sexta-feira, 17 de janeiro de 2014


Título original: Dark Places

Sinopse:

Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no «Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas». Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa da quinta onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino.
Passados vinte e cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela.
O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada maquia, estabelecerá contacto com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.
À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease manhosos no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás, à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através da família de Libby, incluindo Ben, um miúdo solitário cuja raiva contra o pai indolente e pela quinta degradada o leva a uma amizade inquietante com a rapariga acabada de chegar à cidade.
Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir ao de cima, e Libby dá por si no ponto onde começara: a fugir de um assassino.

Opinião:

Depois da brilhante surpresa que foi Em Parte Incerta no fim do ano passado (apesar da desapontante conclusão), parti para a leitura deste livro com muita curiosidade e alguma expectativa. Se o anterior teve um dos melhores twists de sempre, neste não se verificou. No entanto, desta vez o desfecho foi muito bem executado. 

Entre as diferentes teorias que construí a cerca de metade do livro em relação aos suspeitos e às suas motivações encontravam-se algumas que roçaram o que acabou por acontecer. Mesmo assim, não considero o livro previsível: pelo caminho muitas outras teorias foram desfeitas e retomadas, nunca concentrando os suspeitos numa única pessoa. 

Já o estilo da autora mantém-se, com uma escrita nua e crua, sem papas na língua. 
O perfil das personagens não corresponde àquele com o qual nos gostaríamos de identificar. Longe de serem perfeitos e num período muito negro das suas vidas, a narrativa vai alternando entre três diferentes pontos de vista, não existindo contudo o problema de alguns se destacarem claramente aos restantes, o que torna a leitura bastante fluída. 

Resta-me assim ler Objectos Cortantes, mas já estou convencido de que Gillian Flynn é uma autora cujo trabalho quero seguir de perto.

Classificação: 4/5

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Originalmente criada pelo booktuber bookswithdylan, esta tag foi traduzida pela Catarina do blog Páginas Encadernadas. Não se esqueçam de ver o seu vídeo!

1. Escolhe uma Cor.
Vermelho!

2. Mostra todos os livros que tens que tenham a capa da cor que escolheste 
3. Separa os lidos dos por ler 


Por ler:



Lidos:





4. Dos por ler, qual queres ler MAIS?
Os Miseráveis, de Victor Hugo. Mas a edição é tão antiga e a letra tão pequenina...

5. Dos lidos, qual o teu FAVORITO?
Harry Potter and the Deathly Hallows, sem dúvida! :P

6. Qual é o livro que tem a tua capa preferida?
A Invenção de Hugo Cabret. Tanto a capa como as ilustrações no seu interior são belíssimas!

7. E qual tem a capa mais feia?
Os Miseráveis (mais um motivo para comprar uma nova edição xD)

8. Um livro com capa (da cor que escolheste) que queiras comprar?

9. Um objecto que esteja perto de ti/na tua estante (com a cor escolhida):

Passo esta tag aos seguintes blogs:
- Leituras do Fiacha - O Corvo Negro
- The Chronicles of a Bookaholic

Mas quem quiser, esteja à vontade para responder! :)

sábado, 11 de janeiro de 2014


Sinopse:

Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma histórica comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida, como o amor, o sacrifício e a cerveja.

Opinião:

Atraído pelo título, pela original sinopse e, particularmente, pelos excelentes comentários em relação ao seu autor, Afonso Cruz, parti para a leitura deste Jesus Cristo Bebia Cerveja com boas expectativas, expectativas essas que, embora em termos do argumento não tenham sido totalmente excedidas (apesar de satisfeitas), foram largamente ultrapassadas em termos de escrita.
Correndo o risco de ser injusto para com outros autores portugueses cujo trabalho desconheço (mea culpa), achei o estilo da narrativa totalmente cativante, apaixonante, um mar de analogias e metáforas muito próximo, se não igual, do nível a que José Saramago nos habituou. Prova disso é o facto de ter voado através das suas quase 250 páginas em menos de 48 horas (que teriam sido muito menos se não fossem outras actividades obrigatórias).
Afonso Cruz tornou-se assim um dos autores cuja obra pretendo continuar a conhecer em breve e com fortes possibilidades de se tornar um dos meus escritores favoritos.

Classificação: 4/5

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014


Sinopse:

Written in 1948, 1984 was George Orwell's chilling prophecy about the future. And while the year 1984 has come and gone, Orwell's narrative is timelier than ever. 1984 presents a startling and haunting vision of the world, so powerful that it is completely convincing from start to finish. No one can deny the power of this novel, its hold on the imaginations of multiple generations of readers, or the resiliency of its admonitions. A legacy that seems only to grow with the passage of time.

Opinião:

Escrito e publicado alguns anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, George Orwell (pseudónimo de Eric Arthur Blair) apresentou, através da ficção, um arrebatador ensaio sobre os regimes totalitários. 
Neste livro, o argumento em si, embora importante, fica necessariamente em segundo plano. Não está repleto de acção nem é uma intriga de suspense, tal é o seu carácter político, mas é precisamente neste tipo de carácter que reside a importância de 1984.

O autor conseguiu, de forma extensiva mas nada cansativa, focar cada um dos sintomas dos sistemas totalitários, particularmente na primeira das três partes em que o livro é dividido: a censura, a manipulação da informação e do pensamento, a exaltação nacional, a insegurança e a desconfiança em relação aos outros, a repressão sexual (com o único de fim de reproduzir a espécie humana), a tortura...

Por outro lado, Orwell criou também um conceito interessante na narrativa, o da novilíngua. Segundo o Partido e o Big Brother, nada mais é do que uma versão da língua aperfeiçoada, reduzida e definitiva. Esta esconde, contudo, uma clara metáfora à ausência da liberdade de expressão e ao controlo do pensamento.
É ainda relevante destacar a relação que faz entre os sistemas de classes e a guerra.

Este é sem dúvida um daqueles livros que merece toda a atenção que tem, uma vez que, mais do que o interesse pelas personagens ou pela história, é um livro que desafia o leitor a parar um bocado para pensar e questionar, até porque como a certa altura é mencionado, "the best books are those that tell you what you already know", mas cujas ideias não sabemos sistematizar.

Classificação: 5/5

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014


Título original: Paper Money

Sinopse:

Um político acorda com uma bela mulher ao seu lado; um criminoso faz uma reunião com a sua equipa; um magnata toma o pequeno-almoço com um alto funcionário bancário. E depois três histórias nascem: uma tentativa de suicídio, um sequestro e uma oferta pública de aquisição. Parecem ações isoladas, sem relação umas com as outras, até que certo jornalista do Evening Post começa a fazer perguntas e a desvendar uma conspiração bem mais ampla que envolve todos estes elementos. 
Um dos mais aclamados livros de Ken Follet, cuja narrativa se desenrola ao longo de um dia num jornal vespertino de Londres e põe a nu com mestria as interligações entre o crime, a alta finança e o jornalismo. 

Opinião:

Este é o segundo "short book" que leio deste autor, no sentido em que o tamanho do livro não se compara àqueles que lhe brindaram maior sucesso - Os Pilares da Terra, Um Mundo sem Fim, A Queda dos Gigantes e O Inverno do Mundo, cada um deles histórias épicas. No entanto, e apesar de O Preço do Dinheiro ser um dos seus primeiros livros, o estilo de escrita de Ken Follett mantém-se.

Num enredo deste género, um suspense que envolve crime, sexo e corrupção, seria, à partida, complicado dar o mesmo destaque a personagens tão diferentes como homens de negócios, jornalistas e gangsters, mas de facto este é um dos pontos fortes do livro, num suspense cuja acção decorre no espaço de onze horas na cidade de Londres.
Não existindo apenas um claro protagonista ou vilão, apresentam em comum o facto de, de uma forma ou de outra, serem movidas pela ambição, quer seja por dinheiro, por poder, por uma promoção no trabalho ou até mesmo por amor.

O Preço do Dinheiro não é tão memorável como os romances históricos pelos quais é mais conhecido, mas não deixa de ser, no entanto, uma leitura agradável que prende o leitor.

Classificação: 3/5

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


Não editado em Portugal.

Sinopse:

When Ruby woke up on her tenth birthday, something about her had changed. Something alarming enough to make her parents lock her in the garage and call the police. Something that gets her sent to Thurmond, a brutal government "rehabilitation camp." She might have survived the mysterious disease that's killed most of America's children, but she and the others have emerged with something far worse: frightening abilities they cannot control.
Now sixteen, Ruby is one of the dangerous ones.
When the truth comes out, Ruby barely escapes Thurmond with her life. Now she's on the run, desperate to find the one safe haven left for kids like her-East River. She joins a group of kids who escaped their own camp. Liam, their brave leader, is falling hard for Ruby. But no matter how much she aches for him, Ruby can't risk getting close. Not after what happened to her parents.
When they arrive at East River, nothing is as it seems, least of all its mysterious leader. But there are other forces at work, people who will stop at nothing to use Ruby in their fight against the government. Ruby will be faced with a terrible choice, one that may mean giving up her only chance at a life worth living.

Opinião:

Um dos hábitos de leitura que adquiri com o tempo (algo que pode ser bom ou mau) foi não desistir de um livro a meio, tal a esperança de que aquele livro de que toda a gente gosta, que toda a gente adora, acabe por ser, para mim, realmente bom e memorável. Isto já me aconteceu com, por exemplo, Os Pilares da Terra, do Ken Follett, ou O Jogo do Anjo, do Carlos Ruiz Zafón, ambos a constar na minha lista de favoritos de sempre.
The Darkest Minds não foi o caso.

Sou um seguidor assíduo de vários booktubers (a maioria internacionais) e quando ouvi falar deste livro, da sua sinopse e do quão fantástico parecia ser, com uma classificação média de 4.30 no Goodreads, entrou logo para a minha wishlist com as expectativas elevadas.
Estas não foram cumpridas, de todo.

Para começar, terminado o livro (o primeiro de uma trilogia), fico com a sensação de que o potencial da ideia não foi aproveitado da melhor forma. Basicamente, sem querer dar spoilers, o argumento consiste em andar de um lado para outro, parar durante algum tempo e voltar a ir embora.
Não notei grande evolução das personagens, incluindo da própria protagonista, Ruby. Passa grande parte do livro a lamentar o monstro que pensa que é devido ao seu poder e a dizer "É desta que se afastam de mim!". Só no fim é que muda completamente, vítima das circunstâncias, tornando-se numa personagem forte e decidida.
Por outro lado, a verdadeira forma de ser de Clancy estava a ver-se a milhas. O final também deixou a desejar, quer porque esperava um grande twist, algo que não fosse previsível (ouvi tantos OMG!...), quer pela forma claramente apressada em que foi gerido.
Percebo o porquê de algumas pessoas gostarem, mas não faz o meu género de livro.

Classificação: 2/5

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014


O blog Lendo Aprendendo e Vivendo ofereceu-me este selo, o Versatile Blogger Award! Muito obrigado!

As regras ditam que agora devo dizer 7 coisas de que gosto e nomear outros 15 blogs com menos de 200 seguidores. No entanto não conheço assim tantos, pelo que listei apenas 10, portanto aqui vai:

7 coisas de que gosto:

  • Ler (alguma dúvida? :P)
  • Harry Potter
  • Ir ao cinema
  • Escrever
  • Ver algumas (bastantes) séries de TV (algum fã de Once Upon A Time por aí?)
  • Kingdom Hearts
  • Tudo o relacionado com os últimos Romanov

10 blogs nomeados:
Ano novo, design novo!
Já estava cansado do aspecto que este espaço tinha, pelo que decidi mudá-lo a um tema mais minimalista. Espero que seja do vosso agrado!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014


Antes de mais nada, espero que tenham tido uma boa passagem de ano e que 2014 seja um ano repleto de momentos positivos!

Terminado 2013, chegou a altura de registar os resultados do Desafio Literário que me tinha proposto a mim mesmo no início do ano. Consegui cumpri-los todos!

  • Não só ultrapassei o mínimo de leituras que inicialmente me tinha proposto (35), como ainda cheguei a esse número a meio do ano, pelo que aumentei a fasquia para 45 livros. Mesmo assim, consegui ler ainda mais, com um total de 60 leituras, o que torna 2013 o ano em que mais li!
  • Li, não quatro, mas cinco clássicos! Foram eles "Nossa Senhora de Paris" (Victor Hugo), "A Quinta dos Animais" (George Orwell), "Frankenstein" (Mary Shelley), "A Dama das Camélias" (Alexandre Dumas) e "Um Conto de Natal" (Charles Dickens). Ainda li o primeiro terço d"A Divina Comédia" de Dante, correspondente ao Inferno.
  • How many book did I read in English? Well, não foram só dois como me tinha proposto, mas sete: "The Cuckoo's Calling" ("Quando o Cuco Chama", de Robert Galbraith, aka J.K.Rowling), quatro dos cinco livros do Percy Jackson, do Rick Riordan (todos, excepto o segundo, que li em espanhol), "The Ocean at the End of the Lane" (Neil Gaiman) e "James Potter and the Vault of Destinies" (G.Norman Lippert).
  • Li 3 livros de José Saramago: "A Caverna", "O Conto da Ilha Desconhecida" e, aquele de que mais gostei, "Ensaio Sobre a Lucidez".
  • A minha estreia com Gabriel Garcia Marquéz deu-se com "Crónica de uma Morte Anunciada".
  • Já o livro de Mia Couto que li este ano foi "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra".
  • Com todo o gosto reli os quatro últimos volumes da saga Harry Potter, cuja releitura já tinha iniciado em 2012.
  • Já posso dizer que li "O Senhor dos Anéis"! Se bem que reconheço o grande contributo de Tolkien para o género da fantasia, o seu estilo de escrita não é a minha praia... E acho que gosto mais dos filmes (por favor, não me matem!)...
  • Por fim, o desafio mais difícil: comprar, no máximo, 30 livros. Ora, ainda bem que chegou o Natal! Comprei exactamente esse número até o fim de Novembro e em Dezembro os livros que adicionei às minhas estantes foram todos prendas!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Este ano consegui ler 60 livros, mais dezoito do que no ano passado, pelo que podem imaginar o quão difícil foi escolher (e ordenar) os dez melhores... 
As quatro releituras (correspondentes aos últimos quatro volumes do Harry Potter) não fazem parte da seguinte lista por motivos óbvios :P

10. Nossa Senhora de Paris (Victor Hugo)

9. A Rapariga que Roubava Livros (Markus Zusak)

8. Joyland (Stephen King)

7. A Cúpula (Stephen King)

6. Quando o Cuco Chama (Robert Galbraith, aka J.K.Rowling)

5. Em Parte Incerta (Gillian Flynn)

4. As Horas Distantes (Kate Morton)

3. Messias (Boris Starling)

2. Inferno (Dan Brown)

1. The Secret Keeper (Kate Morton)


Resta-me desejar-vos um excelente 2014, cheio de saúde, paz, alegria e, claro, muitas leituras!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Com 2013 prestes a terminar, chega a altura, tal como manda a tradição, de fazer o balanço deste ano que passou.
Começo assim por escolher os dez filmes que vi e que mais gostei (alguns não estrearam este ano).

10. The Perks Of Being A Wallflower

9. Monsters University

8. Argo

7. Skyfall

6. O Hobbit: A Desolação de Smaug

5. A Vida de Pi

4. Frozen

3. Raptadas

2. Os Miseráveis

1. Os Jogos da Fome: Em Chamas

Viram algum destes? Recomendam mais algum?
Amanhã será a vez dos livros :)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013


Apesar do blog andar desactualizado, não podia deixar de passar por cá para desejar a todos um Feliz Natal!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dias, semanas, meses(!) passaram desde o meu último post no blog... Por isso, que melhor forma de retomá-lo do que respondendo a tags de um dos meus hobbies preferidos?
Seguem-se portanto as minhas respostas à tag criada pelo blog Chaise Longue

1 – Qual foi o primeiro clássico que leste?
Muito provavelmente O Principezinho.

2- E o último?
A Dama das Camélias.

3 - Qual o teu clássico favorito?
Jane Eyre, seguido muito de perto de Anna Karénina e dO Retrato de Dorian Gray.

4 - Qual o que menos gostas? 
A Metamorfose, sem dúvida.

5 - Qual tens vergonha de ainda não teres lido. 
Os Miseráveis, de Victor Hugo. Depois de ter adorado o musical (tanto o filme como no teatro), quero muito ler a obra original, mas a minha edição do livro, que já andava na prateleira dos meus avôs na altura em que o meu pai era criança, tem as letras tão pequeninas...

6 - Qual tens vergonha de não teres gostado.
Oxalá tivesse gostado mais de Emma, da Jane Austen... É por isso que estou algo receoso de ler o Orgulho e Preconceito.

7 - Autor clássico preferido de todos os tempos. 
Como não existe (ainda) nenhum autor repetente nas minhas leituras de clássicos, apenas posso dizer que aqueles que mais vontade tenho de ler novamente são Victor Hugo e Tolstoi.

8 - Que autor clássico abominas ou menos gostas? 
Kafka. Além dA Metamorfose, também li Descrição de uma Luta e gostei ainda menos...

9 – Qual o clássico que mais orgulho tens em ter lido.
Anna Karénina. 

10 - Qual o teu clássico infantil preferido? 
Não me lembro de ter lido muitos clássicos infantis, pelo que a minha resposta vai novamente para O Principezinho.

11- Quantos clássicos leste este ano? 
Na íntegra, foram quatro: Nossa Senhora de Paris, A Quinta dos Animais, Frankenstein e A Dama das Camélias. Ainda cheguei a ler o primeiro terço dA Divina Comédia, a parte correspondente ao Inferno.

12 - Mas afinal gostas ASSIM tanto de Clássicos?
Pode dizer-se que sim. Se sobrevivem a inúmeras gerações, merecem ser lidos com certeza :)

domingo, 14 de julho de 2013


Novo livro da J.K.Rowling! E não, não é "Uma Morte Súbita"! É mesmo um NOVO livro! E até já foi lançado em inglês!
Acabou de ser revelado que publicou em Abril um policial intitulado "The Cuckoo's Calling" sob o pseudónimo de Robert Galbraith!

A verdadeira identidade foi revelada ao The Sunday Times por Peter Millican, de Oxford, e Patrick Juola, da Duquesne University, dois peritos linguísticos independentes que estudaram num programa as semelhanças entre os livros publicados pela J.K.Rowling e alguns livros policiais:
"Foi algo revelador, o facto da escrita em «The Cuckoo's Calling» estar significativamente mais próxima a «Uma Morte Súbita» ou mesmo a «Harry Potter e os Talismãs da Morte» do que a outros policiais".

Por outro lado, confrontada com estas suspeitas, a própria escritora confessou o seu crime:
"Esperava manter este segredo mais um pouco. Ser Robert Galbraith tem sido uma experiência tão libertadora. Tem sido maravilhoso poder publicar sem qualquer histeria ou expectativas e pelo puro prazer de obter feedback sob um nome diferente."

Os boatos de que estaria a escrever um policial não são novidades, tendo-se arrastados desde 2007, e, ao contrário do que aconteceu com "Uma Morte Súbita", este tem conseguido excelentes críticas, tendo até uma pontuação média de 4.02 estrelas no Goodreads, baseando-se em 90 pontuações.

Eis a sinopse:
"Após perder a perna numa mina terrestre no Afeganistão, Cormoran Strike dificilmente sobrevive como detective privado. Strike reduziu-se a um só cliente e os credores estão a ligar. Acabou também há pouco tempo com a sua namorada e está a viver no seu escritório. É então que John Bristow entra pela porta adentro com uma história surpreendente: a irmã, a modelo lendária Lula Landry, conhecida pelos seus amigos como o cuco, morreu alguns meses antes. A policia afirmou ter sido um caso de suicídio, mas John recusa-se a acreditar nisso. O caso mergulha Strike no mundo das belezas multimilionárias, dos namorados de estrelas de rock e dos designers desesperados, e apresenta-lhe todas as formas do prazer, da sedução e da mentira conhecidas pelo homem.
Podes achar que sabes tudo sobre detectives, mas nunca conheceste ninguém como Strike.
Podes achar que sabes tudo sobre os ricos e famosos, mas nunca os viste numa investigação deste tipo."

Todavia este não é o fim de Robert Galbraith, uma vez que a sequela, o segundo livro da série, será publicado já no próximo ano!
Resta aguardar pela tradução portuguesa!

domingo, 5 de maio de 2013

Qual força que as tempestades não conseguem despistar,
Tal é o elo impossível de quebrar,
Aquela que a minha memória nunca conseguirá deixar para trás,
Que guarda a minha alma no seu pensamento.

Um ombro amigo firme e suave,
Um apoio que não atende a motivos,
Uma guia eterna.

Qual fortuna da vida,
Minha mãe para todo o sempre.

sábado, 2 de março de 2013

Vulgar é um odor infecto que trepa às mais altas montanhas,
Um encalço corrupto cujas pegadas deixam vestígios
Que são levados pelo vento para as planícies.

Um palavreado de faz-de-conta que se repete
Intercalando orações sinónimas umas das outras
Num abismo de senhorios falaciosos
Que esmagam àqueles cujo poder arrendaram
Em tempos de democratismos condicionados.


**************


Já o disse Saramago:

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pouco mais de 48 horas separam-nos do início daquela que provavelmente é a cerimónia mais importante do mundo da Sétima Arte. Os prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, mais conhecidos como Óscares, serão entregues desta vez numa gala cujo cargo de anfitrião recai no criador da polémica série de sucesso "Family Guy", Seth MacFarlane, e que, entre alguns segredos, promete trazer ao palco alguns momentos musicais, como é o caso de Adele, que deverá interpretar "Skyfall", nomeada (e provável vencedora) à categoria de Melhor Canção Original, Norah Jones, Barbra Streisand ou até mesmo o elenco d"Os Miseráveis".
Como é habitual, o evento será transmitido em Portugal pela TVI, iniciando-se à 01:30 da noite de domingo para segunda-feira. 

Ao contrário das edições anteriores, este ano não vi a maioria dos principais filmes nomeados, pelo que as minhas apostas estão restritas às categorias sobre as quais posso ter uma opinião válida.

Melhor Actor Principal: Daniel Day-Lewis ("Lincoln");
Melhor Actriz Secundária: Anne Hathaway ("Os Miseráveis");
Melhor Filme de Animação: "Força Ralph!";
Melhor Fotografia: "A Vida de Pi";
Melhor Guarda-Roupa: "Anna Karenina";
Melhor Montagem: "A Vida de Pi";
Melhor Caracterização: "Os Miseráveis";
Melhor Canção Original: "Skyfall";
Melhor Banda Sonora: "Anna Karenina";
Melhor Direcção Artística: "Os Miseráveis";
Melhor Curta-Metragem de Animação: "Paperman";
Melhores Efeitos Especiais: "A Vida de Pi".

Por quem estão a torcer? Irão ver a cerimónia em directo?

Concordam com Emma Fitzpatrick no seguinte vídeo? Deve a Anne Hathaway ganhar?


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Acabou de ser revelada há momentos a capa da edição americana do novo livro de Dan Brown, "Inferno", cujo lançamento em inglês está agendado para 14 de Maio e que traz novamente como protagonista o simbologista Robert Langdon. Prevê-se que chegue a Portugal em Julho.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Na data em que se celebra o 84º aniversário da independência desse Estado que é o Vaticano, aquela diminuta e particularmente humilde cidade que nasceu no interior de Roma, que inspira a mensagem de Jesus Cristo, aquela cujas entidades diariamente fazem tudo para demonstrá-lo, servos da justiça e da igualdade, o Santo Papa anunciou que prefere ascender aos céus tranquilo e sem problemas, tendo solicitado a reforma antecipada à semelhança de Celestino V em 1294 ou, mais recentemente, a de Gregório XII em 1409, há aproximadamente seis séculos, mais coisa menos coisa. Assegura sentir “o peso do cargo”, o que é compreensível. Basta olhar para estas fotografias, nas quais “carrega” tanta simplicidade.

Entre outras coisas, deixa assim ao seu sucessor, ainda por determinar e por ventura tão ilustre como ele, um presépio que afinal não incluía animais e uma renovação do prazo de validade da condenação aos métodos contraceptivos (cuja assinatura data de há 40 anos). 
Deixa igualmente no seu legado uma condenação ao matrimónio entre pessoas do mesmo sexo e até um documento que proíbe clérigos que, apesar de dispostos a cumprir o celibato, sejam homossexuais (conforme o direito à igualdade e ao amor pelo próximo). 
Por outro lado, porque é necessário deixar certa margem de liberdade a estes representantes de Deus na Terra, deixa algumas cartas que permitem actos extremos de “amor” aos mais pequenos. Acima de tudo, é fundamental possuir uma mente aberta nos dias que correm… 

Resta agora saber o que fará Bento XVI com a sua conta no Twitter e com o iPod…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Pedro Pacheco, do blog Nom Nom Livros, ofereceu-me mais um selo, desta vez denominado 2013 Literário, cujo objectivo é incentivar a leitura. Mais uma vez, obrigado!
As regras são muito simples:
  • Indicar, no mínimo, dois livros que gostaste de ler em 2012 (sem limite máximo).
  • Indicar pelo menos três livros que desejas ler em 2013 (sem limite máximo).
  • Oferecer o selo a mais 10 pessoas para dar sequência a este projecto.

Ao primeiro ponto, já respondi quando criei o meu TOP 2012. Dos 42 livros lidos, os meus favoritos foram "O Inverno do Mundo" (Ken Follett), "Anna Karérina" (Lev Tolstoi), "O Jogo do Anjo" (Carlos Ruiz Zafón) e "O Jardim dos Segredos" (Kate Morton).


Em relação a este ano, alguns dos livros que desejo ler são:
  • "Inferno", de Dan Brown;
  • "Os Miseráveis", de Victor Hugo;
  • "Ensaio sobre a Lucidez", de José Saramago;
  • "The Secret Keeper", da Kate Morton;
  • "Depois", da Rosamund Lupton;
  • A saga d"As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley.

 Por último, ofereço este selo às seguintes pessoas:

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Este blog recebeu, da parte do Pedro Pacheco (Nom Nom Livros) um Liebster Award! Antes de mais, muito obrigado!
Mas afinal em que consiste este prémio? Ora, é um selo criado para promover blogues com menos de 200 seguidores e que segue o seguinte conjunto de regras:
  • Listar 11 factos sobre nós;
  • Responder às 11 perguntas atribuídas;
  • Nomear 11 bloggers com 200 ou menos seguidores, colocando o link dos respectivos blogs e avisando-os;
  • Fazer 11 novas perguntas para esses mesmos bloggers.
Sendo assim, seguem-se as minhas respostas:
  • 11 factos sobre mim:
    • Sou espanhol;
    • Vim viver para Portugal quando tinha 7 anos;
    • A par dos livros, adoro cinema;
    • Não gosto de ir para noitadas em discotecas e festas;
    • O meu primeiro grande concerto foi o da Madonna, no ano passado;
    • Gostava de viver em Londres;
    • Tenho duas gatas e um pombo que se dão às mil maravilhas!
    • O meu primeiro blog foi o HPImagens, dedicado a Harry Potter;
    • Tenho uma carta da J.K.Rowling;
    • Não gosto de futebol;
    • A minha série de televisão favorita é Once Upon A Time.  

  • Respostas às perguntas do Pedro:
    1- Como descreverias a tua vida em 3 palavras?
    Tranquila, organizada e familiar.

    2- Qual o livro que mais te marcou?
    A esta questão tenho que responder, não com um livro, mas com uma saga: a do Harry Potter. Acredito que estes livros ajudaram muito a formar a minha personalidade, tendo-me acompanhado ao longo de toda a minha adolescência e sido os alicerces do meu enorme interesse pela leitura e pela escrita. É provável que, sem as palavras da J.K.Rowling, este blog nem sequer existisse!

    3- Qual o primeiro livro que te lembras de ler?
    "Harry Potter e a Pedra Filosofal".

    4- Se te deixassem numa ilha deserta onde poderias levar 7 livros, que livros levavas?
    A resposta óbvia seriam os 7 livros do Harry Potter mas, para diversificar os autores, levaria apenas os dois últimos e os seguintes: "Anjos e Demónios" (Dan Brown), "Os Pilares da Terra" (Ken Follett), "Nossa Senhora de Paris" (Victor Hugo), "As Dez Figuras Negras" (Agatha Christie) e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (José Saramago).

    5- Qual o teu vilão literário favorito?
    Bellatrix Lestrange.

    6- Se pudesses reencarnar como um animal, qual seria e porquê?
    Reencarnaria como uma águia, dado que é uma ave que sempre me fascinou. Não só teria asas para voar pelo mundo fora, como é um animal com uma figura majestosa.
     
    7- Se te dessem a oportunidade de ires a um lugar na Terra de graça, onde ias?
    Ao Parque Temático do Harry Potter em Orlando! Depois, se fosse possível, extendia a viagem a Nova Iorque e Los Angeles. No fim de contas, o mais caro são os bilhetes de avião!

    8- Quantos livros possuis?
    É impossível responder a esta pergunta! São tantos...

    9- Qual o livro que marcou a tua infância e qual o que marcou a tua adolescência?
    Como disse anteriormente, foi com o Harry Potter que surgiu o meu gosto pelos livros, tendo marcado esta saga a minha adolescência. Antes disso, durante a minha infância, não me recordo de nenhum livro em especial que me tenha marcado...

    10- Se te dessem a hipótese de aprender uma língua sabendo que ao final de um mês a saberias fluentemente, que língua aprenderias?
    Tendo em conta a situação actual na Europa, escolheria o alemão. Parece ser difícil e hoje em dia é uma mais valia no mercado de trabalho.

    11- Se pudesses viver num mundo fantástico qualquer, em qual viverias?
    Arriscando tornar-me muito repetitivo, Hogwarts conta como um mundo fantástico?

    • 11 perguntas para os bloggers:
    1. Quais são os teus hobbies?
    2. Qual o motivo que te levou a criar o blog?
    3. Há algum livro que consideres um guilty pleasure? 
    4. E um livro que toda a gente adore excepto tu?
    5. Existe algum livro cujo filme consideres ser melhor?
    6. Se pudesses fazer parte de um livro, que tipo de personagem gostavas de ser?
    7. Se tivesses a oportunidade de viajar no tempo, onde irias?
    8. Que género de livros preferes?
    9. O que pensas do Acordo Ortográfico?
    10. Se conseguisses ressuscitar um escritor, quem seria?
    11. Existe algum livro cujo lançamento aguardes ansiosamente?

      sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

      Pior do que infeliz, é móbil de vergonha observar alguns dos seres que tão evoluídos se auto intitulam a regredir continuamente no tempo, abraçando ideias e conceitos que, à sombra das aparências, se encontram baseadas na desigualdade, no ódio, na injustiça. 

      São mentes surdas que não ouvem as vozes das vítimas do passado, clones no presente de um motor que deixa escoar lentamente gotas de óleo inquino em estradas pelas quais outros conduzem, estas vidas que acabam por sofrer os efeitos colaterais desse vácuo respeito. 

      Em pleno século XXI, idade em que o mundo aclama fazer parte de uma aldeia global, em que muitos se deslocam sem fronteiras, não se compreendem certos nacionalismos exacerbados!

      Em pleno século XXI, depois da 1ªGuerra Mundial, de uma 2ªGrande Guerra, de uma Guerra Fria, da Guerra do Golfo e da Guerra do Iraque (e muitas outras que a extensão destas linhas me obrigam a deixar passar sem pronunciar), qual é a explicação que se mantém erguida em redor dos milhares de corpos que tombam ensanguentados diariamente?

      Em pleno século XXI, onde estão os valores embebidos na religião do respeito e amor ao próximo, onde está a liberdade, quando alguns são rotulados de proscritos?

      Em pleno século XXI, ainda ninguém encontrou o tecido que devia vendar os olhos da Santa Justiça, aquela que já não empunha uma espada mas um envelope cujo conteúdo pesa na balança que segura na outra mão?

      Em pleno século XXI, está para chegar o dia em que o Homo Sapiens Sapiens seja merecedor do seu título.

      quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

       >>> Resultados <<<

      » Ler, pelo menos:
      • 45 livros [60/45]
      • 4 clássicos [5/4]
      • 2 livros em inglês [7/2]
      • 3 livros de Saramago [3/3]
      • 1 livro de Gabriel Garcia Marquez [1/1]
      • 1 livro de Mia Couto [1/1]
      » Acabar a releitura da saga Harry Potter [4/4]
      » Ler a trilogia dO Senhor dos Anéis [3/3]

      » Comprar menos de 30 livros [30/30]

      domingo, 30 de dezembro de 2012

      Com 42 livros lidos, 2012 foi um ano de excelentes leituras, de tal forma que não consegui escolher apenas dez que merecessem constar nesta lista!

      Eis portanto a lista dos 15 livros que mais prazer tive em ler (não inclui releituras):

      15. A Culpa é das Estrelas (John Green)

      14. O Nome do Vento (Patrick Rothfuss)

      13. Os Reinos do Caos (George R. R. Martin)

      12. Os Jogos da Fome (Suzanne Collins)

      11. Uma Morte Súbita (J.K. Rowling)

      10. Herança (Christopher Paolini)

      9. Sonho Febril (George R. R. Martin)

      8. Aurora Boreal (Asa Larsson)

      7. Irmã (Rosamund Lupton)

      6. As Intermitências da Morte (José Saramago) 

      5. Kafka à Beira-Mar (Haruki Murakami)

      4. O Jardim dos Segredos (Kate Morton)

      3. O Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Zafón)

      2. Anna Karenina (Lev Tolstoi)

       1. O Inverno do Mundo (Ken Follett)


      Desejo assim boas entradas em 2013 e que este novo ano seja repleto de saúde, sonhos realizados, bons momentos e excelentes leituras!

      Pesquisar