Não vibro com o futebol. Aliás, nunca o fiz, mesmo quando o meu país de origem ganhou alguns títulos a nível europeu e mundial. Ainda assim, respeito quem o faz desde que também respeitem o meu gosto pessoal, embora, precisamente por estar à margem de tal efeito, mantenha uma certa postura crítica em relação a alguns aspectos, postura essa que já expus neste post há dois anos e da qual já disse o que tinha a dizer.
Contudo, este pensamento que mantenho face à priorização deste desporto foi insuficiente para ficar indiferente à maioria dos comentários com os quais me deparei, nas redes sociais e não só, após a derrota recente da Espanha contra a Holanda pois extravasam completamente o contexto no qual se encontravam a um nível muito mais grave do que um simples gozo face ao resultado.
Mais além de um âmbito desportivo, muitos deles camuflavam um certo ódio ou rancor que, não só não faz justiça ao conceito de desportivismo (conceito que este tipo de campeonatos tende a citar constantemente), quanto mais à ideia de países vizinhos ou de aliados ibéricos.
É bem sabido que a união faz a força pelo que, tendo vivido em Portugal desde os sete anos, entristece-me profundamente ver que ainda existem pessoas que teimam em ficar presas a factos que há muito ficaram oxidados nas páginas da História para justificar o seu nacionalismo exacerbado. Mais grave ainda é verificar que esses sentimentos tendem a surgir cada vez mais nas faixas etárias mais jovens, o que revela o enraizamento profundo destes sentimentos. No entanto, friso que igualmente condenável será no sentido inverso.
Felizmente (espero eu) este não será o comportamento geral, até porque tenho tido sorte em relação àqueles com os quais me tenho deparado ao longo destes anos e que fazem parte do meu círculo de amigos e conhecidos. Ainda assim, deixo aqui este meu pequeno desabafo para convidar à reflexão daqueles que vivem em qualquer um dos lados da fronteira.






















































