segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Terminou a 41ª Maratona Literária e chegou portanto a altura de fazer o balanço final!

Apesar de, em relação a outros, ter sido inferior, fiquei muito satisfeito com o resultado:

1186 páginas lidas! 

Não só cumpri o meu plano, como ainda iniciei o Admirável Mundo Novo, de Huxley.


No entanto, o meu ritmo de leituras variou muito:



Resta-me agradecer à Cata, Mafi, Filipa e Maria João pela organização da maratona. Outras seguir-se-ão com certeza! :D

sábado, 8 de fevereiro de 2014


Título original: Horns

Sinopse:

Ignatius Perrish passou a noite embriagado e a fazer coisas terríveis.
Na manhã seguinte acordou com uma ressaca tremenda, uma dor de cabeça violenta... e um par de cornos a sair-lhe das têmporas. No início Ig pensou que os cornos eram uma alucinação, fruto de uma mente danificada pela fúria e pelo desgosto. Passara um ano inteiro num purgatório solitário e privado depois da morte da sua amada, Merrin Williams, violada e assassinada em circunstâncias inexplicáveis. Um colapso mental teria sido a coisa mais natural do mundo. Mas nada havia de natural nos cornos, que eram bem reais.
Em tempos, o íntegro Ig usufruíra da vida dos bem-aventurados: nascido numa família privilegiada, segundo filho de um músico de renome e o irmão mais novo de uma estrela televisiva em ascensão, Ig tinha estabilidade, dinheiro e um lugar na comunidade. Ele tinha tudo isto e ainda mais: Merrin e um amor assente em fantasias partilhadas, audácia e a improvável magia do Verão.
Mas a morte de Merrin destruiu tudo. O único suspeito do crime, Ig nunca foi acusado ou julgado. Mas também nunca foi ilibado. No tribunal da opinião pública de Gideon, New Hampshire, Ig é e será sempre culpado. Nada que ele possa dizer ou fazer importa. Todos o abandonaram e parece que o próprio Deus também. Todos com excepção do demónio que está dentro de si...
E, agora, Ig está possuído por um poder novo e terrível que condiz com o seu novo look assustador - um talento macabro que tenciona usar para descobrir o monstro que matou Merrin e que destruiu a sua vida. Ser bom e rezar para que tudo corresse bem não o levou a lado nenhum. Chegou a altura de pôr em prática uma pequena vingança... chegou a altura de o Diabo clamar o que lhe é devido...

Opinião:

Joe Hill, pseudónimo de Joseph Hillstrom King, é filho do aclamado autor Stephen King... e nota-se, bastante até. O estilo de escrita é muito semelhante ao do pai e nota-se, ao longo de toda a narrativa, a sua influência, tais os elementos mais ou menos macabros que vão compondo a história.

Este livro superou de facto as minhas expectativas. Ao contrário do que a sinopse pode levar a pensar, o foco da história não consiste em identificar o verdadeiro culpado da morte de Merrin Williams (a sua identidade, aliás, é revelada ainda antes de chegar à metade do livro) mas sim as circunstâncias em que esta ocorreu e a posterior concretização do desejo de vingança.

As personagens são mais complexas do que aparentam à simples vista, existindo um claro contraste que diferencia o que elas eram e o que actualmente são devido aos acontecimentos. Alguns detalhes, que inicialmente mostram-se como parte da caracterização, não são deixados ao acaso e existe uma personagem em particular que se destaca por estar sujeita, ao longo do livro, aos mais distintos graus de simpatia por parte do leitor, ora ocupando um extremo, ora o contrário.
Por outro lado, nota-se uma evolução do protagonista à medida em que os cornos vão exercendo efeito. Fiquei realmente satisfeito com a forma como o autor lidou com o final, recorrendo a certos componentes que encaixam com o tom do livro.

Em suma, Cornos é um livro que recomendo. Stephen King estará, de certeza, orgulhoso.

Classificação: 5/5

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Estava eu a ver booktags no YouTube e deparei-me com uma que até agora não tinha visto: El Librófono! Esta foi criada em conjunto pelo The Young Poplar e pela Pink Hummingbird e, uma vez que pareceu bastante interessante e que não estava traduzida, decidi partilhá-la convosco! :D

1. Chamada perdida: um livro que não conseguiste acabar de ler.
D. Quixote de la Mancha. Comecei a lê-lo há uns sete anos atrás, mas abandonei-o e nunca mais peguei nele. Talvez se o lesse hoje fosse uma experiência diferente...

2. Chamada a três: a personagem que mais te fez rir, aquela que mais odeias e aquela que adoras.
A personagem que mais me fez rir é capaz de ter sido o Fermín, dA Sombra do Vento. Aquela que mais odeio será provavelmente a Bella, da saga Twilight, pela sua fraca personalidade. Aquela que adoro é o Dumbledore, da saga Harry Potter.

3. Facturas: o preço mais caro que já pagaste por um livro.
Um valor à volta dos 40 euros... Mas não é para um livro normal! Foi para este:


4. Interferências: um livro no qual fizeste uma pausa e ao qual voltaste passado algum tempo.
Os Pilares da Terra, de Ken Follett. Hoje é um dos meus favoritos de sempre!

5. Voice Mail: um livro com frases que estás sempre a dizer.
Aqui não é um livro mas uma saga... Sim, adivinharam: Harry Potter :P

6. Toque de chamada: um livro que gostarias de ler e reler várias vezes.
(Resposta igual à anterior xD)

7. Sem rede: um livro que demoraste muito a conseguir.
Nossa Senhora de Paris, de Victor Hugo. Depois de muitos anos à procura, só no ano passado é que consegui arranjá-lo em português, uma vez que fez parte da nova colecção de clássicos da Civilização. 

8. Videochamada: uma personagem que gostavas que existisse.
Albus Dumbledore. Seria deveras interessante ter uma conversa com ele.

9. Smartphone: livro físico ou ebook?
Livro físico! No entanto reconheço vantagens em ambos os formatos e até utilizo os dois.

10. Número não disponível: um livro que estás reticente em ler mas que todos já leram.
A Cidade dos Ossos. Apesar da maioria serem muito favoráveis, já ouvi algumas opiniões más em relação à saga e a própria sinopse não me cativa totalmente, mas este ano irei com certeza experimentar!

Vou passar a tag aos seguintes blogs, mas que isso não seja impedimento para responderem também:

domingo, 2 de fevereiro de 2014


Título original: Das fünfte Evangelium.

Sinopse:

A jovem e intrépida Anne von Seydlitz fica à beira do desespero quando o marido, um comerciante de arte de Munique, morre num estranho acidente de automóvel. Resta-lhe um rolo de fotografias, que mostra o que pode ter sido o motivo do acidente: um pergaminho com uma antiga inscrição copta.
Anne tenta averiguar o sentido desse texto, mas cedo compreende que ele oculta um segredo perigoso: o primeiro especialista com quem tenta aconselhar-se é assassinado pouco depois do encontro e o segundo, um prestigiado coptólogo, desaparece misteriosamente sem deixar rasto.
Da experiência ficou apenas uma coisa, um nome: «Barrabás.» Ajudada por um velho amigo que inesperadamente se cruza no seu caminho, Anne segue uma pista que a leva a Paris, onde um professor acaba de cometer, sem razão aparente, um atentado com ácido contra um quadro de Leonardo da Vinci e foi, por isso, internado num manicómio. Mesmo assim, o crime veio revelar na pintura um estranho colar que dá um indício desconcertante: a pista de «Barrabás». 

Emocionante. A não perder.

Opinião:

Este livro não vale os 7 euros e meio que paguei por ele, mesmo estando em promoção.
Todas, absolutamente todas, as personagens, são demasiado planas, em particular a protagonista que, gozando desse papel, devia contribuir mais na resolução das pistas. Em momento algum senti qualquer interesse por ela, incluindo nos supostos momentos de aflição.
Por outro lado, o argumento é demasiado linear: não existe uma investigação profunda em relação ao mistério, as pistas são quase que resolvidas à primeira tentativa, sem enganos...
Algo que também considero irreal foi o facto de ninguém reconhecer o nome Barrabás. É-me difícil acreditar que absolutamente ninguém - incluindo jesuítas - tenha pensado sequer em associa-lo ao homem que foi libertado durante o julgamento de Jesus Cristo por Pôncio Pilatos.
Dos piores policiais que li até hoje.

Classificação: 1/5

sábado, 1 de fevereiro de 2014


Hoje venho responder a esta tag que traz à superfície a nossa perdição: a compra de livros!
Fui taggado pela Cata do blog Páginas Encadernadas (obrigado!), que também a traduziu a partir do original.

1-Onde compras os teus livros? 
A maior parte é na Bertrand ou na Fnac, mas qualquer loja física serve :P Quando são livros em inglês que não encontro em nenhum sítio utilizo o Amazon UK.

2-Fazes pré-ordem de livros? Se sim, fazes em lojas ou online? 
Só fiz para o último Harry Potter, tanto em inglês como em português, e foi na Bertrand.

3-Em média, quantos livros compras por mês? 
Varia muito... Normalmente, se comprar alguns, não passa dos dois ou três... Mas depois existem as ocasiões especiais como no Natal, em que é muito difícil resistir xD

4-Usas a tua biblioteca local? 
Não, embora por vezes utilize a biblioteca da minha faculdade.

5-Se sim, quantos livros podes trazer/requisitar de cada vez? 
Acho que posso requisitar até 5 livros de cada vez, mas raramente levo mais do que um ou dois.

6-Qual a tua opinião acerca dos livros das bibliotecas? 
Desde que estejam em bom estado não vejo nenhum problema, até porque permite que possamos experimentar novos géneros ou autores sem qualquer custo.

7-Como te sentes em relação a lojas de caridade/livros em segunda mão? 
Não conheço nenhuma loja de caridade, mas acho o conceito dos livros em segunda mão muito interessante. Já experimentei e na maior parte das vezes correu muito bem. Podemos encontrar livros a preços mais baratos, mas, no caso das compras online, temos que correr o risco de confiar no vendedor (que envie o livro após o pagamento, que venha em bom estado...).

8-Manténs os teus livros lidos e por ler juntos/na mesma estante?
Sim, estão todos juntos, de modo a ficarem organizados na estante desde o momento em que são adquiridos.

9-Planeias ler todos os livros que tens? 
Aqueles que comprei sim, até porque neste momento não são assim tantos (são 12).

10-O que fazes com livros que sentes que nunca irás ler/sentes que não irás gostar? 
Vão ficando na estante até sentir-me decidido a lê-los :P

11-Alguma vez doaste livros? 
Sim, à escola.

12-Alguma vez estiveste num período de abstenção de compra de livros? 
Este mês tentei estar num e estava a correr tudo muito bem... até há uns dias. Houve umas promoções que interferiram com os meus planos xD

13-Achas que compras demasiados livros? 
Hmm... Talvez? :P

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A partir de amanhã às 00h e até dia 9 de Fevereiro às 23h59 vou estar a participar na 41ªMaratona Literária, maratona esta que será também a primeira em que participo!

Estou na equipa Verde, da Maria João, e é essa a cor do desafio opcional: ler pelo menos um com a capa dessa cor.

Ora, vou tentar ler estes três livros, o primeiro dos quais já foi iniciado:



Também vão participar?

Não editado em Portugal.

Sinopse:

Todd Hewitt is the only boy in a town of men.
Ever since the settlers were infected with the Noise germ, Todd can hear everything the men think, and they hear everything he thinks. Todd is just a month away from becoming a man, but in the midst of the cacophony, he knows that the town is hiding something from him -- something so awful Todd is forced to flee with only his dog, whose simple, loyal voice he hears too.
With hostile men from the town in pursuit, the two stumble upon a strange and eerily silent creature: a girl. Who is she? Why wasn't she killed by the germ like all the females on New World?
Propelled by Todd's gritty narration, readers are in for a white-knuckle journey in which a boy on the cusp of manhood must unlearn everything he knows in order to figure out who he truly is.

Opinião:

The Knife of Never Letting Go é o primeiro livro da trilogia Chaos Walking, de Patrick Ness, uma trilogia que tem vindo a estar rodeada de um certo hype entre os booktubers. Ora, a primeira leitura do ano, The Darkest Minds, também estava sujeita aos mesmos termos e foi uma decepção. Foi uma lição reaprendida: moderar as expectativas, não colocar um livro que ainda não li pelas nuvens.
Dito isto, é possível que isso tenha ajudado a que apreciasse mais esta leitura. Este é um livro do qual gostei bastante. É certo que não é para todos os gostos, mas as minhas expectativas foram cumpridas.

À excepção de um ou outro capítulo, a história desenrola-se de forma muito fluída, sem partes morosas, com muita acção e com uma certa aura de mistério em relação ao Noise, a Prentisstown e às próprias personagens.
O facto de estar em inglês não foi, de todo, um contratempo, uma vez que o vocabulário utilizado não é muito complexo, o que vai de encontro à personalidade do próprio protagonista, Todd, que é o narrador da história e que é muito servido pelas impressões. Todavia, estaria a enganar-me a mim próprio se dissesse que os erros ortográficos - intencionais no contexto da narrativa- foram algo que não me causaram qualquer desconforto, principalmente ao início...
Sendo o primeiro dos três livros, ainda não deu para ver o grau de complexidade das personagens, embora a moralidade das acções já tenha sido posta em causa e tenha notado uma evolução em Todd e Viola.
Aviso também desde já que The Knife of Never Letting Go conclui em cliffhanger, pelo que convém que The Ask and the Answer conste nos vossos planos de próximas leituras.

Esta é, indubitavelmente, uma série com um grande potencial. Para já, começou bastante bem.

Classificação: 4/5

sábado, 25 de janeiro de 2014

Criei uma página no Facebook para que possam seguir com maior facilidade as novidades no blog!
Podem aceder a ele através do menú à direita :)

Título original: The Invention of Hugo Cabret

Sinopse:

Órfão, guardião dos relógios e ladrão, Hugo vive por entre as paredes de uma movimentada estação de comboios parisiense, onde a sua sobrevivência depende de segredos e do anonimato. Mas quando, repentinamente, o seu mundo se encaixa - tal como as rodas dentadas dos relógios que vigia - com o de uma excêntrica rapariga amante de livros e o de um velho amargo, dono de uma lojinha de brinquedos, a vida secreta de Hugo e o seu segredo mais precioso são colocados em risco. Um desenho misterioso, um bloco que vale ouro, uma chave roubada, um homem mecânico e uma mensagem escondida do falecido pai de Hugo formam a espinha dorsal deste intrincado, terno e arrebatador mistério.

Opinião:

Este é mais um caso em que a leitura do livro surgiu só depois de ver o filme, filme esse que ficou muito aquém das expectativas que tinha criado, dado o visual e o realizador. Esse foi talvez o motivo pelo qual o livro não veio parar às minhas mãos... até há algumas semanas.
Louvada seja a hora em que me aproximei do stand das promoções na Fnac! Junto a elas encontrava-se a caixa de coleccionador a um preço reduzido de 15 euros (relativamente aos 44 euros que custava anteriormente), que incluía o DVD, cinco postais, um marcador e, claro, o livro. Não fui capaz de resistir.

A Invenção de Hugo Cabret é uma verdadeira obra de arte, entrelaçando as palavras com belíssimas imagens desenhadas à mão pelo próprio autor. É quase como se tratasse de um storyboard, tal a forma como o leitor se deixa submergir entre tais gravuras, entre os seus detalhes.
O argumento é bastante simples, mas isso é precisamente o que um trabalho como este exige, algo que é capaz de mexer com a criança que cada um tem no seu interior.

Classificação: 5/5


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Título original: Life of Pi

Sinopse:

Filho do administrador do jardim zoológico de Pondicherry, na Índia, Pi Patel possui um conhecimento enciclopédico sobre animais e uma visão da vida muito peculiar. Quando Pi tem dezasseis anos, a família emigra para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se e Pi vê-se na imensidão do Pacífico, a bordo de um salva-vidas, acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala.
Já considerado uma das mais extraordinárias criações literárias da última década, A Vida de Pi é um livro mágico, onde o real e absurdo se misturam numa história intemporal.

Opinião:

Pouco depois de ter visto o filme, que, segundo ouvi dizer, fora algo que antes se pensara impossível de realizar, comprei o livro. No entanto, só agora, um ano depois, decidi partir para a sua leitura e, embora já conhecesse a história, considero que foi uma mais valia.

Digo isto porque, além da clara mensagem que pretende transmitir em relação ao papel da  religião, fez-me reflectir em alguns aspectos relativos à interacção entre o ser humano e o resto dos animais que tomava como incontornáveis, nomeadamente no que diz respeito aos jardins zoológicos. Por exemplo, será realmente positivo o acto de libertar na natureza um animal que foi criado junto a seres humanos?

Como é óbvio, o livro lida também com o instinto de sobrevivência e até que ponto isso pode chegar a moldar-nos, de uma maneira às vezes um tanto explícita até. Considero também que o único ponto menos bom com o qual me deparei é que, por vezes, a leitura da segunda parte tornou-se algo morosa.

Quanto à religião, embora não me tenha identificado pessoalmente com Pi, consigo verdadeiramente compreender - e aceitar de certa forma - a sua maneira de pensar. A Vida de Pi podia ter sido somente um livro a retratar a relação entre um rapaz e um tigre, mas Yann Martel foi mais além, dotando-o de uma mensagem espiritual à qual, crentes ou não, penso que os leitores não ficarão indiferentes.

Classificação: 4/5

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


Título original: Enchantments

Sinopse:

No primeiro dia de 1917, ano de todas as mudanças na Rússia, o corpo de Rasputine é resgatado das águas geladas do Neva, em São Petersburgo. Horas mais tarde, as duas filhas do Monge Louco são levadas para o palácio e acolhidas pela família imperial, pois a czarina espera que Masha, a mais velha, consiga salvar o filho Alyosha, o enfermiço herdeiro do trono. Masha não tem o misticismo magnético do pai, mas descobre o dom encantatório das suas histórias. E é com elas que, sempre entre a vida e a morte, os dois adolescentes conhecerão o amor e um país imenso, a Rússia, que Alyosha nunca chegará a governar.
Inspirando-se na vida aventureira da filha de Rasputine, Xerazade russa que viria a ser domadora de leões na América, Kathryn Harrison retrata uma era em que a História se impacienta e o mundo mudaria, com a Revolução Bolchevique e o fim da lendária dinastia dos Romanov.

Opinião:

O meu fascínio pela Rússia e, sobretudo, pelos últimos Romanov começou quando ainda era muito novo, na tenra idade dos cinco/seis anos, quando descobri que "Anastasia", o filme da Fox Animation Studios que eu adorava, estava baseado ao de leve em acontecimentos verídicos, acontecimentos esses que, ao contrário do filme, não tiveram um final feliz. Em particular, Grigory Rasputine atraia-me imenso: toda aquela aura mística, da sua capacidade de curar Alexei e do mistério à volta do seu assassínio, já para não falar do seu aspecto que, verdade seja dita, ainda hoje me causa alguns arrepios, com aquela densa barba negra sob esses olhos capazes de penetrar a mente...
Desde então tenho tentado ler tudo o que posso acerca deste tema e, dado que, infelizmente, não existem muitos livros no mercado nacional sobre ele (seja de ficção ou não), este não podia ser diferente. 
Dito isto, como posso descrever a minha frustração com esta suposta obra de Encantamentos?

Em primeiro lugar, detestei profundamente, não só o comportamento sexual que a autora atribuiu ao pequeno czarevich, mas que esse fosse um dos temas centrais do livro. Compreendo que, com 14 anos, estivesse na puberdade. Porém, que eu tenha conhecimento, não existem quaisquer registos históricos que indiquem que estivesse tão obcecado em perder a virgindade a ponto de tentar entrar em "jogos manuais" (à falta de melhor termo, desculpem) com Masha, quatro anos mais velha, com 18! A própria química sexual entre estas duas personagens pareceu-me bastante forçada.

Outro aspecto negativo é a ausência de uma organização temporal na narrativa bem definida, o que acabou por dar-me a impressão de que não existe um argumento, com princípio, meio e fim, mas sim um conjunto de relatos apresentados por ordem quase aleatória.

Felizmente nem tudo foi mau (daí a minha pontuação não ser ainda mais baixa): são os excertos que falam sobre a relação entre Nicolau e Alexandra, sobre Rasputine e sobre a vida de Masha fora da Rússia que redimiram o livro de não ir parar projectado ao outro lado da sala.

Classificação: 2/5

sábado, 18 de janeiro de 2014


Vi esta tag no blog Little House of Books e não resisti!
O objectivo é escolher dois livros para cada elemento: um em cuja capa esteja presente o respectivo elemento e outro que contenha a respectiva cor.
No fim, o desafio é encontrar um livro que reúna as quatro cores!

























sexta-feira, 17 de janeiro de 2014


Título original: Dark Places

Sinopse:

Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no «Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas». Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa da quinta onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino.
Passados vinte e cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela.
O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada maquia, estabelecerá contacto com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.
À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease manhosos no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás, à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através da família de Libby, incluindo Ben, um miúdo solitário cuja raiva contra o pai indolente e pela quinta degradada o leva a uma amizade inquietante com a rapariga acabada de chegar à cidade.
Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir ao de cima, e Libby dá por si no ponto onde começara: a fugir de um assassino.

Opinião:

Depois da brilhante surpresa que foi Em Parte Incerta no fim do ano passado (apesar da desapontante conclusão), parti para a leitura deste livro com muita curiosidade e alguma expectativa. Se o anterior teve um dos melhores twists de sempre, neste não se verificou. No entanto, desta vez o desfecho foi muito bem executado. 

Entre as diferentes teorias que construí a cerca de metade do livro em relação aos suspeitos e às suas motivações encontravam-se algumas que roçaram o que acabou por acontecer. Mesmo assim, não considero o livro previsível: pelo caminho muitas outras teorias foram desfeitas e retomadas, nunca concentrando os suspeitos numa única pessoa. 

Já o estilo da autora mantém-se, com uma escrita nua e crua, sem papas na língua. 
O perfil das personagens não corresponde àquele com o qual nos gostaríamos de identificar. Longe de serem perfeitos e num período muito negro das suas vidas, a narrativa vai alternando entre três diferentes pontos de vista, não existindo contudo o problema de alguns se destacarem claramente aos restantes, o que torna a leitura bastante fluída. 

Resta-me assim ler Objectos Cortantes, mas já estou convencido de que Gillian Flynn é uma autora cujo trabalho quero seguir de perto.

Classificação: 4/5

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Originalmente criada pelo booktuber bookswithdylan, esta tag foi traduzida pela Catarina do blog Páginas Encadernadas. Não se esqueçam de ver o seu vídeo!

1. Escolhe uma Cor.
Vermelho!

2. Mostra todos os livros que tens que tenham a capa da cor que escolheste 
3. Separa os lidos dos por ler 


Por ler:



Lidos:





4. Dos por ler, qual queres ler MAIS?
Os Miseráveis, de Victor Hugo. Mas a edição é tão antiga e a letra tão pequenina...

5. Dos lidos, qual o teu FAVORITO?
Harry Potter and the Deathly Hallows, sem dúvida! :P

6. Qual é o livro que tem a tua capa preferida?
A Invenção de Hugo Cabret. Tanto a capa como as ilustrações no seu interior são belíssimas!

7. E qual tem a capa mais feia?
Os Miseráveis (mais um motivo para comprar uma nova edição xD)

8. Um livro com capa (da cor que escolheste) que queiras comprar?

9. Um objecto que esteja perto de ti/na tua estante (com a cor escolhida):

Passo esta tag aos seguintes blogs:
- Leituras do Fiacha - O Corvo Negro
- The Chronicles of a Bookaholic

Mas quem quiser, esteja à vontade para responder! :)

sábado, 11 de janeiro de 2014


Sinopse:

Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma histórica comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida, como o amor, o sacrifício e a cerveja.

Opinião:

Atraído pelo título, pela original sinopse e, particularmente, pelos excelentes comentários em relação ao seu autor, Afonso Cruz, parti para a leitura deste Jesus Cristo Bebia Cerveja com boas expectativas, expectativas essas que, embora em termos do argumento não tenham sido totalmente excedidas (apesar de satisfeitas), foram largamente ultrapassadas em termos de escrita.
Correndo o risco de ser injusto para com outros autores portugueses cujo trabalho desconheço (mea culpa), achei o estilo da narrativa totalmente cativante, apaixonante, um mar de analogias e metáforas muito próximo, se não igual, do nível a que José Saramago nos habituou. Prova disso é o facto de ter voado através das suas quase 250 páginas em menos de 48 horas (que teriam sido muito menos se não fossem outras actividades obrigatórias).
Afonso Cruz tornou-se assim um dos autores cuja obra pretendo continuar a conhecer em breve e com fortes possibilidades de se tornar um dos meus escritores favoritos.

Classificação: 4/5

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014


Sinopse:

Written in 1948, 1984 was George Orwell's chilling prophecy about the future. And while the year 1984 has come and gone, Orwell's narrative is timelier than ever. 1984 presents a startling and haunting vision of the world, so powerful that it is completely convincing from start to finish. No one can deny the power of this novel, its hold on the imaginations of multiple generations of readers, or the resiliency of its admonitions. A legacy that seems only to grow with the passage of time.

Opinião:

Escrito e publicado alguns anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, George Orwell (pseudónimo de Eric Arthur Blair) apresentou, através da ficção, um arrebatador ensaio sobre os regimes totalitários. 
Neste livro, o argumento em si, embora importante, fica necessariamente em segundo plano. Não está repleto de acção nem é uma intriga de suspense, tal é o seu carácter político, mas é precisamente neste tipo de carácter que reside a importância de 1984.

O autor conseguiu, de forma extensiva mas nada cansativa, focar cada um dos sintomas dos sistemas totalitários, particularmente na primeira das três partes em que o livro é dividido: a censura, a manipulação da informação e do pensamento, a exaltação nacional, a insegurança e a desconfiança em relação aos outros, a repressão sexual (com o único de fim de reproduzir a espécie humana), a tortura...

Por outro lado, Orwell criou também um conceito interessante na narrativa, o da novilíngua. Segundo o Partido e o Big Brother, nada mais é do que uma versão da língua aperfeiçoada, reduzida e definitiva. Esta esconde, contudo, uma clara metáfora à ausência da liberdade de expressão e ao controlo do pensamento.
É ainda relevante destacar a relação que faz entre os sistemas de classes e a guerra.

Este é sem dúvida um daqueles livros que merece toda a atenção que tem, uma vez que, mais do que o interesse pelas personagens ou pela história, é um livro que desafia o leitor a parar um bocado para pensar e questionar, até porque como a certa altura é mencionado, "the best books are those that tell you what you already know", mas cujas ideias não sabemos sistematizar.

Classificação: 5/5

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014


Título original: Paper Money

Sinopse:

Um político acorda com uma bela mulher ao seu lado; um criminoso faz uma reunião com a sua equipa; um magnata toma o pequeno-almoço com um alto funcionário bancário. E depois três histórias nascem: uma tentativa de suicídio, um sequestro e uma oferta pública de aquisição. Parecem ações isoladas, sem relação umas com as outras, até que certo jornalista do Evening Post começa a fazer perguntas e a desvendar uma conspiração bem mais ampla que envolve todos estes elementos. 
Um dos mais aclamados livros de Ken Follet, cuja narrativa se desenrola ao longo de um dia num jornal vespertino de Londres e põe a nu com mestria as interligações entre o crime, a alta finança e o jornalismo. 

Opinião:

Este é o segundo "short book" que leio deste autor, no sentido em que o tamanho do livro não se compara àqueles que lhe brindaram maior sucesso - Os Pilares da Terra, Um Mundo sem Fim, A Queda dos Gigantes e O Inverno do Mundo, cada um deles histórias épicas. No entanto, e apesar de O Preço do Dinheiro ser um dos seus primeiros livros, o estilo de escrita de Ken Follett mantém-se.

Num enredo deste género, um suspense que envolve crime, sexo e corrupção, seria, à partida, complicado dar o mesmo destaque a personagens tão diferentes como homens de negócios, jornalistas e gangsters, mas de facto este é um dos pontos fortes do livro, num suspense cuja acção decorre no espaço de onze horas na cidade de Londres.
Não existindo apenas um claro protagonista ou vilão, apresentam em comum o facto de, de uma forma ou de outra, serem movidas pela ambição, quer seja por dinheiro, por poder, por uma promoção no trabalho ou até mesmo por amor.

O Preço do Dinheiro não é tão memorável como os romances históricos pelos quais é mais conhecido, mas não deixa de ser, no entanto, uma leitura agradável que prende o leitor.

Classificação: 3/5

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

When Ruby woke up on her tenth birthday, something about her had changed. Something alarming enough to make her parents lock her in the garage and call the police. Something that gets her sent to Thurmond, a brutal government "rehabilitation camp." She might have survived the mysterious disease that's killed most of America's children, but she and the others have emerged with something far worse: frightening abilities they cannot control.
Now sixteen, Ruby is one of the dangerous ones.
When the truth comes out, Ruby barely escapes Thurmond with her life. Now she's on the run, desperate to find the one safe haven left for kids like her-East River. She joins a group of kids who escaped their own camp. Liam, their brave leader, is falling hard for Ruby. But no matter how much she aches for him, Ruby can't risk getting close. Not after what happened to her parents.
When they arrive at East River, nothing is as it seems, least of all its mysterious leader. But there are other forces at work, people who will stop at nothing to use Ruby in their fight against the government. Ruby will be faced with a terrible choice, one that may mean giving up her only chance at a life worth living.

Opinião:

Um dos hábitos de leitura que adquiri com o tempo (algo que pode ser bom ou mau) foi não desistir de um livro a meio, tal a esperança de que aquele livro de que toda a gente gosta, que toda a gente adora, acabe por ser, para mim, realmente bom e memorável. Isto já me aconteceu com, por exemplo, Os Pilares da Terra, do Ken Follett, ou O Jogo do Anjo, do Carlos Ruiz Zafón, ambos a constar na minha lista de favoritos de sempre.
The Darkest Minds não foi o caso.

Sou um seguidor assíduo de vários booktubers (a maioria internacionais) e quando ouvi falar deste livro, da sua sinopse e do quão fantástico parecia ser, com uma classificação média de 4.30 no Goodreads, entrou logo para a minha wishlist com as expectativas elevadas.
Estas não foram cumpridas, de todo.

Para começar, terminado o livro (o primeiro de uma trilogia), fico com a sensação de que o potencial da ideia não foi aproveitado da melhor forma. Basicamente, sem querer dar spoilers, o argumento consiste em andar de um lado para outro, parar durante algum tempo e voltar a ir embora.
Não notei grande evolução das personagens, incluindo da própria protagonista, Ruby. Passa grande parte do livro a lamentar o monstro que pensa que é devido ao seu poder e a dizer "É desta que se afastam de mim!". Só no fim é que muda completamente, vítima das circunstâncias, tornando-se numa personagem forte e decidida.
Por outro lado, a verdadeira forma de ser de Clancy estava a ver-se a milhas. O final também deixou a desejar, quer porque esperava um grande twist, algo que não fosse previsível (ouvi tantos OMG!...), quer pela forma claramente apressada em que foi gerido.
Percebo o porquê de algumas pessoas gostarem, mas não faz o meu género de livro.

Classificação: 2/5

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014


O blog Lendo Aprendendo e Vivendo ofereceu-me este selo, o Versatile Blogger Award! Muito obrigado!

As regras ditam que agora devo dizer 7 coisas de que gosto e nomear outros 15 blogs com menos de 200 seguidores. No entanto não conheço assim tantos, pelo que listei apenas 10, portanto aqui vai:

7 coisas de que gosto:

  • Ler (alguma dúvida? :P)
  • Harry Potter
  • Ir ao cinema
  • Escrever
  • Ver algumas (bastantes) séries de TV (algum fã de Once Upon A Time por aí?)
  • Kingdom Hearts
  • Tudo o relacionado com os últimos Romanov

10 blogs nomeados:
Ano novo, design novo!
Já estava cansado do aspecto que este espaço tinha, pelo que decidi mudá-lo a um tema mais minimalista. Espero que seja do vosso agrado!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014


Antes de mais nada, espero que tenham tido uma boa passagem de ano e que 2014 seja um ano repleto de momentos positivos!

Terminado 2013, chegou a altura de registar os resultados do Desafio Literário que me tinha proposto a mim mesmo no início do ano. Consegui cumpri-los todos!

  • Não só ultrapassei o mínimo de leituras que inicialmente me tinha proposto (35), como ainda cheguei a esse número a meio do ano, pelo que aumentei a fasquia para 45 livros. Mesmo assim, consegui ler ainda mais, com um total de 60 leituras, o que torna 2013 o ano em que mais li!
  • Li, não quatro, mas cinco clássicos! Foram eles "Nossa Senhora de Paris" (Victor Hugo), "A Quinta dos Animais" (George Orwell), "Frankenstein" (Mary Shelley), "A Dama das Camélias" (Alexandre Dumas) e "Um Conto de Natal" (Charles Dickens). Ainda li o primeiro terço d"A Divina Comédia" de Dante, correspondente ao Inferno.
  • How many book did I read in English? Well, não foram só dois como me tinha proposto, mas sete: "The Cuckoo's Calling" ("Quando o Cuco Chama", de Robert Galbraith, aka J.K.Rowling), quatro dos cinco livros do Percy Jackson, do Rick Riordan (todos, excepto o segundo, que li em espanhol), "The Ocean at the End of the Lane" (Neil Gaiman) e "James Potter and the Vault of Destinies" (G.Norman Lippert).
  • Li 3 livros de José Saramago: "A Caverna", "O Conto da Ilha Desconhecida" e, aquele de que mais gostei, "Ensaio Sobre a Lucidez".
  • A minha estreia com Gabriel Garcia Marquéz deu-se com "Crónica de uma Morte Anunciada".
  • Já o livro de Mia Couto que li este ano foi "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra".
  • Com todo o gosto reli os quatro últimos volumes da saga Harry Potter, cuja releitura já tinha iniciado em 2012.
  • Já posso dizer que li "O Senhor dos Anéis"! Se bem que reconheço o grande contributo de Tolkien para o género da fantasia, o seu estilo de escrita não é a minha praia... E acho que gosto mais dos filmes (por favor, não me matem!)...
  • Por fim, o desafio mais difícil: comprar, no máximo, 30 livros. Ora, ainda bem que chegou o Natal! Comprei exactamente esse número até o fim de Novembro e em Dezembro os livros que adicionei às minhas estantes foram todos prendas!

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