Título original: The Mist of Avalon
Sinopse do 1ºvolume, A Senhora da Magia:
O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…
Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…
Opinião:
Publicada em 1983 e relançada há um par de anos pela Saída de Emergência, As Brumas de Avalon, dividida em quatro volumes, é considerada por muitos uma das séries de renome no género da literatura arturiana e da fantasia.
Ao longo de várias gerações assistimos ao desenvolvimento de uma batalha entre religiões na Bretanha, numa intriga em que a fé na Deusa tenta sobreviver aos avanços da fé cristã recorrendo a um leque interessante de personagens que se vão relacionando entre si de formas mais ou menos complexas, com paixões, traições e lealdades postas à prova.
Muito bem escrita, a história é contada principalmente segundo as perspectivas de Morgaine e Gwenhwyfar, ambas com personalidades em simultâneo semelhantes e diferentes: se por um lado as motivações divergem em sentidos opostos (uma sendo devota a Cristo e outra à Deusa), por outro ambas acabam por ser expostas a situações que exigem sacrifícios e decisões difíceis que nem sempre serão as mais acertadas do ponto de vista moral. A moralidade é, aliás, algo que está subjacente ao longo dos livros: olhará alguém aos meios para atingir os fins em que acreditam piamente?
Não considero, no entanto, que sejam livros excepcionais, sem falhas, aos quais seja impossível não atribuir a pontuação máxima: não foi até o terceiro volume que me conseguiu cativar totalmente e, mesmo assim, o desfecho da história, apesar de satisfatório do ponto de vista argumental, pareceu-me demasiado apressado em relação ao ritmo da restante narrativa.
Dito isto, não posso afirmar que a tetralogia dAs Brumas de Avalon superou as minhas expectativas: apenas que valeu a pena ser lida.
Classificação: 4/5
Ao longo de várias gerações assistimos ao desenvolvimento de uma batalha entre religiões na Bretanha, numa intriga em que a fé na Deusa tenta sobreviver aos avanços da fé cristã recorrendo a um leque interessante de personagens que se vão relacionando entre si de formas mais ou menos complexas, com paixões, traições e lealdades postas à prova.
Muito bem escrita, a história é contada principalmente segundo as perspectivas de Morgaine e Gwenhwyfar, ambas com personalidades em simultâneo semelhantes e diferentes: se por um lado as motivações divergem em sentidos opostos (uma sendo devota a Cristo e outra à Deusa), por outro ambas acabam por ser expostas a situações que exigem sacrifícios e decisões difíceis que nem sempre serão as mais acertadas do ponto de vista moral. A moralidade é, aliás, algo que está subjacente ao longo dos livros: olhará alguém aos meios para atingir os fins em que acreditam piamente?
Não considero, no entanto, que sejam livros excepcionais, sem falhas, aos quais seja impossível não atribuir a pontuação máxima: não foi até o terceiro volume que me conseguiu cativar totalmente e, mesmo assim, o desfecho da história, apesar de satisfatório do ponto de vista argumental, pareceu-me demasiado apressado em relação ao ritmo da restante narrativa.
Dito isto, não posso afirmar que a tetralogia dAs Brumas de Avalon superou as minhas expectativas: apenas que valeu a pena ser lida.
Classificação: 4/5
























































