domingo, 13 de abril de 2014


Esta tag, que consiste em dizer qual foi a melhor viagem que já fizemos através da leitura e qual o respectivo livro, foi-me passada tanto pela Jojo (Os Devaneios da Jojo), como pela Catarina (Little House of Books). Obrigado! :D

Foi-me difícil escolher um só destino para esta pergunta, mas acabei por decidir-me pela Rússia.
Como talvez tenha dado a entender noutras ocasiões, sou apaixonado pela História deste país, particularmente de tudo o que envolve os Romanov. Embora o livro escolhido não esteja relacionado directamente com os últimos czares, é uma das maiores obras literárias do país e da Literatura Universal.


Li Anna Karénina no Verão de 2012 e é um dos meus clássicos preferidos. Utilizando personagens de espectros sociais muito distintos, Tolstoi consegue retratar vários aspectos da sociedade da época enquanto contrasta o amor físico, puramente carnal, entre Anna e Vronsky com o amor emocional entre Levin e Kitty. Tanto envolve o leitor num ambiente de luxo e riqueza, de jardins e palácios, como o coloca em pleno campo ou nas ruas mais pobres da cidade, no meio do povo.

Já leram? O que acharam?
Se ainda não responderam a esta tag, considerem-se tagueados! :)

sábado, 12 de abril de 2014


Título original: Half Bad

Sinopse:

Uma estreia literária surpreendente, plena de magia. Um livro que é um fenómeno internacional.
Na Inglaterra dos nossos dias, bruxos e humanos vivem aparentemente integrados. Na realidade, os bruxos têm a sua própria sociedade secreta, as suas regras e a sua guerra, que divide os Bruxos Brancos, considerados «bons», e os Bruxos Negros, odiados e perseguidos pelos Brancos. O herói, Nathan, é filho de uma Bruxa Branca e de um Bruxo Negro e, portanto, considerado perigoso. Nathan é constantemente vigiado pelo Conselho dos Bruxos Brancos desde que nasceu e aos 16 anos é encarcerado e treinado para matar. Mas Nathan sabe que tem de fugir antes de completar 17 anos e a sua determinação é inabalável.
Half Bad é o romance de estreia de Sally Green e o primeiro volume de uma nova trilogia do género fantástico aguardado por todo o mundo com grande expectativa.

Opinião:

O hype em volta deste livro foi tão grande que a tradução saiu uns dias após a versão original e a  Fox já detém os direitos para uma adaptação cinematográfica. De facto, a sinopse dá a entender um argumento que faz as delícias daqueles que esperam uma nova saga repleta de magia e de feiticeiros, após anos e anos à espera do sucessor de Harry Potter. Este não é, infelizmente, aquele livro.

Apesar de partir de uma premissa muito interessante e ter um bom ritmo na primeira metade do livro, um ritmo que possibilita conhecer aos poucos o nosso protagonista, Nathan, e a sua experiência de vida, na segunda metade apresenta um ritmo demasiado acelerado mas não frenético. Passo a explicar-vos: não é que seja de uma acção desenfreada e com momentos "wow!". Ao invés disso, tudo o que acontece - novas personagens, novos cenários -, são apresentados de forma tal que senti alguma dificuldade em seguir o rumo da história, o que, por outro lado, impediu que se estabelecesse qualquer ligação emocional com as personagens. Confesso que o meu interesse decaiu surpreendentemente...

Contudo, a primeira metade é, como disse, bastante interessante e apresenta-nos um ambiente original, uma sociedade mágica com regras rígidas, preconceituosa e de certo modo racista, dividida em labels associadas ao sangue, uma associação que é, de facto, enganadora quanto ao carácter de cada indivíduo.

Este é, na minha opinião, um livro que está longe do memorável, mas sendo o primeiro da trilogia e da própria autora, acredito que tem os ingredientes necessários para melhorar nos próximos volumes. Basta aperfeiçoar a receita.
   
Classificação: 3/5

sábado, 29 de março de 2014


Título original: The Shining

Sinopse:

Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...

Opinião:

A Luz é uma presença constante em qualquer lista dos mais conceituados livros de Stephen King. Foi inclusive adaptado ao cinema em 1980 pelas mãos de Stanley Kubrick, tendo Jack Nicholson no papel principal, filme esse considerado por muitos como um clássico. Já estava na minha lista de espera há imenso tempo mas, chegado ao fim, apenas fiquei com um sentimento de desilusão.

Ao contrário do que aconteceu com outras leituras do mesmo autor, deparei-me com uma grande dificuldade em deixar-me levar pela história. Não que a escrita seja muito complexa ou até mesmo má: muito pelo contrário, o estilo de King mantém-se. O problema foi o ritmo. Os eventos mais significativos demoravam demasiado a surgir e, quando surgiam, eram quase instantâneos (embora efectivamente arrepiantes, bem à maneira do autor). Mais de metade do livro podia ter sido condensado de melhor forma, o que arrastou demasiado a leitura.

Contudo, é igualmente verdade que pouco a pouco a relação entre as personagens foi evoluindo de forma subtil até o clímax que, apesar de não ter estado muito aquém do esperado (mesmo não tendo visto o filme), foi o suficientemente interessante para ter valido a pena chegar até aí.

Destaco ainda os capítulos sob a perspectiva de Danny, o filho de cinco anos, que foram aqueles que mais interesse me suscitaram, não só pelo seu dom mas porque o autor conseguiu descrever fielmente a forma de olhar o mundo de uma criança dessa idade confrontada com situações como o divórcio, o alcoolismo ou o próprio medo.

Tendo ficado muito aquém das expectativas, a minha opinião sobre A Luz está em contra da opinião popular. Definitivamente não é dos meus livros preferidos de Stephen King, mas ainda assim pretendo ler a sua recente sequela, Doctor Sleep.

Classificação: 3/5

domingo, 23 de março de 2014


Título original: City of Bones

Sinopse:

No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo mas com tendência a agir como um idiota...

Opinião:

Cassandra Clare é, actualmente, uma das autoras de maior sucesso no género da fantasia urbana e paranormal, tanto pela série Mortal Instruments (iniciada com este livro) como pela respectiva série paralela, Infernal Devices. Ambas são séries com boas classificações no Goodreads e muito acarinhadas por grande parte dos canais e blogs literários. No entanto, receando a presença de uma grande dose de romance paranormal, que não é de todo algo que me interesse, fui afastando-a dos meus objectivos. Com a estreia do filme, a minha curiosidade aumentou e, apesar de só ter visto o trailer, reparei que aparentava ter mais acção do que pensava, pelo que pela altura do Natal adquiri A Cidade dos Ossos. Pouco mais de dois meses depois, parti finalmente para a sua leitura e posso dizer que os meus receios foram desmentidos.

Apesar de possuir uma escrita direccionada para um público young-adult, o mundo construído é totalmente imergente e repleto de criaturas fantásticas como lobisomens e vampiros numa vertente mais urbana. O ritmo da história é frenético e os combates, muito frequentes, estão muito bem descritos, sem ser difícil em momento algum seguir as acções de cada personagem envolvida ou a forma como utilizam o meio em seu proveito. Também há algum espaço para o romance, mas nas medidas certas.

No entanto, o livro peca por dois aspectos: por um lado, apesar de todas as personagens serem fortes, algumas têm um carácter que me dificultou que simpatizasse sempre com elas, nomeadamente Jace, uma das principais. Alguns dos seus comentários em relação a Clary e, sobretudo, a Simon fizeram-me revirar os olhos... Clary também teve os seus momentos menos bons, mas não foram assim tantos.

O segundo aspecto negativo é o facto do primeiro dos dois grandes plot twists que constituem o livro não ter sido realmente, para mim, uma surpresa. Desde muito cedo que tive essa teoria - de facto, assim que li um dos diálogos ainda muito no início -, teoria essa que foi tomando força à medida que a história prosseguia. O seguinte foi, contudo, inesperado, embora note uma certa semelhança com uma certa saga. Ambos irão condicionar, indubitavelmente, o rumo dos restantes livros, principalmente no que diz respeito à resolução do triângulo amoroso.

Apesar de tudo, esta foi uma leitura viciante. Excedeu muito as minhas expectativas e estou muito curioso em saber o que acontecerá a seguir.

Classificação: 4/5

quarta-feira, 19 de março de 2014


Título original: Stalked

Sinopse:

Quando, numa noite gélida e tempestuosa, Jonathan Strider, o carismático detective criado por Brian Freeman, recebe um telefonema de Maggie Bei a comunicar-lhe que o marido acabou de ser brutalmente assassinado, compreende que a sua anterior parceira de investigações está metida em grandes sarilhos. Entretanto, uma jovem está desaparecida e deixou atrás de si um rasto de fantasias obscuras e uma mensagem críptica - «Eu sei quem é». Seguindo um trilho tortuoso, Stride e a detective Serena Dial vão descobrindo uma teia de violência e voyeurismo que alguém tenta manter oculta a qualquer custo. Intenso, assombroso e absolutamente imperdível.

Opinião:

Apesar de ser o terceiro de uma série, não é estritamente necessário ter lido os anteriores para conhecer as personagens deste livro, uma vez que para cada uma delas é dado o respectivo background, um background que é, aliás, muito bem caracterizado, tornando-as distintas umas das outras mas sem deixarem de ser credíveis. Por outro lado, o facto da narrativa não seguir sempre a mesma personagem dá um ritmo diferente à leitura, uma vez que vamos vendo o desenvolvimento do caso em várias perspectivas, caso esse que vai tomando cada vez um teor mais adulto.
Se bem que algumas descobertas no início são previsíveis, o mesmo não acontece com o resto da história. O final é bastante cinemático, bem executado e repleto de emoções fortes, quase que tirado de um filme. As conclusões não ficam por onde inicialmente se pensava e acabam por existir revelações que nos apanham de surpresa.
Um ponto à parte do qual gostei bastante é o facto das personagens que investigam o caso estarem envolvidas, não só como polícia, mas com experiências pessoais que vão muito além do que a sinopse dá a entender.
Não é o melhor policial que alguma vez li, mas não deixa de ser uma excelente leitura para quem gosta do género. 

Classificação: 4/5

domingo, 16 de março de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

On November 22, 1963, three shots rang out in Dallas, President Kennedy died, and the world changed. What if you could change it back? Stephen King’s heart-stoppingly dramatic new novel is about a man who travels back in time to prevent the JFK assassination—a thousand page tour de force.
Following his massively successful novel Under the Dome, King sweeps readers back in time to another moment—a real life moment—when everything went wrong: the JFK assassination. And he introduces readers to a character who has the power to change the course of history.
Jake Epping is a thirty-five-year-old high school English teacher in Lisbon Falls, Maine, who makes extra money teaching adults in the GED program. He receives an essay from one of the students—a gruesome, harrowing first person story about the night 50 years ago when Harry Dunning’s father came home and killed his mother, his sister, and his brother with a hammer. Harry escaped with a smashed leg, as evidenced by his crooked walk.
Not much later, Jake’s friend Al, who runs the local diner, divulges a secret: his storeroom is a portal to 1958. He enlists Jake on an insane—and insanely possible—mission to try to prevent the Kennedy assassination. So begins Jake’s new life as George Amberson and his new world of Elvis and JFK, of big American cars and sock hops, of a troubled loner named Lee Harvey Oswald and a beautiful high school librarian named Sadie Dunhill, who becomes the love of Jake’s life – a life that transgresses all the normal rules of time.
A tribute to a simpler era and a devastating exercise in escalating suspense, 11/22/63 is Stephen King at his epic best.

Opinião:

Edição de bolso e 859 páginas... um livro com estas dimensões seria, em princípio, assustador e uma leitura mais demorada do que o habitual. Com Stephen King ficou provado mais uma vez que isso não acontece. Feitas as contas, demorei a lê-lo apenas uma semana em pleno período de aulas. Todos os momentos livres (os dez minutos de intervalo, a espera pela chegada do professor...) serviam para avançar mais algumas páginas, tal a forma em que fiquei preso à história e às personagens.

Apesar do autor ser mais conhecido pelas suas obras dentro do género do horror puro, em 11/22/63 adopta a ficção científica e histórica com uma simples premissa: regressar atrás no tempo a fim de evitar o assassínio do presidente Kennedy em Novembro de 1963. No entanto, as viagens ao passado têm sempre o ano de 1958 como destino, pelo que grande parte do livro é desenvolvido nesses cinco anos de intervalo, cinco anos que não deixam de ser, de todo, tão ou mais interessantes uma vez que o nosso protagonista toma uma nova identidade e uma nova vida...

Narrada na primeira pessoa, esta história envolve completamente o leitor no ambiente político-social que se vivia na época nos Estados Unidos e baseia-se muito no chamado "efeito borboleta", isto é, na ideia de que pequenas decisões podem causar grandes alterações no futuro, quer para bem quer para mal. De certa forma, penso que lida com aquela questão que é se o destino já se encontra traçado. Por outro lado, as viagens no tempo não são deixadas ao acaso: seguem certas regras que acabam por ser esclarecidas mais tarde ou mais cedo de uma forma, dentro do possível, bastante lógica.

Este livro encaixa-se ainda no género do romance: fiquei completamente rendido à história de amor aqui retratada, um amor que vai muito além do físico e das aparências, um amor honesto e intemporal. Surpreendeu-me bastante, até porque desconhecia esta vertente do escritor.

Não sei porque motivo é que 11/22/63 ficou quase um ano a apanhar pó na estante... Mais uma vez, Stephen King demonstrou ser um escritor de grandes livros grandes. Recomendo!

Classificação: 5/5

quinta-feira, 13 de março de 2014


Título original: The Killing Art

Sinopse:

Há muito que Kate McKinnon trocou o seu trabalho como detective da Polícia de Nova Iorque pela sua paixão pela história da arte. Mas quando uma pintura que doara ao Museu Modernista aparece vandalizada e outros crimes relacionados, incluindo homicídio, se sucedem, Kate sabe que pode combinar a sua experiência e os seus conhecimentos de ambos os mundos para ajudar a descobrir quem é o responsável.
A Arte de Matar inclui ilustrações do autor que traçam um percurso de crescente suspense e que, combinadas com um enredo que retrata o submundo do meio artístico nova-iorquino, criam um novo thriller magistral.

Opinião:

Introduzindo-o em plena esfera do Expressionismo Abstracto americano, o factor que mais se destaca em A Arte de Matar são as imagens das obras de arte - as pistas - que vão surgindo no contexto narrativa, o que aproxima o leitor daquilo que as personagens estão a ver para lá de uma simples descrição textual que nunca poderia abranger todos os detalhes. No entanto, se no início fiquei preso às páginas, lá para a segunda metade do livro fui perdendo o interesse...

As personagens, não estando mal construídas, não foram especialmente marcantes. Não consegui sentir empatia por elas, mas isto poderá dever-se a não ter lido os livros anteriores da série, cujas consequências dos eventos aí retratados fazem parte da caracterização de Kate.

Por outro lado, parece-me que a partir de certa altura a história tomou um rumo que, no fim, pouco ou nada contribuiu para a resolução do caso, estendendo demasiado o foco num pequeno conjunto de suspeitos ao invés de tentar antecipar os próximos passos do verdadeiro culpado através das pistas recolhidas. Se bem que o final não foi, por isso mesmo, nada previsível, considero que as conclusões foram construídas à base de algumas conjecturas demasiado apressadas, embora não tenha deixado quaisquer pontas soltas.

Não foi uma má leitura, mas ficou aquém das expectativas e está longe de estar entre os melhores dentro do género em que se insere. Vale pela originalidade de usar a arte visual em seu proveito. 

Classificação: 3/5

domingo, 9 de março de 2014


Não editado em Portugal.

Opinião:

Começo por dizer que este último volume da trilogia Chaos Walking não foi tão bom quanto o segundo. A primeira metade chegou a ser algo morosa de ler, em parte devido à introdução de um novo ponto de vista, pelo que as minhas expectativas estavam a ir por água abaixo. No entanto, passado esse ponto, o livro voltou ao ritmo a que os dois anteriores nos tinham habituado e a narrativa sob os olhos daquela nova personagem tornou-se, de repente, quase tão interessante quanto a dos outros dois. Este novo POV trouxe consigo a perspectiva de um grupo que, apesar de já ter estado presente, tinha sido considerado até então como um elemento totalmente secundário. Agora, dado os últimos acontecimentos, teria sido impossível ignorá-lo, tais as dimensões que atingiu.

Abordando assuntos como a guerra, a moral, a amizade, a vingança, o perdão e mesmo a redenção, a história não me pareceu, de todo, previsível. Atrevo-me mesmo a dizer que a execução do final foi perfeita. Houve momentos em que ficamos verdadeiramente com o coração nas mãos. Sentimos o mesmo que elas, sofremos com elas e por elas.

Há muito que uma personagem não me marcava tanto quanto Todd ou Viola... Por outro lado temos o Mayor, cuja complexidade é maior do que aparenta à superfície, estando a léguas de ser o típico antagonista... Indubitavelmente estas formam parte das melhores personagens com as as quais já me deparei entre as páginas de um livro a nível de construção, desenvolvimento e empatia.

Não posso dizer muito mais sem entrar em spoilers, mas, no fundo, o poder desta trilogia reside nelas e na forma como se relacionam. A grande questão com a qual os nossos protagonistas se deparam é em quem podem depositar a sua confiança, se é que existe esse alguém. Poderão confiar nos seus aliados de guerra e esquecer o passado? Poderão confiar nos seus líderes?

Terminada a leitura destes livros do qual tanto tinha ouvido falar, só me resta dizer que bem que merece os elogios que lhe são atribuídos e que, sendo muito diferente do que estava à espera de encontrar, tornou-se uma das minhas séries de eleição no género, a par com Os Jogos da Fome.

The Chaos Walking foi muito além das minhas expectativas e recomendo-a sem quaisquer reservas! Espero sinceramente que alguma editora portuguesa aposte nela porque Patrick Ness merece ampliar a sua legião de fãs. Até lá, continuarei a descobrir o resto da sua obra em inglês.

Classificação: 4/5

domingo, 2 de março de 2014


Chegou o dia tão aguardado pelos amantes da Sétima Arte! A corrida pelos Óscares, aquelas pequenas estatuetas que não ultrapassam os 35 centímetros de altura mas que consolidam um enorme valor profissional, está a algumas horas de terminar! Este ano os principais nomeados são Gravity, 12 Years a Slave e American Hustle, mas quem sairá vencedor? 

Estas são algumas das minhas apostas:

Melhor Filme: 12 Years a Slave
Melhor Actriz Principal: Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Melhor Actriz Secundária: Jennifer Lawrence (American Hustle) / Ganho por Lupita Nyong'o (12 Years a Slave) e completamente merecido! 
Melhor Filme de Animação: Frozen
Melhor Fotografia: Gravity
Melhor Guarda-Roupa: American Hustle / Ganho por The Great Gatsby
Melhor Realizador: Alfonso Cuarón (Gravity)
Melhor Montagem: Gravity
Melhor Banda Sonora: Gravity
Melhor Canção Original: Let It Go(Frozen)
Melhor Direcção Artística: The Great Gatsby
Melhor Edição de Som: Gravity
Melhor Mistura de Som: Gravity
Melhores Efeitos Especiais: Gravity
Melhor Argumento Adaptado: 12 Years a Slave
Melhor Argumento Original: American Hustle / Ganho por Her


Ellen DeGeneres é, pela segunda vez, a anfitriã da cerimónia e esta será transmitida em directo na TVI a partir da 01:30h da madrugada.

Por quem estão a torcer? Irão ver os Óscares em directo?  Não se esqueçam de passar pela página do Facebook do blog, onde estarei a dar as últimas actualizações! ;)

domingo, 23 de fevereiro de 2014


Hoje venho responder a uma tag deliciosa! Criada pela A Daydreamer's Ramblings, foi traduzida pela Catarina do blog little house of books e consiste em associar um livro a cada tipo de chocolate. Não recomendada a gulosos ;)

Chocolate Preto - Um livro que aborda um tema escuro (abuso, violência doméstica, violação, solidão, assédio moral, morte, etc.) 


Chocolate Branco - Um livro leve e divertido que adores.


Chocolate de Leite - Um livro do qual muitas pessoas falam e que queres muito ler.


Chocolate recheado com Caramelo - Um livro que te derreteu o coração. 


Kinder Surpresa - Um livro que te surpreendeu recentemente.


Lion - Um livro que te deu vontade de rosnar, de tão chateado(a) que ficaste. 


Chocolate quente com marshmallows - Um livro que já leste e voltarias a ler centenas de vezes. 

(para variar, não é? xD)

Caixa de Chocolates - Um livro que já leste e achas que tem algo que agrade a todos.

A fim de evitar a mesma resposta que à questão anterior:


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Em resposta à Jojo, do blog Os Devaneios da Jojo (obrigado por me nomeares!), ficam aqui os dez livros que mais me marcaram até o momento, sem qualquer ordem específica:













Não editado em Portugal.

Opinião:

O título deste segundo volume da trilogia Chaos Walking, iniciada com The Knife of Never Letting Go, assenta de maneira perfeita ao seu conteúdo: não só está relacionado de forma literal com o argumento, como é uma metáfora  para os sentimentos que trespassam as suas personagens e os seus leitores. Este é um livro que assenta fundamentalmente na dúvida, na capacidade de saber distinguir o que é verdade do que é falso por trás das aparências.

Ao contrário do primeiro volume, esta sequela tem menos acção no sentido em que não é tanto uma road trip, sendo, no entanto, mais interessante uma vez que a história passa a ser narrada sob o ponto de vista de duas personagens em situações distintas, situações essas que contribuem notoriamente para o seu crescimento. Todd está, aliás, longe de ser perfeito: como acontece a qualquer ser humano, nem sempre toma as decisões mais acertadas e chega a ser um tanto influenciável. A própria escrita dos POVs difere consoante a caracterização das respectivas personagens.

Todavia, não é só no nosso protagonista que isto se verifica: a evolução de outras personagens secundárias consegue verdadeiramente surpreender o leitor. Acreditem quando digo que conseguirão sentir uma certa empatia por uma dada personagem que ao início poderia parecer impossível...

À semelhança do anterior, o segundo volume termina novamente em cliffhanger e, desta vez, as suas dimensões são mais amplas.

Concluindo, gostei de The Knife of Never Letting Gomas The Ask and the Answer foi ainda melhor! Mal posso esperar por pegar em Monsters of Men, o volume que conclui esta trilogia... Uma coisa é certa: o potencial de vir a tornar-se uma das minhas favoritas aumenta a olhos vistos. Se gostam de distopias e ainda não começaram a lê-la, do que é que estão à espera?

Classificação: 5/5

sábado, 15 de fevereiro de 2014


Título original: The Mist of Avalon

Sinopse do 1ºvolume, A Senhora da Magia:

O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.

Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…

Opinião:

Publicada em 1983 e relançada há um par de anos pela Saída de Emergência, As Brumas de Avalon, dividida em quatro volumes, é considerada por muitos uma das séries de renome no género da literatura arturiana e da fantasia.

Ao longo de várias gerações assistimos ao desenvolvimento de uma batalha entre religiões na Bretanha, numa intriga em que a fé na Deusa tenta sobreviver aos avanços da fé cristã recorrendo a um leque interessante de personagens que se vão relacionando entre si de formas mais ou menos complexas, com paixões, traições e lealdades postas à prova.

Muito bem escrita, a história é contada principalmente segundo as perspectivas de Morgaine e Gwenhwyfar, ambas com personalidades em simultâneo semelhantes e diferentes: se por um lado as motivações divergem em sentidos opostos (uma sendo devota a Cristo e outra à Deusa), por outro ambas acabam por ser expostas a situações que exigem sacrifícios e decisões difíceis que nem sempre serão as mais acertadas do ponto de vista moral. A moralidade é, aliás, algo que está subjacente ao longo dos livros: olhará alguém aos meios para atingir os fins em que acreditam piamente?

Não considero, no entanto, que sejam livros excepcionais, sem falhas, aos quais seja impossível não atribuir a pontuação máxima: não foi até o terceiro volume que me conseguiu cativar totalmente e, mesmo assim, o desfecho da história, apesar de satisfatório do ponto de vista argumental, pareceu-me demasiado apressado em relação ao ritmo da restante narrativa.

Dito isto, não posso afirmar que a tetralogia dAs Brumas de Avalon superou as minhas expectativas: apenas que valeu a pena ser lida.

Classificação: 4/5

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014


Título original: Brave New World

Sinopse:

Publicado em 1932, Admirável Mundo Novo tornar-se-ia um dos mais extraordinários sucessos literários europeus das décadas seguintes. O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade dividir-se-ia em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. Contudo, esse mundo quase irrespirável não deixa de gerar os seus anticorpos.
Bernard Marx, o protagonista, sente-se descontente com ele, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Então, numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra um jovem que irá apresentar à sociedade asséptica do seu tempo, como um exemplo de outra forma de ser e de viver. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa sua decisão provocará.
Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia de uma falsa noção de progresso.

Opinião:

A par com 1984, Admirável Mundo Novo faz parte do panteão do género distópico. No entanto, ao contrário do que aconteceu com a obra de George Orwell, esta não me conseguiu envolver.
Se por um lado reconheço o mérito pelo retrato dessa sociedade biologicamente manipulada e baseada numa interpretação diferente do conceito de felicidade, avançada tecnologicamente mas psicologicamente afectada, sem valores culturais e morais e cientificamente desinteressada, por outro a execução foi desde o início um forte entrave, quer pela escrita (desconheço se por culpa do próprio autor ou se devido à tradução da minha edição do livro, que não é a mesma da imagem), quer pelo argumento e personagens.
Ficou muito aquém das expectativas, mas não deixa de ser uma obra que cada um deve tentar ler para retirar as suas próprias conclusões.

Classificação: 3/5

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Terminou a 41ª Maratona Literária e chegou portanto a altura de fazer o balanço final!

Apesar de, em relação a outros, ter sido inferior, fiquei muito satisfeito com o resultado:

1186 páginas lidas! 

Não só cumpri o meu plano, como ainda iniciei o Admirável Mundo Novo, de Huxley.


No entanto, o meu ritmo de leituras variou muito:



Resta-me agradecer à Cata, Mafi, Filipa e Maria João pela organização da maratona. Outras seguir-se-ão com certeza! :D

sábado, 8 de fevereiro de 2014


Título original: Horns

Sinopse:

Ignatius Perrish passou a noite embriagado e a fazer coisas terríveis.
Na manhã seguinte acordou com uma ressaca tremenda, uma dor de cabeça violenta... e um par de cornos a sair-lhe das têmporas. No início Ig pensou que os cornos eram uma alucinação, fruto de uma mente danificada pela fúria e pelo desgosto. Passara um ano inteiro num purgatório solitário e privado depois da morte da sua amada, Merrin Williams, violada e assassinada em circunstâncias inexplicáveis. Um colapso mental teria sido a coisa mais natural do mundo. Mas nada havia de natural nos cornos, que eram bem reais.
Em tempos, o íntegro Ig usufruíra da vida dos bem-aventurados: nascido numa família privilegiada, segundo filho de um músico de renome e o irmão mais novo de uma estrela televisiva em ascensão, Ig tinha estabilidade, dinheiro e um lugar na comunidade. Ele tinha tudo isto e ainda mais: Merrin e um amor assente em fantasias partilhadas, audácia e a improvável magia do Verão.
Mas a morte de Merrin destruiu tudo. O único suspeito do crime, Ig nunca foi acusado ou julgado. Mas também nunca foi ilibado. No tribunal da opinião pública de Gideon, New Hampshire, Ig é e será sempre culpado. Nada que ele possa dizer ou fazer importa. Todos o abandonaram e parece que o próprio Deus também. Todos com excepção do demónio que está dentro de si...
E, agora, Ig está possuído por um poder novo e terrível que condiz com o seu novo look assustador - um talento macabro que tenciona usar para descobrir o monstro que matou Merrin e que destruiu a sua vida. Ser bom e rezar para que tudo corresse bem não o levou a lado nenhum. Chegou a altura de pôr em prática uma pequena vingança... chegou a altura de o Diabo clamar o que lhe é devido...

Opinião:

Joe Hill, pseudónimo de Joseph Hillstrom King, é filho do aclamado autor Stephen King... e nota-se, bastante até. O estilo de escrita é muito semelhante ao do pai e nota-se, ao longo de toda a narrativa, a sua influência, tais os elementos mais ou menos macabros que vão compondo a história.

Este livro superou de facto as minhas expectativas. Ao contrário do que a sinopse pode levar a pensar, o foco da história não consiste em identificar o verdadeiro culpado da morte de Merrin Williams (a sua identidade, aliás, é revelada ainda antes de chegar à metade do livro) mas sim as circunstâncias em que esta ocorreu e a posterior concretização do desejo de vingança.

As personagens são mais complexas do que aparentam à simples vista, existindo um claro contraste que diferencia o que elas eram e o que actualmente são devido aos acontecimentos. Alguns detalhes, que inicialmente mostram-se como parte da caracterização, não são deixados ao acaso e existe uma personagem em particular que se destaca por estar sujeita, ao longo do livro, aos mais distintos graus de simpatia por parte do leitor, ora ocupando um extremo, ora o contrário.
Por outro lado, nota-se uma evolução do protagonista à medida em que os cornos vão exercendo efeito. Fiquei realmente satisfeito com a forma como o autor lidou com o final, recorrendo a certos componentes que encaixam com o tom do livro.

Em suma, Cornos é um livro que recomendo. Stephen King estará, de certeza, orgulhoso.

Classificação: 5/5

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Estava eu a ver booktags no YouTube e deparei-me com uma que até agora não tinha visto: El Librófono! Esta foi criada em conjunto pelo The Young Poplar e pela Pink Hummingbird e, uma vez que pareceu bastante interessante e que não estava traduzida, decidi partilhá-la convosco! :D

1. Chamada perdida: um livro que não conseguiste acabar de ler.
D. Quixote de la Mancha. Comecei a lê-lo há uns sete anos atrás, mas abandonei-o e nunca mais peguei nele. Talvez se o lesse hoje fosse uma experiência diferente...

2. Chamada a três: a personagem que mais te fez rir, aquela que mais odeias e aquela que adoras.
A personagem que mais me fez rir é capaz de ter sido o Fermín, dA Sombra do Vento. Aquela que mais odeio será provavelmente a Bella, da saga Twilight, pela sua fraca personalidade. Aquela que adoro é o Dumbledore, da saga Harry Potter.

3. Facturas: o preço mais caro que já pagaste por um livro.
Um valor à volta dos 40 euros... Mas não é para um livro normal! Foi para este:


4. Interferências: um livro no qual fizeste uma pausa e ao qual voltaste passado algum tempo.
Os Pilares da Terra, de Ken Follett. Hoje é um dos meus favoritos de sempre!

5. Voice Mail: um livro com frases que estás sempre a dizer.
Aqui não é um livro mas uma saga... Sim, adivinharam: Harry Potter :P

6. Toque de chamada: um livro que gostarias de ler e reler várias vezes.
(Resposta igual à anterior xD)

7. Sem rede: um livro que demoraste muito a conseguir.
Nossa Senhora de Paris, de Victor Hugo. Depois de muitos anos à procura, só no ano passado é que consegui arranjá-lo em português, uma vez que fez parte da nova colecção de clássicos da Civilização. 

8. Videochamada: uma personagem que gostavas que existisse.
Albus Dumbledore. Seria deveras interessante ter uma conversa com ele.

9. Smartphone: livro físico ou ebook?
Livro físico! No entanto reconheço vantagens em ambos os formatos e até utilizo os dois.

10. Número não disponível: um livro que estás reticente em ler mas que todos já leram.
A Cidade dos Ossos. Apesar da maioria serem muito favoráveis, já ouvi algumas opiniões más em relação à saga e a própria sinopse não me cativa totalmente, mas este ano irei com certeza experimentar!

Vou passar a tag aos seguintes blogs, mas que isso não seja impedimento para responderem também:

domingo, 2 de fevereiro de 2014


Título original: Das fünfte Evangelium.

Sinopse:

A jovem e intrépida Anne von Seydlitz fica à beira do desespero quando o marido, um comerciante de arte de Munique, morre num estranho acidente de automóvel. Resta-lhe um rolo de fotografias, que mostra o que pode ter sido o motivo do acidente: um pergaminho com uma antiga inscrição copta.
Anne tenta averiguar o sentido desse texto, mas cedo compreende que ele oculta um segredo perigoso: o primeiro especialista com quem tenta aconselhar-se é assassinado pouco depois do encontro e o segundo, um prestigiado coptólogo, desaparece misteriosamente sem deixar rasto.
Da experiência ficou apenas uma coisa, um nome: «Barrabás.» Ajudada por um velho amigo que inesperadamente se cruza no seu caminho, Anne segue uma pista que a leva a Paris, onde um professor acaba de cometer, sem razão aparente, um atentado com ácido contra um quadro de Leonardo da Vinci e foi, por isso, internado num manicómio. Mesmo assim, o crime veio revelar na pintura um estranho colar que dá um indício desconcertante: a pista de «Barrabás». 

Emocionante. A não perder.

Opinião:

Este livro não vale os 7 euros e meio que paguei por ele, mesmo estando em promoção.
Todas, absolutamente todas, as personagens, são demasiado planas, em particular a protagonista que, gozando desse papel, devia contribuir mais na resolução das pistas. Em momento algum senti qualquer interesse por ela, incluindo nos supostos momentos de aflição.
Por outro lado, o argumento é demasiado linear: não existe uma investigação profunda em relação ao mistério, as pistas são quase que resolvidas à primeira tentativa, sem enganos...
Algo que também considero irreal foi o facto de ninguém reconhecer o nome Barrabás. É-me difícil acreditar que absolutamente ninguém - incluindo jesuítas - tenha pensado sequer em associa-lo ao homem que foi libertado durante o julgamento de Jesus Cristo por Pôncio Pilatos.
Dos piores policiais que li até hoje.

Classificação: 1/5

sábado, 1 de fevereiro de 2014


Hoje venho responder a esta tag que traz à superfície a nossa perdição: a compra de livros!
Fui taggado pela Cata do blog Páginas Encadernadas (obrigado!), que também a traduziu a partir do original.

1-Onde compras os teus livros? 
A maior parte é na Bertrand ou na Fnac, mas qualquer loja física serve :P Quando são livros em inglês que não encontro em nenhum sítio utilizo o Amazon UK.

2-Fazes pré-ordem de livros? Se sim, fazes em lojas ou online? 
Só fiz para o último Harry Potter, tanto em inglês como em português, e foi na Bertrand.

3-Em média, quantos livros compras por mês? 
Varia muito... Normalmente, se comprar alguns, não passa dos dois ou três... Mas depois existem as ocasiões especiais como no Natal, em que é muito difícil resistir xD

4-Usas a tua biblioteca local? 
Não, embora por vezes utilize a biblioteca da minha faculdade.

5-Se sim, quantos livros podes trazer/requisitar de cada vez? 
Acho que posso requisitar até 5 livros de cada vez, mas raramente levo mais do que um ou dois.

6-Qual a tua opinião acerca dos livros das bibliotecas? 
Desde que estejam em bom estado não vejo nenhum problema, até porque permite que possamos experimentar novos géneros ou autores sem qualquer custo.

7-Como te sentes em relação a lojas de caridade/livros em segunda mão? 
Não conheço nenhuma loja de caridade, mas acho o conceito dos livros em segunda mão muito interessante. Já experimentei e na maior parte das vezes correu muito bem. Podemos encontrar livros a preços mais baratos, mas, no caso das compras online, temos que correr o risco de confiar no vendedor (que envie o livro após o pagamento, que venha em bom estado...).

8-Manténs os teus livros lidos e por ler juntos/na mesma estante?
Sim, estão todos juntos, de modo a ficarem organizados na estante desde o momento em que são adquiridos.

9-Planeias ler todos os livros que tens? 
Aqueles que comprei sim, até porque neste momento não são assim tantos (são 12).

10-O que fazes com livros que sentes que nunca irás ler/sentes que não irás gostar? 
Vão ficando na estante até sentir-me decidido a lê-los :P

11-Alguma vez doaste livros? 
Sim, à escola.

12-Alguma vez estiveste num período de abstenção de compra de livros? 
Este mês tentei estar num e estava a correr tudo muito bem... até há uns dias. Houve umas promoções que interferiram com os meus planos xD

13-Achas que compras demasiados livros? 
Hmm... Talvez? :P

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A partir de amanhã às 00h e até dia 9 de Fevereiro às 23h59 vou estar a participar na 41ªMaratona Literária, maratona esta que será também a primeira em que participo!

Estou na equipa Verde, da Maria João, e é essa a cor do desafio opcional: ler pelo menos um com a capa dessa cor.

Ora, vou tentar ler estes três livros, o primeiro dos quais já foi iniciado:



Também vão participar?

Não editado em Portugal.

Sinopse:

Todd Hewitt is the only boy in a town of men.
Ever since the settlers were infected with the Noise germ, Todd can hear everything the men think, and they hear everything he thinks. Todd is just a month away from becoming a man, but in the midst of the cacophony, he knows that the town is hiding something from him -- something so awful Todd is forced to flee with only his dog, whose simple, loyal voice he hears too.
With hostile men from the town in pursuit, the two stumble upon a strange and eerily silent creature: a girl. Who is she? Why wasn't she killed by the germ like all the females on New World?
Propelled by Todd's gritty narration, readers are in for a white-knuckle journey in which a boy on the cusp of manhood must unlearn everything he knows in order to figure out who he truly is.

Opinião:

The Knife of Never Letting Go é o primeiro livro da trilogia Chaos Walking, de Patrick Ness, uma trilogia que tem vindo a estar rodeada de um certo hype entre os booktubers. Ora, a primeira leitura do ano, The Darkest Minds, também estava sujeita aos mesmos termos e foi uma decepção. Foi uma lição reaprendida: moderar as expectativas, não colocar um livro que ainda não li pelas nuvens.
Dito isto, é possível que isso tenha ajudado a que apreciasse mais esta leitura. Este é um livro do qual gostei bastante. É certo que não é para todos os gostos, mas as minhas expectativas foram cumpridas.

À excepção de um ou outro capítulo, a história desenrola-se de forma muito fluída, sem partes morosas, com muita acção e com uma certa aura de mistério em relação ao Noise, a Prentisstown e às próprias personagens.
O facto de estar em inglês não foi, de todo, um contratempo, uma vez que o vocabulário utilizado não é muito complexo, o que vai de encontro à personalidade do próprio protagonista, Todd, que é o narrador da história e que é muito servido pelas impressões. Todavia, estaria a enganar-me a mim próprio se dissesse que os erros ortográficos - intencionais no contexto da narrativa- foram algo que não me causaram qualquer desconforto, principalmente ao início...
Sendo o primeiro dos três livros, ainda não deu para ver o grau de complexidade das personagens, embora a moralidade das acções já tenha sido posta em causa e tenha notado uma evolução em Todd e Viola.
Aviso também desde já que The Knife of Never Letting Go conclui em cliffhanger, pelo que convém que The Ask and the Answer conste nos vossos planos de próximas leituras.

Esta é, indubitavelmente, uma série com um grande potencial. Para já, começou bastante bem.

Classificação: 4/5

sábado, 25 de janeiro de 2014

Criei uma página no Facebook para que possam seguir com maior facilidade as novidades no blog!
Podem aceder a ele através do menú à direita :)

Título original: The Invention of Hugo Cabret

Sinopse:

Órfão, guardião dos relógios e ladrão, Hugo vive por entre as paredes de uma movimentada estação de comboios parisiense, onde a sua sobrevivência depende de segredos e do anonimato. Mas quando, repentinamente, o seu mundo se encaixa - tal como as rodas dentadas dos relógios que vigia - com o de uma excêntrica rapariga amante de livros e o de um velho amargo, dono de uma lojinha de brinquedos, a vida secreta de Hugo e o seu segredo mais precioso são colocados em risco. Um desenho misterioso, um bloco que vale ouro, uma chave roubada, um homem mecânico e uma mensagem escondida do falecido pai de Hugo formam a espinha dorsal deste intrincado, terno e arrebatador mistério.

Opinião:

Este é mais um caso em que a leitura do livro surgiu só depois de ver o filme, filme esse que ficou muito aquém das expectativas que tinha criado, dado o visual e o realizador. Esse foi talvez o motivo pelo qual o livro não veio parar às minhas mãos... até há algumas semanas.
Louvada seja a hora em que me aproximei do stand das promoções na Fnac! Junto a elas encontrava-se a caixa de coleccionador a um preço reduzido de 15 euros (relativamente aos 44 euros que custava anteriormente), que incluía o DVD, cinco postais, um marcador e, claro, o livro. Não fui capaz de resistir.

A Invenção de Hugo Cabret é uma verdadeira obra de arte, entrelaçando as palavras com belíssimas imagens desenhadas à mão pelo próprio autor. É quase como se tratasse de um storyboard, tal a forma como o leitor se deixa submergir entre tais gravuras, entre os seus detalhes.
O argumento é bastante simples, mas isso é precisamente o que um trabalho como este exige, algo que é capaz de mexer com a criança que cada um tem no seu interior.

Classificação: 5/5


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Título original: Life of Pi

Sinopse:

Filho do administrador do jardim zoológico de Pondicherry, na Índia, Pi Patel possui um conhecimento enciclopédico sobre animais e uma visão da vida muito peculiar. Quando Pi tem dezasseis anos, a família emigra para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se e Pi vê-se na imensidão do Pacífico, a bordo de um salva-vidas, acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala.
Já considerado uma das mais extraordinárias criações literárias da última década, A Vida de Pi é um livro mágico, onde o real e absurdo se misturam numa história intemporal.

Opinião:

Pouco depois de ter visto o filme, que, segundo ouvi dizer, fora algo que antes se pensara impossível de realizar, comprei o livro. No entanto, só agora, um ano depois, decidi partir para a sua leitura e, embora já conhecesse a história, considero que foi uma mais valia.

Digo isto porque, além da clara mensagem que pretende transmitir em relação ao papel da  religião, fez-me reflectir em alguns aspectos relativos à interacção entre o ser humano e o resto dos animais que tomava como incontornáveis, nomeadamente no que diz respeito aos jardins zoológicos. Por exemplo, será realmente positivo o acto de libertar na natureza um animal que foi criado junto a seres humanos?

Como é óbvio, o livro lida também com o instinto de sobrevivência e até que ponto isso pode chegar a moldar-nos, de uma maneira às vezes um tanto explícita até. Considero também que o único ponto menos bom com o qual me deparei é que, por vezes, a leitura da segunda parte tornou-se algo morosa.

Quanto à religião, embora não me tenha identificado pessoalmente com Pi, consigo verdadeiramente compreender - e aceitar de certa forma - a sua maneira de pensar. A Vida de Pi podia ter sido somente um livro a retratar a relação entre um rapaz e um tigre, mas Yann Martel foi mais além, dotando-o de uma mensagem espiritual à qual, crentes ou não, penso que os leitores não ficarão indiferentes.

Classificação: 4/5

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


Título original: Enchantments

Sinopse:

No primeiro dia de 1917, ano de todas as mudanças na Rússia, o corpo de Rasputine é resgatado das águas geladas do Neva, em São Petersburgo. Horas mais tarde, as duas filhas do Monge Louco são levadas para o palácio e acolhidas pela família imperial, pois a czarina espera que Masha, a mais velha, consiga salvar o filho Alyosha, o enfermiço herdeiro do trono. Masha não tem o misticismo magnético do pai, mas descobre o dom encantatório das suas histórias. E é com elas que, sempre entre a vida e a morte, os dois adolescentes conhecerão o amor e um país imenso, a Rússia, que Alyosha nunca chegará a governar.
Inspirando-se na vida aventureira da filha de Rasputine, Xerazade russa que viria a ser domadora de leões na América, Kathryn Harrison retrata uma era em que a História se impacienta e o mundo mudaria, com a Revolução Bolchevique e o fim da lendária dinastia dos Romanov.

Opinião:

O meu fascínio pela Rússia e, sobretudo, pelos últimos Romanov começou quando ainda era muito novo, na tenra idade dos cinco/seis anos, quando descobri que "Anastasia", o filme da Fox Animation Studios que eu adorava, estava baseado ao de leve em acontecimentos verídicos, acontecimentos esses que, ao contrário do filme, não tiveram um final feliz. Em particular, Grigory Rasputine atraia-me imenso: toda aquela aura mística, da sua capacidade de curar Alexei e do mistério à volta do seu assassínio, já para não falar do seu aspecto que, verdade seja dita, ainda hoje me causa alguns arrepios, com aquela densa barba negra sob esses olhos capazes de penetrar a mente...
Desde então tenho tentado ler tudo o que posso acerca deste tema e, dado que, infelizmente, não existem muitos livros no mercado nacional sobre ele (seja de ficção ou não), este não podia ser diferente. 
Dito isto, como posso descrever a minha frustração com esta suposta obra de Encantamentos?

Em primeiro lugar, detestei profundamente, não só o comportamento sexual que a autora atribuiu ao pequeno czarevich, mas que esse fosse um dos temas centrais do livro. Compreendo que, com 14 anos, estivesse na puberdade. Porém, que eu tenha conhecimento, não existem quaisquer registos históricos que indiquem que estivesse tão obcecado em perder a virgindade a ponto de tentar entrar em "jogos manuais" (à falta de melhor termo, desculpem) com Masha, quatro anos mais velha, com 18! A própria química sexual entre estas duas personagens pareceu-me bastante forçada.

Outro aspecto negativo é a ausência de uma organização temporal na narrativa bem definida, o que acabou por dar-me a impressão de que não existe um argumento, com princípio, meio e fim, mas sim um conjunto de relatos apresentados por ordem quase aleatória.

Felizmente nem tudo foi mau (daí a minha pontuação não ser ainda mais baixa): são os excertos que falam sobre a relação entre Nicolau e Alexandra, sobre Rasputine e sobre a vida de Masha fora da Rússia que redimiram o livro de não ir parar projectado ao outro lado da sala.

Classificação: 2/5

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