grande diferença dentro do que é habitual nos policiais que são lançados hoje em dia. Se bem que isto se mantém brilhantemente em The Silkworm, ao ser o segundo volume este factor perdeu algum peso na minha classificação por já não ter sido o tal "factor revelação"...

Por outro lado, este caso foi mais interessante do que o primeiro, até porque gira à volta de um livro e do seu autor. Associado a um certo toque de macabro, desta vez nenhuma das minhas várias suspeitas foram acertadas (apesar de haver momentos que assim o sugeriam), mas no final a explicação não deixa quaisquer pontas soltas (uma correcção em relação ao anterior) e, em retrospectiva, verificamos que todas as pistas estavam lá, incluindo certos detalhes camuflados na caracterização do culpado. O próprio desenvolvimento do caso foi sendo realizado a um bom ritmo, com o levantamento de muitas questões e as respectivas respostas dos suspeitos, bem à maneira dos policiais da Agatha Christie.

É verdade que a falta de acção poder-se-ia tornar aborrecida, mas o desenvolvimento em paralelo de uma linha do enredo relacionada com os desafios na vida pessoal de Robin e Cormoran impede que isso aconteça e será, com certeza, algo que continuaremos a acompanhar nos seguintes livros da série.

De notar que não é estritamente necessário ter lido o primeiro volume antes de ler o segundo, apesar de ser obviamente aconselhável. Pondo de parte os efeitos pessoais reminiscentes de Quando o Cuco Chama, os comentários que existem e que fazem referência ao primeiro caso não revelam quaisquer detalhes da sua resolução.

Mais uma vez, J.K. Rowling demonstra que sabe escrever (e bem) muito além de Harry Potter e para o público adulto. Se gostam dos policiais clássicos e ainda não começaram a ler esta série, do que é que estão à espera?

Classificação: 4/5

quarta-feira, 9 de julho de 2014


Título original: The Final Empire

Sinopse:

Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria. Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estranha magia dos metais - a Alomancia - que o transforma num "nascido nas brumas", alguém capaz de invocar o poder de todos os metais. Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final…

Opinião:

Mais uma vez este é um livro (primeiro de uma série) com muito hype à mistura e amada e aclamada pelos fãs da Fantasia. Quando a Saída de Emergência anunciou que ia ser publicada adicionei-a logo à minha lista de compras, regressando a um género do qual ultimamente me tinha afastado... É caso para dizer que a leitura valeu a pena.

Para começar, a primeira coisa que salta logo à vista e que penso que o diferencia de muitas outras histórias no género é a Alomancia. Numa sociedade dividida em nobres e skaas (semelhantes a escravos), existem indivíduos com a capacidade de utilizar certos metais para fins específicos, na medida em que cada um deles é o combustível para executar certos poderes. Por exemplo, o latão permite acalmar as emoções, mas o zinco faz o contrário. É deveras um sistema bastante interessante, até porque este tipo de magia acaba por torna-la limitada, uma vez que os próprios metais são um recurso limitado.

Por outro lado temos as personagens. Além das várias personagens secundárias (que não deixam de receber suficiente atenção e que são igualmente interessantes), é impossível não sermos cativados pelos nossos protagonistas. Kelsier é a personificação do que um bom líder deve ser, quer nos bons, quer nos maus momentos, e Vin, que começa por ser uma inocente aprendiz, vai evoluindo para uma pessoa determinada e corajosa.

Porém, devo dizer que, para mim, aquilo que não tornou este livro um livro cinco estrelas foi o ritmo na parte intermédia. Com mais de 600 páginas, reconheço que tive alguma dificuldade em avançar na leitura nalgumas partes do meio, dada a falta de acção e o pouco desenvolvimento no argumento. Penso que essa parte podia ter sido condensada de melhor forma. Contudo, tanto o início como o final do livro são bastante fortes.

Não excedeu as expectativas, mas mesmo assim fiquei bastante curioso em saber o que acontecerá a seguir, pelo que é uma série a continuar. Se gostam do género, é um livro que recomendo sem reservas!

Classificação: 4/5

quarta-feira, 2 de julho de 2014


Apesar de não ter tido tempo para responder a todos os desafios, não podia de deixar aqui o meu resultado pessoal desta sexta edição da Maratona Literária Viagens (In)Esperadas, dedicada às séries:

886 páginas

Apesar de não ter lido tanto quanto gostaria, estou satisfeito com o resultado e gostei muito da experiência!
Terminei O Império Final, o primeiro volume da saga Mistborn de Brandon Sanderson, e The Silkworm, o segundo volume da série Cormoran Strike escrita por J.K.Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith. Gostei muito de ambos os livros, tendo dado a mesma classificação a cada um deles: 4 estrelas. De qualquer forma, irei escrever a opinião completa (só não sei quando xD).

sábado, 28 de junho de 2014


Quais as séries de livros que já vos acompanharam em 2014? Já acabaram alguma este ano?

Dando uma vista de olhos rápida à minha lista de leituras deste ano, verifiquei que, no que diz respeito a séries, ou comecei a lê-las ou terminei-as. Foram elas:

  • O primeiro volume de The Darkest Minds;
  • A trilogia Chaos Walking completa;
  • Os dois últimos volumes dAs Brumas de Avalon;
  • Os dois últimos volumes dAs Crónicas de Nárnia;
  • Os dois primeiros volumes da série Os Instrumentos Mortais;
  • O último volume da trilogia Divergente;
  • O primeiro volume da série Half Bad;
  • O primeiro volume da série Mistborn
  • O segundo volume da série Cormoran Strike (leitura corrente).

Pensem na série que estão a ler no momento…
1. Quantos livros já leram desta série?
2. Um ponto positivo da série
3. Um ponto negativo da série


Neste momento estou a ler The Silkworm, o segundo volume da série de policiais escrita pela J.K. Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith, pelo que só li aquele que já tinha sido publicado anteriormente, Quando o Cuco Chama (The Cuckoo's Calling).

Um dos pontos positivos desta série são as personagens. O detective Cormoran é muito diferente ao que estamos habituados nos policiais modernos e a Robin, a sua assistente, não fica nada atrás.

O único ponto negativo que encontro será talvez que a resolução do caso no primeiro livro poderá estar aberta a discussão, uma vez que algumas acções poderão ter deixado umas pontas soltas...

quinta-feira, 26 de junho de 2014



Continuam a ler uma série quando apenas gostam do primeiro livro, sem o achar extraordinário? Ou são daquelas pessoas que têm sempre de ler todos os livros da série? Compram um livro de cada vez ou a série toda?

Depende da série. Geralmente começo a ler uma série após verificar se a maioria das opiniões são favoráveis e se a sinopse me interessar bastante.
Se não gostar do primeiro volume ou não sentir qualquer curiosidade com o que irá acontecer a seguir, o mais provável é que a deixe ficar por aí (caso de The Darkest Minds ou O Braço Esquerdo de Deus).
Se tiver gostado e não o achar extraordinário talvez leia o segundo volume. Se mesmo assim este não me convencer, abandono definitivamente a série (caso de True Blood).
A não ser que tenha a certeza de que irei gostar muito, compro um livro de cada vez (no máximo dois). Só em casos muito raros é que compro a série toda de uma vez (foi o que aconteceu com a série do Percy Jackson, na qual aproveitei o preço do boxset, e com a Chaos Walking, que comprei aproveitando a minha visita a Londres).


Qual a vossa relação com as séries? Gostam de séries ou preferem livros individuais?

Ultimamente tenho iniciado várias séries, mas é mais frequente ler standalones.
Quer num caso, quer noutro, o que mais contribui para uma boa experiência de leitura é, na minha opinião, se o enredo e as personagens estão bem desenvolvidas e se o estilo de escrita do autor cativa, mas se o conteúdo conseguir dar lugar a vários livros com suficiente qualidade não vejo qualquer problema em ser uma série.
Uma das coisas das quais mais saudades sinto em relação aos livros do Harry Potter e que se pode aplicar a várias séries (nomeadamente a das Crónicas de Gelo e Fogo) é precisamente a expectativa que se criava sempre em relação ao próximo livro, todas essas teorias dos fãs... Onde estão os Horcruxes? Será que o Harry morre? Quem é que vai morrer e quem é que vai sobreviver? De que lado está o Snape?
No entanto, também reconheço que mais facilmente experimento ler um standalone do que o primeiro volume de uma série...


Estamos a meio da maratona. Como está a correr? Já acabaram algum livro? Contem-nos tudo!

Ainda não fiz os desafios 6 e 7 (:P), mas já terminei O Império Final, do Brandon Sanderson, que já tinha começado a ler antes. Gostei bastante a ponto de dar 4 estrelas, mas penso que falhou no ritmo (a opinião completa será publicada no blog)...
Agora vou começar a ler The Silkworm, o segundo volume da série Cormoran Strike escrita por Robert Galbraith (aka J.K.Rowling).

terça-feira, 24 de junho de 2014



A vossa série! O último desafio de hoje desafio de hoje quer que vocês criem a vossa própria série!


Este é o desafio mais difícil! Não tenho mesmo jeito para estas coisas :P

Nome da série: King of the People

Número de livros: 2

Época: Idade Média

Enredo: Após a invasão de umas criaturas enviadas por uma malvada entidade da qual ninguém tinha ouvido falar, um jovem rei é obrigado a abandonar o conforto do seu castelo e a fazer-se passar por um simples caixeiro-viajante na companhia do seu mais fiel conselheiro, o mágico Merlin. Juntos irão enfrentar perigosas criaturas das profundezas e descobrir os segredos que permitirão derrotar o inimigo.

Personagens (inventadas ou provenientes de livros):
- Arthur, o jovem rei;
- Merlin, o feiticeiro e conselheiro de Arthur;
- Myrcella, uma camponesa pela qual Arthur começa a ter sentimentos e que está comprometida com Peter;
- Peter, noivo de Myrcella;
- Saruman, o feiticeiro inimigo de Merlin;
- The Dark One, a malvada entidade.

domingo, 22 de junho de 2014


Tira uma foto de um ou mais livros de uma série que “habite” a tua estante.


Esta é a estante onde habitam os meus livros do Harry Potter, quer em português, quer em inglês, assim como alguns outros que estão relacionados e algumas peças de colecção: uma caixa de música, o medalhão falso e um porta-chaves vira-tempo. Tenho ainda mais objectos da saga, tal como algumas varinhas ou figurinhas das personagens, mas estão espalhadas pelo quarto :)

sábado, 21 de junho de 2014


Partilhem uma frase/diálogo de uma série que vos encantou.

O que não falta na saga Harry Potter são frases marcantes portanto há muito por onde escolher :P
Uma delas é a seguinte:


Pensem em vocês enquanto leitores. Qual foi a primeira saga/série que vocês terminaram? Quantos livros tinha essa série? Qual foi aquele volume e personagem que vocês mais gostaram?

Sem grandes surpresas, penso que a primeira saga que terei terminado terá sido a do Harry Potter. Sou, aliás, um verdadeiro Potterhead e foi ela que me definiu enquanto leitor.
Constituída por 7 volumes, todos eles fazem parte dos meus livros favoritos, mas se tiver que escolher acho que seria o sexto, "Harry Potter e o Príncipe Misterioso", pelas visitas ao passado, as revelações e o destaque que é dado à relação entre Harry e Dumbledore.
Com tal leque de personagens, é igualmente difícil escolher só um. Hermione, Snape, McGonagall, Sirius, Bellatrix... são tantos os meus favoritos!  No entanto, a minha escolha recairá sobre o Dumbledore, pela sua sabedoria e papel de mentor.

sexta-feira, 20 de junho de 2014


Que livros pretendes ler para a maratona?

Pretendo concluir a leitura dO Império Final do Brandon Sanderson. Se o terminar (assim espero) tenho duas opções: ou A Cidade de Vidro (o terceiro volume da série Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare) ou, se entretanto tiver chegado a casa, The Silkworm (o segundo volume da série Cormoran Strike, de J.K.Rowling Robert Galbraith).


Aproveitando que estou a ler O Império Final (o primeiro volume da série Mistborn do Brandon Sanderson), que tenho outras séries para pôr em dia e que ainda ando numa espécie de reading slump, decidi participar nesta nova edição das Maratonas Litérarias Viagens (In)Esperadas cujo tema desta vez é, precisamente, Séries/Sagas de Livros!
A Maratona começa já nesta meia-noite e prolonga-se até o final do Domingo, dia 29 de Junho, e conta com desafios diários!
Se estiverem interessados penso que as inscrições ainda estão abertas, neste grupo do Facebook!

Vão participar?

terça-feira, 17 de junho de 2014


Título original: Incantation

Sinopse:

Estrella deMadrigal pensava que sabia quem era: filha, neta, irmã, melhor amiga, amada. Ela é a Estrela no Céu Nocturno, a Verdade no meio da Escuridão. Mas, em Espanha, neste século cruel e impiedoso, a verdade é um bem precioso e raro. Os judeus que recusam a conversão ao Cristianismo arriscam tudo o que têm: o amor, a vida, a família e a fé. A certa altura, uma descoberta espantosa abala profundamente a existência de Estrella. E no entanto, esta mudança devastadora é provocada por algo pequeno e doce. Um beijo. O beijo de alguém que Estrella está proibida de amar. À medida que uma nova rapariga emerge do casulo de segredos no qual foi criada, a paixão desponta e a amizade desmorona-se - a traição acaba por libertar um monstro maligno das profundezas da terra. Estrella dá por si numa situação que nunca julgou ser possível; é alguém que nunca imaginou ser.

Opinião:

Este livro, que custou apenas um euro e meio, lê-se de um só fôlego, não só pela sua reduzida dimensão (157 páginas) como pela escrita da autora, que é fluida e cativante, simples mas bela. Contudo, sofre precisamente de ser demasiado curto.
Se por um lado o argumento reflecte bem os horrores da perseguição religiosa e da Inquisição, por outro acaba por ser bastante simples e previsível. Um maior desenvolvimento teria sido bastante benéfico, inclusive devido ao final.
Já as personagens estão bem construídas e facilmente sentimos empatia por elas, nomeadamente pela protagonista e pela sua família.
Vale a pena ler pelo preço em que se encontra.

Classificação: 3/5

domingo, 15 de junho de 2014

Não vibro com o futebol. Aliás, nunca o fiz, mesmo quando o meu país de origem ganhou alguns títulos a nível europeu e mundial. Ainda assim, respeito quem o faz desde que também respeitem o meu gosto pessoal, embora, precisamente por estar à margem de tal efeito, mantenha uma certa postura crítica em relação a alguns aspectos, postura essa que já expus neste post há dois anos e da qual já disse o que tinha a dizer.

Contudo, este pensamento que mantenho face à priorização deste desporto foi insuficiente para ficar indiferente à maioria dos comentários com os quais me deparei, nas redes sociais e não só, após a derrota recente da Espanha contra a Holanda pois extravasam completamente o contexto no qual se encontravam a um nível muito mais grave do que um simples gozo face ao resultado.

Mais além de um âmbito desportivo, muitos deles camuflavam um certo ódio ou rancor que, não só não faz justiça ao conceito de desportivismo (conceito que este tipo de campeonatos tende a citar constantemente), quanto mais à ideia de países vizinhos ou de aliados ibéricos. 

É bem sabido que a união faz a força pelo que, tendo vivido em Portugal desde os sete anos, entristece-me profundamente ver que ainda existem pessoas que teimam em ficar presas a factos que há muito ficaram oxidados nas páginas da História para justificar o seu nacionalismo exacerbado. Mais grave ainda é verificar que esses sentimentos tendem a surgir cada vez mais nas faixas etárias mais jovens, o que revela o enraizamento profundo destes sentimentos. No entanto, friso que igualmente condenável será no sentido inverso.

Felizmente (espero eu) este não será o comportamento geral, até porque tenho tido sorte em relação àqueles com os quais me tenho deparado ao longo destes anos e que fazem parte do meu círculo de amigos e conhecidos. Ainda assim, deixo aqui este meu pequeno desabafo para convidar à reflexão daqueles que vivem em qualquer um dos lados da fronteira.

sábado, 31 de maio de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

Norman Bates loves his Mother. She has been dead for the past twenty years, or so people think. Norman knows better though. He has lived with Mother ever since leaving the hospital in the old house up on the hill above the Bates motel. One night Norman spies on a beautiful woman that checks into the hotel as she undresses. Norman can't help but spy on her. Mother is there though. She is there to protect Norman from his filthy thoughts. She is there to protect him with her butcher knife.

Opinião:

Este é o livro que deu origem a um dos grandes clássicos da Sétima Arte e a um dos melhores trabalhos de Sir Alfred Hitchcock, o "Mestre do Suspense". Diz-se mesmo que o realizador, após ter pago 11 mil dólares na compra dos direitos de adaptação, comprou todos os exemplares disponíveis no mercado para que ninguém soubesse o final! Quer tenham visto ou não o filme, o que é certo é que já deverão ter tido um primeiro contacto com ele, nem que seja através desta arrepiante melodia ou mesmo através da famosa cena a que pertence...

Sendo dos meus clássicos preferidos, conheço bem a história, pelo que parti para a leitura do livro mais por curiosidade do que propriamente para ser surpreendido (o que efectivamente não aconteceu). No entanto, não deixou de ser uma boa leitura.

Ao contrário do que possa parecer ao início, o protagonista acaba por ser, sem sombra de dúvida, Norman Bates. Todos as outras personagens, algumas com um papel mais relevante do que outras, são meros actores que fazem convergir a história, mais ou menos linear, num final psicologicamente surpreendente.

Tenho noção que o que disse é muito, muito pouco, mas é impossível falar muito mais do argumento sem entrar em spoilers. Só posso dizer que, na minha opinião, o filme é extremamente fiel à obra original, embora este acabe por funcionar melhor devido à forma como é aproveitada a componente visual. Aliás, o livro pouco acrescenta, a não ser alguns pormenores do passado de Norman e da mãe. A única diferença que notei foi a sua caracterização física e, mesmo assim, penso que a versão cinematográfica combina melhor com a personagem.

Mais do que o livro, recomendo-vos o filme. Se ainda não viram, quanto menos souberem da história e das personagens melhor. Carreguem directamente no play.

Classificação: 3/5

sábado, 17 de maio de 2014


Título original: Das Parfum: Die Geschichte eines Mörders

Sinopse:

Esta estranha história passa-se no século XVIII e há todo um extraordinário trabalho de reconstituição histórica, não só da época e das mentalidades como do ofício de perfumista, que então era particularmente valorizado e que estava a cargo de artesãos especializados. O autor conduz o leitor de página em página, de odor em odor, de perfume em perfume, enebriando-o, arrebatando-o nessa alquímica busca do Absoluto que é a do seu personagem: a busca do perfume ideal, isto é, a forma suprema da Beleza. Nesta busca nada deterá Jean-Baptiste Grenouille - que nascera no meio dos mais nauseabundos fedores, numa banca de peixe -, nem mesmo os crimes mais hediondos. Este personagem possui no entanto algo de extremamente inquietante, a sua própria incorrupta pureza. É o primeiro romance publicado por Patrick Süskind, um alemão nascido na Baviera, que até aqui escreve uma única peça para o teatro. Com O Perfume, Süskind emergiu meteoricamente do anonimato. A crítica internacional dos mais diversos sectores tem-no distinguido como um dos mais importantes romances desta década, constituindo este livro um dos mais assombrosos casos de bestseller dos últimos tempos, em todo o mundo.

Opinião:

Este livro foi o foco da minha primeira leitura conjunta e devo dizer que foi um excelente ponto de partida dada a discussão de ideias que originou. Juntamente com a Cata do Páginas Encadernadas e com a Catarina do Little House of Books, verifiquei aquilo que já suspeitava quando andava à procura no Goodreads: este é um daqueles livros que suscita opiniões muito díspares, um daqueles casos em que é notória a necessidade de tirar as suas próprias conclusões, uma vez que a experiência da leitura contrasta bastante de pessoa para pessoa. Pessoalmente, não estava à espera de gostar tanto.

Para começar, aquilo que mais me prendeu foi a escrita do autor. De modo geral não gosto de estilos muito descritivos mas esta foi a excepção à regra. A forma como descreveu cada um dos odores que iam surgindo, fielmente e sem adornos, não se tornou nada cansativa e facilita ao leitor a capacidade de se envolver nesse ambiente, enriquecendo a narrativa apesar do ritmo lento e da falta de acção.

Em relação às personagens, a verdade é que dificilmente somos capazes de sentir qualquer empatia com quem quer que seja. Se por um lado temos aquelas que servem de meros actores no caminho de Grenouille - não deixando no entanto de entrever uma certa profundidade através das suas motivações e das suas filosofias de vida -, por outro o nosso protagonista, o nosso assassíno, é uma personagem bastante distante e fora do comum. Isto é, aliás, algo indiciado logo no início devido à sua falta de cheiro, uma característica que, no contexto do livro, considero uma alegoria para uma carência muito mais relevante e íntima, a de não possuir qualquer emoção ou afecto face àqueles que o rodeiam.

Servindo-se da sua capacidade de distinguir os mais ínfimos aromas, o seu único propósito de vida será criar o perfume perfeito, aquele que representará a Beleza no seu estado puro e absoluto, o que acaba por conduzir a um final cujo significado pode estar aberto a discussão. Na minha interpretação pessoal, penso que remete para o perigo que é viver obcecado com sentimentos utópicos, viver sem ter consciência de que nada nem ninguém pode ser perfeito ou tal e qual o idealizamos e para o quão efémero costuma ser o valor que damos aos nossos desejos materiais a posteriori. 

Outro aspecto que me agradou bastante foi a clara manifestação do destino. Será que este já se encontra traçado ou somos nós que o vamos construindo no nosso dia a dia? O autor deixa clara a sua posição, adicionando inclusive uma aura de ironia.

Dito isto, O Perfume foi bem diferente do que estava à espera. O subtítulo (História de um Assassino) pode mesmo ser considerado um tanto enganador porque se estão à procura de um thriller em que as mortes sejam minimamente descritas este não é o indicado. Mesmo assim recomendo a leitura. Não prometo que vão gostar a 100%, mas de certeza que não vos deixa indiferente. 

Classificação: 5/5

quinta-feira, 17 de abril de 2014


Esta tag foi-me passada e criada pela Catarina do Little House of Books (obrigado!) e convenhamos que as perguntas não são nada fáceis de responder xD

1- Preferias só poderes ler um livro por ano e saberes que ias adorá-lo imenso ou leres vários e não gostares muito deles? 
Se a leitura não for agradável, a posteriori não valerá muito a pena tê-la feito, pois não? Sendo assim, seria preferível estar restrito a um só livro por ano mas saber que ia adorá-lo.

2- Preferias nunca poderes conhecer o teu autor(a) favorito/a ou nunca mais poderes ler mais livros do/a mesmo/a a partir deste momento?
É uma pergunta complicada porque adorava conhecer a J.K.Rowling! :P Mas pronto, se tivesse mesmo de ser, preferia nunca ter essa oportunidade mas poder ler e reler os seus livros...

3- Preferias ser obrigado a ver sempre os filmes antes de leres os livros ou nunca veres os filmes?
Por muito que goste de Cinema, prefiro o prazer de ser surpreendido através dos livros, portanto: bye, bye movies.

4- Preferias matar uma das tuas personagens favoritas de sempre ou deixar um dos piores vilões escapar impune? 
Se o vilão fosse mesmo dos piores e não tivesse qualquer simpatia com ele, com muita pena minha preferia sacrificar uma das minhas personagens favoritas se isso significasse a sua derrota absoluta. Mas seria uma decisão muito, muito difícil...

5- Preferias ser um tributo nos Jogos da Fome ou que a pessoa mais importante para ti no mundo o fosse? 
I volunteer!

6- Preferias que a tua série favorita de sempre nunca tivesse existido ou que o/a autor(a) nunca a conseguisse acabar?
Por muito que goste de Harry Potter, o último livro é aquele que traz todas as respostas à série. É nele que verificamos que aqueles detalhes dos outros seis volumes estavam interligados entre si e que evidenciam o quão bem planeado estava tudo desde o início e, por isso mesmo, a sua qualidade. Sendo assim, preferia, com muita pena minha, nunca tê-la conhecido se soubesse que iria deixar tudo em aberto.

7- Preferias nunca ter conhecido esta comunidade literária na internet ou teres de deixar de fazer parte dela para sempre obrigatoriamente? 
Como disseram, não se pode ter saudades daquilo que nunca se teve, portanto preferia nunca tê-la conhecido a deixar de fazer parte dela de repente.

8- Preferias que um livro que encomendaste chegasse a tua casa numa edição super feia, mas em óptimas condições ou que chegasse a tua casa na edição que querias, mas toda estragada, sem puderes reclamar? 
Se viesse estragada acabava por não valer nada. Na edição feia pelo menos dava para ler :P

9- Preferias que os teus livros, por conta de uma tragédia, ardessem ou se afogassem? 
Também preferia que se afogassem. Tal como a Cata (do Páginas Encadernadas) pensou, dessa forma ainda era possível reverter parte dos efeitos com um secador x)

10- Preferias rasgar a capa de um livro ou sujá-la com algo que não saia?
Tal como a Catarina (do Little House of Books), preferia rasgá-la e seguir um tratamento à base de fita-cola x)

Considerem-se tagueados, nomeadamente os seguintes blogs:


domingo, 13 de abril de 2014


Esta tag, que consiste em dizer qual foi a melhor viagem que já fizemos através da leitura e qual o respectivo livro, foi-me passada tanto pela Jojo (Os Devaneios da Jojo), como pela Catarina (Little House of Books). Obrigado! :D

Foi-me difícil escolher um só destino para esta pergunta, mas acabei por decidir-me pela Rússia.
Como talvez tenha dado a entender noutras ocasiões, sou apaixonado pela História deste país, particularmente de tudo o que envolve os Romanov. Embora o livro escolhido não esteja relacionado directamente com os últimos czares, é uma das maiores obras literárias do país e da Literatura Universal.


Li Anna Karénina no Verão de 2012 e é um dos meus clássicos preferidos. Utilizando personagens de espectros sociais muito distintos, Tolstoi consegue retratar vários aspectos da sociedade da época enquanto contrasta o amor físico, puramente carnal, entre Anna e Vronsky com o amor emocional entre Levin e Kitty. Tanto envolve o leitor num ambiente de luxo e riqueza, de jardins e palácios, como o coloca em pleno campo ou nas ruas mais pobres da cidade, no meio do povo.

Já leram? O que acharam?
Se ainda não responderam a esta tag, considerem-se tagueados! :)

sábado, 12 de abril de 2014


Título original: Half Bad

Sinopse:

Uma estreia literária surpreendente, plena de magia. Um livro que é um fenómeno internacional.
Na Inglaterra dos nossos dias, bruxos e humanos vivem aparentemente integrados. Na realidade, os bruxos têm a sua própria sociedade secreta, as suas regras e a sua guerra, que divide os Bruxos Brancos, considerados «bons», e os Bruxos Negros, odiados e perseguidos pelos Brancos. O herói, Nathan, é filho de uma Bruxa Branca e de um Bruxo Negro e, portanto, considerado perigoso. Nathan é constantemente vigiado pelo Conselho dos Bruxos Brancos desde que nasceu e aos 16 anos é encarcerado e treinado para matar. Mas Nathan sabe que tem de fugir antes de completar 17 anos e a sua determinação é inabalável.
Half Bad é o romance de estreia de Sally Green e o primeiro volume de uma nova trilogia do género fantástico aguardado por todo o mundo com grande expectativa.

Opinião:

O hype em volta deste livro foi tão grande que a tradução saiu uns dias após a versão original e a  Fox já detém os direitos para uma adaptação cinematográfica. De facto, a sinopse dá a entender um argumento que faz as delícias daqueles que esperam uma nova saga repleta de magia e de feiticeiros, após anos e anos à espera do sucessor de Harry Potter. Este não é, infelizmente, aquele livro.

Apesar de partir de uma premissa muito interessante e ter um bom ritmo na primeira metade do livro, um ritmo que possibilita conhecer aos poucos o nosso protagonista, Nathan, e a sua experiência de vida, na segunda metade apresenta um ritmo demasiado acelerado mas não frenético. Passo a explicar-vos: não é que seja de uma acção desenfreada e com momentos "wow!". Ao invés disso, tudo o que acontece - novas personagens, novos cenários -, são apresentados de forma tal que senti alguma dificuldade em seguir o rumo da história, o que, por outro lado, impediu que se estabelecesse qualquer ligação emocional com as personagens. Confesso que o meu interesse decaiu surpreendentemente...

Contudo, a primeira metade é, como disse, bastante interessante e apresenta-nos um ambiente original, uma sociedade mágica com regras rígidas, preconceituosa e de certo modo racista, dividida em labels associadas ao sangue, uma associação que é, de facto, enganadora quanto ao carácter de cada indivíduo.

Este é, na minha opinião, um livro que está longe do memorável, mas sendo o primeiro da trilogia e da própria autora, acredito que tem os ingredientes necessários para melhorar nos próximos volumes. Basta aperfeiçoar a receita.
   
Classificação: 3/5

sábado, 29 de março de 2014


Título original: The Shining

Sinopse:

Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...

Opinião:

A Luz é uma presença constante em qualquer lista dos mais conceituados livros de Stephen King. Foi inclusive adaptado ao cinema em 1980 pelas mãos de Stanley Kubrick, tendo Jack Nicholson no papel principal, filme esse considerado por muitos como um clássico. Já estava na minha lista de espera há imenso tempo mas, chegado ao fim, apenas fiquei com um sentimento de desilusão.

Ao contrário do que aconteceu com outras leituras do mesmo autor, deparei-me com uma grande dificuldade em deixar-me levar pela história. Não que a escrita seja muito complexa ou até mesmo má: muito pelo contrário, o estilo de King mantém-se. O problema foi o ritmo. Os eventos mais significativos demoravam demasiado a surgir e, quando surgiam, eram quase instantâneos (embora efectivamente arrepiantes, bem à maneira do autor). Mais de metade do livro podia ter sido condensado de melhor forma, o que arrastou demasiado a leitura.

Contudo, é igualmente verdade que pouco a pouco a relação entre as personagens foi evoluindo de forma subtil até o clímax que, apesar de não ter estado muito aquém do esperado (mesmo não tendo visto o filme), foi o suficientemente interessante para ter valido a pena chegar até aí.

Destaco ainda os capítulos sob a perspectiva de Danny, o filho de cinco anos, que foram aqueles que mais interesse me suscitaram, não só pelo seu dom mas porque o autor conseguiu descrever fielmente a forma de olhar o mundo de uma criança dessa idade confrontada com situações como o divórcio, o alcoolismo ou o próprio medo.

Tendo ficado muito aquém das expectativas, a minha opinião sobre A Luz está em contra da opinião popular. Definitivamente não é dos meus livros preferidos de Stephen King, mas ainda assim pretendo ler a sua recente sequela, Doctor Sleep.

Classificação: 3/5

domingo, 23 de março de 2014


Título original: City of Bones

Sinopse:

No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo mas com tendência a agir como um idiota...

Opinião:

Cassandra Clare é, actualmente, uma das autoras de maior sucesso no género da fantasia urbana e paranormal, tanto pela série Mortal Instruments (iniciada com este livro) como pela respectiva série paralela, Infernal Devices. Ambas são séries com boas classificações no Goodreads e muito acarinhadas por grande parte dos canais e blogs literários. No entanto, receando a presença de uma grande dose de romance paranormal, que não é de todo algo que me interesse, fui afastando-a dos meus objectivos. Com a estreia do filme, a minha curiosidade aumentou e, apesar de só ter visto o trailer, reparei que aparentava ter mais acção do que pensava, pelo que pela altura do Natal adquiri A Cidade dos Ossos. Pouco mais de dois meses depois, parti finalmente para a sua leitura e posso dizer que os meus receios foram desmentidos.

Apesar de possuir uma escrita direccionada para um público young-adult, o mundo construído é totalmente imergente e repleto de criaturas fantásticas como lobisomens e vampiros numa vertente mais urbana. O ritmo da história é frenético e os combates, muito frequentes, estão muito bem descritos, sem ser difícil em momento algum seguir as acções de cada personagem envolvida ou a forma como utilizam o meio em seu proveito. Também há algum espaço para o romance, mas nas medidas certas.

No entanto, o livro peca por dois aspectos: por um lado, apesar de todas as personagens serem fortes, algumas têm um carácter que me dificultou que simpatizasse sempre com elas, nomeadamente Jace, uma das principais. Alguns dos seus comentários em relação a Clary e, sobretudo, a Simon fizeram-me revirar os olhos... Clary também teve os seus momentos menos bons, mas não foram assim tantos.

O segundo aspecto negativo é o facto do primeiro dos dois grandes plot twists que constituem o livro não ter sido realmente, para mim, uma surpresa. Desde muito cedo que tive essa teoria - de facto, assim que li um dos diálogos ainda muito no início -, teoria essa que foi tomando força à medida que a história prosseguia. O seguinte foi, contudo, inesperado, embora note uma certa semelhança com uma certa saga. Ambos irão condicionar, indubitavelmente, o rumo dos restantes livros, principalmente no que diz respeito à resolução do triângulo amoroso.

Apesar de tudo, esta foi uma leitura viciante. Excedeu muito as minhas expectativas e estou muito curioso em saber o que acontecerá a seguir.

Classificação: 4/5

quarta-feira, 19 de março de 2014


Título original: Stalked

Sinopse:

Quando, numa noite gélida e tempestuosa, Jonathan Strider, o carismático detective criado por Brian Freeman, recebe um telefonema de Maggie Bei a comunicar-lhe que o marido acabou de ser brutalmente assassinado, compreende que a sua anterior parceira de investigações está metida em grandes sarilhos. Entretanto, uma jovem está desaparecida e deixou atrás de si um rasto de fantasias obscuras e uma mensagem críptica - «Eu sei quem é». Seguindo um trilho tortuoso, Stride e a detective Serena Dial vão descobrindo uma teia de violência e voyeurismo que alguém tenta manter oculta a qualquer custo. Intenso, assombroso e absolutamente imperdível.

Opinião:

Apesar de ser o terceiro de uma série, não é estritamente necessário ter lido os anteriores para conhecer as personagens deste livro, uma vez que para cada uma delas é dado o respectivo background, um background que é, aliás, muito bem caracterizado, tornando-as distintas umas das outras mas sem deixarem de ser credíveis. Por outro lado, o facto da narrativa não seguir sempre a mesma personagem dá um ritmo diferente à leitura, uma vez que vamos vendo o desenvolvimento do caso em várias perspectivas, caso esse que vai tomando cada vez um teor mais adulto.
Se bem que algumas descobertas no início são previsíveis, o mesmo não acontece com o resto da história. O final é bastante cinemático, bem executado e repleto de emoções fortes, quase que tirado de um filme. As conclusões não ficam por onde inicialmente se pensava e acabam por existir revelações que nos apanham de surpresa.
Um ponto à parte do qual gostei bastante é o facto das personagens que investigam o caso estarem envolvidas, não só como polícia, mas com experiências pessoais que vão muito além do que a sinopse dá a entender.
Não é o melhor policial que alguma vez li, mas não deixa de ser uma excelente leitura para quem gosta do género. 

Classificação: 4/5

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