sábado, 18 de janeiro de 2014


Vi esta tag no blog Little House of Books e não resisti!
O objectivo é escolher dois livros para cada elemento: um em cuja capa esteja presente o respectivo elemento e outro que contenha a respectiva cor.
No fim, o desafio é encontrar um livro que reúna as quatro cores!

























sexta-feira, 17 de janeiro de 2014


Título original: Dark Places

Sinopse:

Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no «Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas». Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa da quinta onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino.
Passados vinte e cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela.
O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada maquia, estabelecerá contacto com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.
À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease manhosos no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás, à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através da família de Libby, incluindo Ben, um miúdo solitário cuja raiva contra o pai indolente e pela quinta degradada o leva a uma amizade inquietante com a rapariga acabada de chegar à cidade.
Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir ao de cima, e Libby dá por si no ponto onde começara: a fugir de um assassino.

Opinião:

Depois da brilhante surpresa que foi Em Parte Incerta no fim do ano passado (apesar da desapontante conclusão), parti para a leitura deste livro com muita curiosidade e alguma expectativa. Se o anterior teve um dos melhores twists de sempre, neste não se verificou. No entanto, desta vez o desfecho foi muito bem executado. 

Entre as diferentes teorias que construí a cerca de metade do livro em relação aos suspeitos e às suas motivações encontravam-se algumas que roçaram o que acabou por acontecer. Mesmo assim, não considero o livro previsível: pelo caminho muitas outras teorias foram desfeitas e retomadas, nunca concentrando os suspeitos numa única pessoa. 

Já o estilo da autora mantém-se, com uma escrita nua e crua, sem papas na língua. 
O perfil das personagens não corresponde àquele com o qual nos gostaríamos de identificar. Longe de serem perfeitos e num período muito negro das suas vidas, a narrativa vai alternando entre três diferentes pontos de vista, não existindo contudo o problema de alguns se destacarem claramente aos restantes, o que torna a leitura bastante fluída. 

Resta-me assim ler Objectos Cortantes, mas já estou convencido de que Gillian Flynn é uma autora cujo trabalho quero seguir de perto.

Classificação: 4/5

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Originalmente criada pelo booktuber bookswithdylan, esta tag foi traduzida pela Catarina do blog Páginas Encadernadas. Não se esqueçam de ver o seu vídeo!

1. Escolhe uma Cor.
Vermelho!

2. Mostra todos os livros que tens que tenham a capa da cor que escolheste 
3. Separa os lidos dos por ler 


Por ler:



Lidos:





4. Dos por ler, qual queres ler MAIS?
Os Miseráveis, de Victor Hugo. Mas a edição é tão antiga e a letra tão pequenina...

5. Dos lidos, qual o teu FAVORITO?
Harry Potter and the Deathly Hallows, sem dúvida! :P

6. Qual é o livro que tem a tua capa preferida?
A Invenção de Hugo Cabret. Tanto a capa como as ilustrações no seu interior são belíssimas!

7. E qual tem a capa mais feia?
Os Miseráveis (mais um motivo para comprar uma nova edição xD)

8. Um livro com capa (da cor que escolheste) que queiras comprar?

9. Um objecto que esteja perto de ti/na tua estante (com a cor escolhida):

Passo esta tag aos seguintes blogs:
- Leituras do Fiacha - O Corvo Negro
- The Chronicles of a Bookaholic

Mas quem quiser, esteja à vontade para responder! :)

sábado, 11 de janeiro de 2014


Sinopse:

Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma histórica comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida, como o amor, o sacrifício e a cerveja.

Opinião:

Atraído pelo título, pela original sinopse e, particularmente, pelos excelentes comentários em relação ao seu autor, Afonso Cruz, parti para a leitura deste Jesus Cristo Bebia Cerveja com boas expectativas, expectativas essas que, embora em termos do argumento não tenham sido totalmente excedidas (apesar de satisfeitas), foram largamente ultrapassadas em termos de escrita.
Correndo o risco de ser injusto para com outros autores portugueses cujo trabalho desconheço (mea culpa), achei o estilo da narrativa totalmente cativante, apaixonante, um mar de analogias e metáforas muito próximo, se não igual, do nível a que José Saramago nos habituou. Prova disso é o facto de ter voado através das suas quase 250 páginas em menos de 48 horas (que teriam sido muito menos se não fossem outras actividades obrigatórias).
Afonso Cruz tornou-se assim um dos autores cuja obra pretendo continuar a conhecer em breve e com fortes possibilidades de se tornar um dos meus escritores favoritos.

Classificação: 4/5

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014


Sinopse:

Written in 1948, 1984 was George Orwell's chilling prophecy about the future. And while the year 1984 has come and gone, Orwell's narrative is timelier than ever. 1984 presents a startling and haunting vision of the world, so powerful that it is completely convincing from start to finish. No one can deny the power of this novel, its hold on the imaginations of multiple generations of readers, or the resiliency of its admonitions. A legacy that seems only to grow with the passage of time.

Opinião:

Escrito e publicado alguns anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, George Orwell (pseudónimo de Eric Arthur Blair) apresentou, através da ficção, um arrebatador ensaio sobre os regimes totalitários. 
Neste livro, o argumento em si, embora importante, fica necessariamente em segundo plano. Não está repleto de acção nem é uma intriga de suspense, tal é o seu carácter político, mas é precisamente neste tipo de carácter que reside a importância de 1984.

O autor conseguiu, de forma extensiva mas nada cansativa, focar cada um dos sintomas dos sistemas totalitários, particularmente na primeira das três partes em que o livro é dividido: a censura, a manipulação da informação e do pensamento, a exaltação nacional, a insegurança e a desconfiança em relação aos outros, a repressão sexual (com o único de fim de reproduzir a espécie humana), a tortura...

Por outro lado, Orwell criou também um conceito interessante na narrativa, o da novilíngua. Segundo o Partido e o Big Brother, nada mais é do que uma versão da língua aperfeiçoada, reduzida e definitiva. Esta esconde, contudo, uma clara metáfora à ausência da liberdade de expressão e ao controlo do pensamento.
É ainda relevante destacar a relação que faz entre os sistemas de classes e a guerra.

Este é sem dúvida um daqueles livros que merece toda a atenção que tem, uma vez que, mais do que o interesse pelas personagens ou pela história, é um livro que desafia o leitor a parar um bocado para pensar e questionar, até porque como a certa altura é mencionado, "the best books are those that tell you what you already know", mas cujas ideias não sabemos sistematizar.

Classificação: 5/5

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014


Título original: Paper Money

Sinopse:

Um político acorda com uma bela mulher ao seu lado; um criminoso faz uma reunião com a sua equipa; um magnata toma o pequeno-almoço com um alto funcionário bancário. E depois três histórias nascem: uma tentativa de suicídio, um sequestro e uma oferta pública de aquisição. Parecem ações isoladas, sem relação umas com as outras, até que certo jornalista do Evening Post começa a fazer perguntas e a desvendar uma conspiração bem mais ampla que envolve todos estes elementos. 
Um dos mais aclamados livros de Ken Follet, cuja narrativa se desenrola ao longo de um dia num jornal vespertino de Londres e põe a nu com mestria as interligações entre o crime, a alta finança e o jornalismo. 

Opinião:

Este é o segundo "short book" que leio deste autor, no sentido em que o tamanho do livro não se compara àqueles que lhe brindaram maior sucesso - Os Pilares da Terra, Um Mundo sem Fim, A Queda dos Gigantes e O Inverno do Mundo, cada um deles histórias épicas. No entanto, e apesar de O Preço do Dinheiro ser um dos seus primeiros livros, o estilo de escrita de Ken Follett mantém-se.

Num enredo deste género, um suspense que envolve crime, sexo e corrupção, seria, à partida, complicado dar o mesmo destaque a personagens tão diferentes como homens de negócios, jornalistas e gangsters, mas de facto este é um dos pontos fortes do livro, num suspense cuja acção decorre no espaço de onze horas na cidade de Londres.
Não existindo apenas um claro protagonista ou vilão, apresentam em comum o facto de, de uma forma ou de outra, serem movidas pela ambição, quer seja por dinheiro, por poder, por uma promoção no trabalho ou até mesmo por amor.

O Preço do Dinheiro não é tão memorável como os romances históricos pelos quais é mais conhecido, mas não deixa de ser, no entanto, uma leitura agradável que prende o leitor.

Classificação: 3/5

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

When Ruby woke up on her tenth birthday, something about her had changed. Something alarming enough to make her parents lock her in the garage and call the police. Something that gets her sent to Thurmond, a brutal government "rehabilitation camp." She might have survived the mysterious disease that's killed most of America's children, but she and the others have emerged with something far worse: frightening abilities they cannot control.
Now sixteen, Ruby is one of the dangerous ones.
When the truth comes out, Ruby barely escapes Thurmond with her life. Now she's on the run, desperate to find the one safe haven left for kids like her-East River. She joins a group of kids who escaped their own camp. Liam, their brave leader, is falling hard for Ruby. But no matter how much she aches for him, Ruby can't risk getting close. Not after what happened to her parents.
When they arrive at East River, nothing is as it seems, least of all its mysterious leader. But there are other forces at work, people who will stop at nothing to use Ruby in their fight against the government. Ruby will be faced with a terrible choice, one that may mean giving up her only chance at a life worth living.

Opinião:

Um dos hábitos de leitura que adquiri com o tempo (algo que pode ser bom ou mau) foi não desistir de um livro a meio, tal a esperança de que aquele livro de que toda a gente gosta, que toda a gente adora, acabe por ser, para mim, realmente bom e memorável. Isto já me aconteceu com, por exemplo, Os Pilares da Terra, do Ken Follett, ou O Jogo do Anjo, do Carlos Ruiz Zafón, ambos a constar na minha lista de favoritos de sempre.
The Darkest Minds não foi o caso.

Sou um seguidor assíduo de vários booktubers (a maioria internacionais) e quando ouvi falar deste livro, da sua sinopse e do quão fantástico parecia ser, com uma classificação média de 4.30 no Goodreads, entrou logo para a minha wishlist com as expectativas elevadas.
Estas não foram cumpridas, de todo.

Para começar, terminado o livro (o primeiro de uma trilogia), fico com a sensação de que o potencial da ideia não foi aproveitado da melhor forma. Basicamente, sem querer dar spoilers, o argumento consiste em andar de um lado para outro, parar durante algum tempo e voltar a ir embora.
Não notei grande evolução das personagens, incluindo da própria protagonista, Ruby. Passa grande parte do livro a lamentar o monstro que pensa que é devido ao seu poder e a dizer "É desta que se afastam de mim!". Só no fim é que muda completamente, vítima das circunstâncias, tornando-se numa personagem forte e decidida.
Por outro lado, a verdadeira forma de ser de Clancy estava a ver-se a milhas. O final também deixou a desejar, quer porque esperava um grande twist, algo que não fosse previsível (ouvi tantos OMG!...), quer pela forma claramente apressada em que foi gerido.
Percebo o porquê de algumas pessoas gostarem, mas não faz o meu género de livro.

Classificação: 2/5

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014


O blog Lendo Aprendendo e Vivendo ofereceu-me este selo, o Versatile Blogger Award! Muito obrigado!

As regras ditam que agora devo dizer 7 coisas de que gosto e nomear outros 15 blogs com menos de 200 seguidores. No entanto não conheço assim tantos, pelo que listei apenas 10, portanto aqui vai:

7 coisas de que gosto:

  • Ler (alguma dúvida? :P)
  • Harry Potter
  • Ir ao cinema
  • Escrever
  • Ver algumas (bastantes) séries de TV (algum fã de Once Upon A Time por aí?)
  • Kingdom Hearts
  • Tudo o relacionado com os últimos Romanov

10 blogs nomeados:
Ano novo, design novo!
Já estava cansado do aspecto que este espaço tinha, pelo que decidi mudá-lo a um tema mais minimalista. Espero que seja do vosso agrado!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014


Antes de mais nada, espero que tenham tido uma boa passagem de ano e que 2014 seja um ano repleto de momentos positivos!

Terminado 2013, chegou a altura de registar os resultados do Desafio Literário que me tinha proposto a mim mesmo no início do ano. Consegui cumpri-los todos!

  • Não só ultrapassei o mínimo de leituras que inicialmente me tinha proposto (35), como ainda cheguei a esse número a meio do ano, pelo que aumentei a fasquia para 45 livros. Mesmo assim, consegui ler ainda mais, com um total de 60 leituras, o que torna 2013 o ano em que mais li!
  • Li, não quatro, mas cinco clássicos! Foram eles "Nossa Senhora de Paris" (Victor Hugo), "A Quinta dos Animais" (George Orwell), "Frankenstein" (Mary Shelley), "A Dama das Camélias" (Alexandre Dumas) e "Um Conto de Natal" (Charles Dickens). Ainda li o primeiro terço d"A Divina Comédia" de Dante, correspondente ao Inferno.
  • How many book did I read in English? Well, não foram só dois como me tinha proposto, mas sete: "The Cuckoo's Calling" ("Quando o Cuco Chama", de Robert Galbraith, aka J.K.Rowling), quatro dos cinco livros do Percy Jackson, do Rick Riordan (todos, excepto o segundo, que li em espanhol), "The Ocean at the End of the Lane" (Neil Gaiman) e "James Potter and the Vault of Destinies" (G.Norman Lippert).
  • Li 3 livros de José Saramago: "A Caverna", "O Conto da Ilha Desconhecida" e, aquele de que mais gostei, "Ensaio Sobre a Lucidez".
  • A minha estreia com Gabriel Garcia Marquéz deu-se com "Crónica de uma Morte Anunciada".
  • Já o livro de Mia Couto que li este ano foi "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra".
  • Com todo o gosto reli os quatro últimos volumes da saga Harry Potter, cuja releitura já tinha iniciado em 2012.
  • Já posso dizer que li "O Senhor dos Anéis"! Se bem que reconheço o grande contributo de Tolkien para o género da fantasia, o seu estilo de escrita não é a minha praia... E acho que gosto mais dos filmes (por favor, não me matem!)...
  • Por fim, o desafio mais difícil: comprar, no máximo, 30 livros. Ora, ainda bem que chegou o Natal! Comprei exactamente esse número até o fim de Novembro e em Dezembro os livros que adicionei às minhas estantes foram todos prendas!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Este ano consegui ler 60 livros, mais dezoito do que no ano passado, pelo que podem imaginar o quão difícil foi escolher (e ordenar) os dez melhores... 
As quatro releituras (correspondentes aos últimos quatro volumes do Harry Potter) não fazem parte da seguinte lista por motivos óbvios :P

10. Nossa Senhora de Paris (Victor Hugo)

9. A Rapariga que Roubava Livros (Markus Zusak)

8. Joyland (Stephen King)

7. A Cúpula (Stephen King)

6. Quando o Cuco Chama (Robert Galbraith, aka J.K.Rowling)

5. Em Parte Incerta (Gillian Flynn)

4. As Horas Distantes (Kate Morton)

3. Messias (Boris Starling)

2. Inferno (Dan Brown)

1. The Secret Keeper (Kate Morton)


Resta-me desejar-vos um excelente 2014, cheio de saúde, paz, alegria e, claro, muitas leituras!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Com 2013 prestes a terminar, chega a altura, tal como manda a tradição, de fazer o balanço deste ano que passou.
Começo assim por escolher os dez filmes que vi e que mais gostei (alguns não estrearam este ano).

10. The Perks Of Being A Wallflower

9. Monsters University

8. Argo

7. Skyfall

6. O Hobbit: A Desolação de Smaug

5. A Vida de Pi

4. Frozen

3. Raptadas

2. Os Miseráveis

1. Os Jogos da Fome: Em Chamas

Viram algum destes? Recomendam mais algum?
Amanhã será a vez dos livros :)

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