Não editado em Portugal.
Sinopse:
When novelist Owen Quine goes missing, his wife calls in private detective Cormoran Strike. At first, Mrs. Quine just thinks her husband has gone off by himself for a few days--as he has done before--and she wants Strike to find him and bring him home.
But as Strike investigates, it becomes clear that there is more to Quine's disappearance than his wife realizes. The novelist has just completed a manuscript featuring poisonous pen-portraits of almost everyone he knows. If the novel were to be published, it would ruin lives--meaning that there are a lot of people who might want him silenced.
When Quine is found brutally murdered under bizarre circumstances, it becomes a race against time to understand the motivation of a ruthless killer, a killer unlike any Strike has encountered before...
A compulsively readable crime novel with twists at every turn, THE SILKWORM is the second in the highly acclaimed series featuring Cormoran Strike and his determined young assistant, Robin Ellacott.
When Quine is found brutally murdered under bizarre circumstances, it becomes a race against time to understand the motivation of a ruthless killer, a killer unlike any Strike has encountered before...
A compulsively readable crime novel with twists at every turn, THE SILKWORM is the second in the highly acclaimed series featuring Cormoran Strike and his determined young assistant, Robin Ellacott.
Opinião:
Após a fantástica surpresa que foi Quando o Cuco Chama (The Cuckoo's Calling), o volume de estreia nesta nova série de policiais escrita pela J.K. Rowling sob o pseudónimo de Robert Galbraith, aguardava ansiosamente o lançamento deste segundo livro. De facto não desiludiu, mas sinto que faltou qualquer coisa, um factor revelação, daí não ter conseguido dar as cinco estrelas (embora se encontre lá perto)... Passo a explicar:
Um dos aspectos que mais surpreendeu no volume anterior foi o leque de personagens, nomeadamente o detective Cormoran Strike e a sua assistente Robin. Quem leu Harry Potter sabe que a autora tem uma capacidade única de criar personagens singulares e complexas e isto é algo que soube transpor para esta nova série, marcando assim uma grande diferença dentro do que é habitual nos policiais que são lançados hoje em dia. Se bem que isto se mantém brilhantemente em The Silkworm, ao ser o segundo volume este factor perdeu algum peso na minha classificação por já não ter sido o tal "factor revelação"...
Por outro lado, este caso foi mais interessante do que o primeiro, até porque gira à volta de um livro e do seu autor. Associado a um certo toque de macabro, desta vez nenhuma das minhas várias suspeitas foram acertadas (apesar de haver momentos que assim o sugeriam), mas no final a explicação não deixa quaisquer pontas soltas (uma correcção em relação ao anterior) e, em retrospectiva, verificamos que todas as pistas estavam lá, incluindo certos detalhes camuflados na caracterização do culpado. O próprio desenvolvimento do caso foi sendo realizado a um bom ritmo, com o levantamento de muitas questões e as respectivas respostas dos suspeitos, bem à maneira dos policiais da Agatha Christie.
É verdade que a falta de acção poder-se-ia tornar aborrecida, mas o desenvolvimento em paralelo de uma linha do enredo relacionada com os desafios na vida pessoal de Robin e Cormoran impede que isso aconteça e será, com certeza, algo que continuaremos a acompanhar nos seguintes livros da série.
De notar que não é estritamente necessário ter lido o primeiro volume antes de ler o segundo, apesar de ser obviamente aconselhável. Pondo de parte os efeitos pessoais reminiscentes de Quando o Cuco Chama, os comentários que existem e que fazem referência ao primeiro caso não revelam quaisquer detalhes da sua resolução.
Mais uma vez, J.K. Rowling demonstra que sabe escrever (e bem) muito além de Harry Potter e para o público adulto. Se gostam dos policiais clássicos e ainda não começaram a ler esta série, do que é que estão à espera?
Classificação: 4/5Um dos aspectos que mais surpreendeu no volume anterior foi o leque de personagens, nomeadamente o detective Cormoran Strike e a sua assistente Robin. Quem leu Harry Potter sabe que a autora tem uma capacidade única de criar personagens singulares e complexas e isto é algo que soube transpor para esta nova série, marcando assim uma grande diferença dentro do que é habitual nos policiais que são lançados hoje em dia. Se bem que isto se mantém brilhantemente em The Silkworm, ao ser o segundo volume este factor perdeu algum peso na minha classificação por já não ter sido o tal "factor revelação"...
Por outro lado, este caso foi mais interessante do que o primeiro, até porque gira à volta de um livro e do seu autor. Associado a um certo toque de macabro, desta vez nenhuma das minhas várias suspeitas foram acertadas (apesar de haver momentos que assim o sugeriam), mas no final a explicação não deixa quaisquer pontas soltas (uma correcção em relação ao anterior) e, em retrospectiva, verificamos que todas as pistas estavam lá, incluindo certos detalhes camuflados na caracterização do culpado. O próprio desenvolvimento do caso foi sendo realizado a um bom ritmo, com o levantamento de muitas questões e as respectivas respostas dos suspeitos, bem à maneira dos policiais da Agatha Christie.
É verdade que a falta de acção poder-se-ia tornar aborrecida, mas o desenvolvimento em paralelo de uma linha do enredo relacionada com os desafios na vida pessoal de Robin e Cormoran impede que isso aconteça e será, com certeza, algo que continuaremos a acompanhar nos seguintes livros da série.
De notar que não é estritamente necessário ter lido o primeiro volume antes de ler o segundo, apesar de ser obviamente aconselhável. Pondo de parte os efeitos pessoais reminiscentes de Quando o Cuco Chama, os comentários que existem e que fazem referência ao primeiro caso não revelam quaisquer detalhes da sua resolução.
Mais uma vez, J.K. Rowling demonstra que sabe escrever (e bem) muito além de Harry Potter e para o público adulto. Se gostam dos policiais clássicos e ainda não começaram a ler esta série, do que é que estão à espera?






































