terça-feira, 13 de março de 2012

Uma mancha preta no papel em branco,
Tinta solta de uma antiga esferográfica.
No centro, linhas compõem rectas e rectas criam quadrados
E tantas outras figuras sem nexo.

Os segundos sucedem-se entre si, um atrás do outro,
Passam minutos e a seguir horas,
E pouco a pouco completam-se desenhos,
Imagem fotografada do que a mente vai perfilhando,
De tudo o que é nada e do nada que é tudo,
Tal a extensão do que olhos divisam no universo.

sábado, 25 de fevereiro de 2012


Melhor Filme: O Artista [ACERTEI]
Melhor Actor Principal: Jean Dujardin (O Artista) [ACERTEI]
Melhor Actriz Principal: Meryl Streep (A Dama de Ferro) [ACERTEI]
Melhor Actriz Secundária: Bérénice Bejo (O Artista)
Melhor Realizador: Michel Hazanavicius (O Artista) [ACERTEI]
Melhor Argumento Original: Meia-Noite em Paris [ACERTEI]
Melhor Fotografia: A Invenção de Hugo [ACERTEI]
Melhor Direcção Artística: Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2
Melhores Efeitos Visuais: Planeta dos Macacos: A Origem
Melhor Caracterização: Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2
Melhor Canção Original: "Man or Muppet" (Os Marretas) [ACERTEI]
Melhor Banda Sonora Original: O Artista [ACERTEI]

Os Oscars 2012 serão transmitidos em directo na TVI a partir da 1:00h da noite de amanhã (de 26 para 27).

Actualização (27/02): 8 certos, 4 errados! :)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Coração frio congelado,
As tuas curtas palavras sangram nos meus ouvidos,
Tingida de escarlate
Aquela ferida que já não tem cura,
Peito em dor,
Lábios tristes,
Olhos fechados.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Em plena época de exames, deparo-me sempre com uma grande dificuldade que é conseguir estudar em casa sem distracções, plenamente concentrado no que estou a fazer, já que, como o meu curso envolve o computador, não posso simplesmente desligá-lo, pelo que a tentação de visitar os sites habituais fica acrescida...
Mas hoje experimentei uma nova técnica: ter música clássica como pano de fundo.
É certo que já tentara várias vezes com as músicas que estão no meu MP3, mas saber a letra quase de cor e salteado influenciava negativamente o estudo, mesmo que estivesse a ser ouvida num volume baixo. O mesmo se aplicava a bandas sonoras instrumentais: involuntariamente penso na cena do filme da melodia correspondente.
Já com a música clássica, pûs As Quatro Estações - Inverno, de Vivaldi, a tocar e fui capaz de estudar tudo de uma só vez, sem pausas e totalmente concentrado! Resultou à perfeição!

Uma vez que ponho as mãos no fogo quando digo que não serei certamente o único a sofrer deste "problema", deixo-vos aqui o artigo que me ajudou a chegar a esta solução. Nele encontram-se igualmente outros tipos de música que talvez se possam adaptar melhor a vocês. 
Bons estudos!

sábado, 14 de janeiro de 2012

São inúmeras as vezes que citamos, como se fosse uma lei universal e óbvia, que a liberdade de cada indíviduo é limitada apenas e unicamente quando essa mesma liberdade não se opõe à do próximo. No entanto, será que isto se verifica na sociedade em que vivemos?
O nosso quotidiano está repleto de imposições individuais. Talvez imposições inconscientes ou involuntárias, mas mesmo assim imposições, dado que tentam conduzir-nos numa dada corrente.
Existem vários exemplos que nem sequer requerem uma apresentação, uns mais particulares do que outros, desde superficialidades a factores mais relevantes e marcantes, mas todos eles reunem-se em comunhão com o velho provérbio de que "se não podes vencê-los, junta-te a eles". Ou pelo menos tenta disfarçar...
Afinal de contas, ser diferente deve ser mesmo um defeito. Caso contrário, partindo da premissa de que são sinceras quando apregoam que o direito à liberdade é um facto não propenso a discussão, não se justifica a existência dessa monstruosidade que é a discriminação, acto esse que pode chegar a ser tão subtil que não precisa sequer de palavras para ser notado. Apenas um ligeiro gesto ou virar de costas serve.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


Espero que gostem! Fico à espera das vossas opiniões e críticas (construtivas, claro!).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012



Fotografias tiradas na Galiza :)

Podem ver mais no DeviantArt...

domingo, 1 de janeiro de 2012

 >>> Resultados <<<

- Ler, pelo menos:
» 35 livros; [42/35]
» 3 clássicos; [4/3]
» 3 livros em inglês; [3/3]
» 2 livros de Saramago; [1/2]
» 2 policiais de um autor desconhecido por mim; [3/2]
» 1 livro de Tolstoi; [1/1]
» 1 livro de Haruki Murakami; [1/1]

- Reler a saga "Harry Potter"; [3/7]
- Terminar "A Saga do Assassino", de Robin Hobb; [3/3]
- Terminar "A Trilogia do Elfo Negro", de R.A. Salvatore; [2/2]
- Ler todos os livros já publicados d"O Cemitério dos Livros Esquecidos", de Carlos Ruiz Zafón; [2/2]
- Ler a trilogia d"Os Jogos da Fome", de Suzanne Collins; [3/3]

- Comprar menos de 30 livros. [26/30]

sábado, 31 de dezembro de 2011

Desejo a todos os visitantes deste blog um
Próspero Ano 2012!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

No que se refere a livros, este ano foi um sucesso!
Em primeiro lugar, com 42 livros terminados, completei com sucesso o desafio que me tinha proposto a mim mesmo através do Goodreads: ler, pelo menos, 40 livros.
Por outro lado, e mais importante do que um número, não tive quase nenhuma decepção! Obviamente houve alguns de que gostei mais do que outros, mas, à excepção do "L.A. Confidential", não senti qualquer arrependimento de ter investido tempo na leitura de qualquer obra.
2011 também fica marcado como o ano em que devorei e me consagrei definitivamente fã d"As Crónicas de Gelo e Fogo"! Fiquei muito satisfeito em saber que o George R. R. Martin passará por Lisboa em Abril...
Aliás, ele é um dos autores mais lidos deste ano, com 7 livros (volume 3 a 10 da saga), a par com a Agatha Christie (também com o mesmo número de leituras) e José Saramago (4 livros).
Em termos de clássicos, li quatro: "O Grande Gatsby" (F. Scott Fitzgerald), "Emma" (Jane Austen), "O Monte dos Vendavais" (Emily Brontë) e, aquele de que mais gostei, "Jane Eyre" (Charlotte Brontë).
Mas atrás de tudo isto há um ponto negativo: a carteira ficou chateada comigo por estar sempre a pedir-lhe dinheiro. Vejam lá que ainda me guarda rancor das múltiplas visitas à Feira do Livro de Lisboa...

Em modo de conclusão, fica aqui então o meu TOP10 das minhas leituras de 2011:

10. Claraboia (José Saramago)

9. Duas Irmãs, um Rei (Philippa Gregory)
 
8. Morte nas Nuvens (Agatha Christie)

7. Aprendiz de Assassino (Robin Hobb)

6. O Homem Duplicado (José Saramago)

5. A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)

4. A Viagem do Elefante (José Saramago)

3. A Dança dos Dragões (George R. R. Martin)

2. Jane Eyre (Charlotte Brontë)

1. A Glória dos Traidores (George R. R. Martin)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Depois de 3 meses sem visitar uma sala de cinema, hoje finalmente reencontrei-a. E foi um reencontro especial, de certa forma. O próprio filme foi uma viagem ao passado, dado que não era uma estreia no sentido comum da palavra. Aliás, aposto que também não o seria para nenhum de vocês...
Afinal de contas, quem não conhece Simba, Timon ou Pumba? É assim mesmo: fui ver "O Rei Leão" em 3D.

O filme em questão dispensa apresentações. É nada mais, nada menos, do que uma das obras-primas da Disney. Passados 17 anos após a sua primeira apresentação em 1994, a história, as personagens e a música continuam a agradar tanto a gregos e troianos, jovens e graúdos. Prova disso que, na sala de cinema, não havia apenas crianças e os seus respectivos familiares...
Mas porque razão foste ao cinema ver um filme que já viste e que podes ver no conforto da tua casa? Ora, a minha resposta é simples: não se deve ao 3D (que, apesar de cumprir a sua função graças à excelência dos diferentes planos e cores do filme, poderia ser dispensado), mas sim ao facto de que não há nada como vê-lo na tela gigante com as canções que fizeram parte da minha infância a ecoar nas paredes em alto e bom som.

Sim, sem dúvida que foi uma experiência magistral, onde a nostalgia da infância esteve presente durante a cerca de hora e meia que demora o filme. Uma excelente decisão da Disney, re-estrear este seu clássico. Nós, amantes da sua era dourada, agradecemos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

No dia de Natal, este blog completou os 3 anos de existência!
Ao contrário do ano passado, este ano não fui ao cinema tantas vezes como para construir um TOP10 daqueles que foram, para mim, os filmes que mais gostei de ver, não por não serem do meu interesse, mas por não ter tido tanta disponibilidade como desejaria.
Sendo assim, este ano faço dois TOP5 diferentes...

TOP5 de Filmes Vistos

5. Thor

4. Piratas das Caraíbas: Em Estranhas Marés

3. Cisne Negro

2. O Discurso do Rei

1. Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2

Menção Honrosa: José e Pilar


TOP5 dos Filmes de 2011 em Lista de Espera

5. Meia-Noite em Paris

4. Super 8

3. As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne

2. A Pele Onde Eu Vivo

1. Amor, Estúpido e Louco

Menção Honrosa: A Árvore da Vida

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Lembro-me de um Natal, teria eu quatro ou cinco anos, em que queria um robô chamado Emilio. Tenho ainda a sua viva imagem na memória: branco, dois grandes olhos vermelhos num rectângulo preto, umas placas azul e vermelha na cabeça... O Emilio, afirmava o anúncio da televisão, fazia o que desejássemos: trazia-nos o lanche, arrumava o quarto...
Qual foi o meu espanto quando, depois do Pai Natal chegar e ir embora, desci para a minha casa (os meus pais, avisados da eminente chegada do homem de fato vermelho, levaram-me para a casa da nossa vizinha Mercedes, que morava um andar acima do nosso) e reparei que não era nada disso!
Afinal o Emilio era telecomandado... O quarto continuava a ter de ser arrumado por mim...

Uns anos mais tarde, recordo-me de desenvolver uma tese na minha cabeça de criança que explicava como é que o Pai Natal e os Reis Magos (em Janeiro) eram
capazes de entregar todos os presentes a todas as crianças do mundo numa só noite: graças aos seus poderes mágicos, conseguiam parar o tempo! Pois claro...

No 4ºano, quando começaram a surgir algumas dúvidas relativas à existência ou não destas soberanas figuras natalícias, pedi uma prova, pelo que recebi algo que, naquela altura, me pareceu irrefutável: no mesmo envelope doirado em que eu próprio a guardara  com um "Querido Pai Natal" escrito a tinta vermelha, encontrava-se a carta que escrevera no ano anterior. 

Não vale a pena tentar enganar-nos: para uma criança num entorno minimamente razoável, o Natal é, sobretudo, a altura do ano em que o Pai Natal traz os presentes que o recompensam pelo seu bom-comportamento ao longo do ano. Uma criança dificilmente pensa no que está para além do seu horizonte quotidiano...

Mas para alguém que cresceu, alguém cuja criança já só existe num cantinho do seu interior, o Natal possui significados diversos, diferentes consoante os trajectos. 
Alguns seguem estas festas como algo puramente religioso. Outros acham-no um momento em que a hipocrisia das pessoas atinge o seu auge, pois as acções de solidariedade tão características do Natal deviam ocorrer durante todos os dias do ano, não só quando está a acabar...

Se bem que reconheço alguma razão nesta última posição, em particular, para mim, o significado desta época deu uma volta de cento e oitenta graus, principalmente nestes dois últimos meros anos. O facto de ter ido estudar para a capital, a cerca de trezentos quilómetros da minha família, fez-me ver o Natal como uma oportunidade de estar em casa durante algumas semanas e descansar um pouco da atarefada vida da Faculdade, uma oportunidade para matar saudades e dedicar algum tempo a um que outro hobbie que ficou estacionado temporariamente, tentando sempre aproveitar o tempo da melhor forma.

Como disse num outro post, é verdade quando dizem que a vida faz-nos ver as coisas com outros olhos...

Sendo assim, resta-me dar a todos votos de Felizes Festas!

Às pequenas crianças, em cujos rostos vejo a ilusão e feliz inocência que qualquer criança devia ter o direito de possuir, espero que tenham sido boas e que o Pai Natal e os seus duendes vos tragam muitos presentes!
Aos outros, desejo que, seja qual for o significado que esta época tenha para vocês, tenham umas Felizes Festas ao pé daqueles que mais amam, partilhando o tempo com sorrisos e pondo de parte as tristezas, ajudando também, se possível, quem mais precise!

Bom Natal! ;)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando a onda, soldada efémera
vinda do fundo do mar,
jaz moribunda sobre a rocha que atacou,
pensará ela na decisão que tomou?

Ou, pelo contrário, terá sido enganada e humilhada,
empurrada pelas três pontas de Neptuno?

Tomara ela, coitada, conhecer o seu destino,
o fim do cruel caminho,
assim tão bem como o início...

A pena acaso terá valido,
ou em vão terás caido, derramando o teu sal sobre o inimigo?

Morre, pequena, morre...

Finda aos poucos na corrente
e reune-te às águas do passado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ninguém pode ser indiferente a esse desporto que move massas que é o futebol. Se não souberes dos últimos resultados dos jogos ou mesmo quem é o fulano tal que marcou tantos golos, é certo que ficas automaticamente habilitado a passar momentos a apanhar do ar, a ver o tempo passar enquanto um grupo troca impressões eufóricas sobre a última disputa. Existe sempre alguém que te irá dar mentalmente um rótulo após responderes que "não, não tenho nenhuma equipa preferida, não ligo muito ao futebol".

Todavia, no que se refere a conhecimentos básicos, o caso já muda de figura, claro. Aliás, se uma revista fizer uma vídeo reportagem sobre cultura geral a alguns estudantes do Ensino Superior, com questões tão simples como quem pintou a Mona Lisa ou o tecto da Capela Sistina, qual é a capital dos Estados Unidos ou o seu actual presidente, ou ainda qual é a fórmula química da água, os responsáveis serão condenados porque só mostraram as respostas erradas. E já vão com sorte se não tiverem que pagar também uma indemenização às vítimas que viram o seu nome manchado. Vá lá que graças a Deus estas estão dispostas a perdoá-los e a seguir em frente como antes.
Afinal, o objectivo da reportagem era acalmar a sociedade mostrando-lhe que dentro da Casa dos Degredos se encontra a única pessoa do país que pensa que a África é um país da América do Sul, certo?
Por outro lado, acredito que alguns dos entrevistados não tenham ido sequer verificar depois as respostas correctas. Para quê? O mini-quiz já passou...

Este é o tipo de ignorância à qual penso que o título da reportagem alude e que é mais preocupante: a ignorância, não de não saber, mas de não querer saber...
O certo é que a cultura geral é um factor que pode ser limitante, o que se pode revelar um grande impedimento nos dias que correm...

EDITADO: Se a revista Sábado pode ser acusada de mau jornalismo é porque apenas mostrou as respostas erradas e generalizou um universo inteiro de estudantes a partir de uma pequena amostra. Nisso estou de acordo.
Contudo penso que o mais preocupante aqui é o facto de que as reacções a esta reportagem tenham sido, na sua maioria, críticas aos jornalistas, sem pensar: "Ei, talvez o vídeo não esteja totalmente bem construído e o título não seja correcto, mas as pessoas que deram várias respostas erradas não são realmente algo incultas?". Porque não consigo perceber como é que alguém que chega ao Ensino Superior não sabe que a fórmula química da água é H2O (uma das entrevistadas até se desculpa a dizer que não teve nada disso no 10ºano...) ou pensa que a capital de Itália é Milão ou Veneza... É que são perguntas mesmo muito básicas...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pondo de lado o Bieber (-_-'), a letra e o vídeo não são um bocado, não sei, contraditórios?
Quer dizer, cantar:
"I don't want a lot for Christmas,
There is just one thing I need;
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree"

ao mesmo tempo que eles próprios compram tudo e mais alguma coisa num shopping... :S


while(true){

     acordar();
     tomar_pequeno_almoço();
     sair_para_faculdade();
     aulas();
     almoçar();
     aulas();
     regressar_a_casa();
     fazer_trabalhos_e_relacionados();
     jantar();
     if ( ainda_há_trabalhos ) fazer_trabalhos_e_relacionados();
    dormir();

}

sábado, 26 de novembro de 2011

Criei um outro blog, o Miscelâneas Misturadas, que servirá como um local onde irei partilhando vídeos, imagens, artigos, músicas... bem, o que surgir e ache que quero partilhar! Do género da opção que existe no Facebook...
Sintam-se livres de visitá-lo! :)

domingo, 20 de novembro de 2011

Na sequência do resultado das eleições na Espanha, vêm-me à memória as seguintes palavras pronunciadas por José Saramago há alguns anos atrás:


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A cada dia que vou deixando atrás no tempo, a minha mente entra em mutação: o certo passa a ser incerto, os gostos alteram-se, as minhas ideias sobre o mundo modificam-se um pouco, a maneira de pensar passa a ter em conta outros factores até então invisíveis...
Dou por mim a verificar que o que fora um conceito definido desde há muito, preto sobre o branco, permuta em várias cores, transforma-se num cinzento intermédio, qual complexa realidade.

Eis o motivo pelo que aprendi a nunca dizer nunca.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

As folhas deixaram de resistir
Ao forte vento que balanceia feroz os ramos,
Lágrimas geladas em suicidio desde o céu,
Cinzentas nuvens de Outono.


Alguns partem em refugio,
Outros abrigam-se nas esquinas sem tecto.
Alguns detêm o direito ao calor,
Outros o dever de um lugar ao relento.

domingo, 2 de outubro de 2011

Decidi publicar aqui esta novidade (que já tem algumas semanas) para os possíveis interessados que ainda a desconhecem:


"O surpreendente romance inédito de Saramago, um primeiro livro para fechar um círculo perfeito.

A meio deste mês de Outubro [dia 17] será publicado, em Portugal e no Brasil, Claraboia, o romance que José Saramago escreveu antes de entrar num tempo de silêncio que durou quase 20 anos, e que, de alguma maneira, teve a sua origem na falta de respeito com que o autor se sentiu tratado. José Saramago, com 30 anos recém cumpridos, entregou o que supunha vir a ser o seu segundo romance a um amigo, com relações editoriais, que se encarregou de levá-lo a uma editora portuguesa. Que nunca o editou, decisão que Saramago poderia aceitar, mas nunca daquela forma, durante meses e anos não lhe responderam e, para além disso, não devolveram o original. Foi assim até quarenta anos depois, quando recebeu a insólita notícia de que “numa mudança de instalações se havia encontrado um manuscrito e que estariam muito interessados em publicar”. Saramago agradeceu a oferta mas, disse, já não é o momento, já passaram muitos anos. E não quis ver publicada Claraboia em vida, ainda que tenha deixado escrito que os que lhe sobrevivessem poderia fazer o que pensassem conveniente.

E o conveniente é conhecer o primeiro Saramago, o que já era um grande escritor ainda que os meios de comunicação não falassem dele e as editoras recusassem os seus originais. A partir de Outubro, todos os leitores em português terão a possibilidade de desfrutar deste presente, desta pequena e madura jóia. Outros idiomas terão de esperar, ainda que talvez na primavera os leitores em castelhano, catalão e italiano, possam ter oportunidade de ter este livro de Saramago nas mãos, para aumentar a sua bagagem, para disfrutar com a grande literatura.

O Caderno de Saramago junta-se à iniciativa da publicação e cada dia deste mês publicará pequenos fragmentos. Como se de um puzzle se tratasse, sem contar a história que Claraboia narra, simplesmente como forma de estar, para apreciar as palavras, para permitir uma aproximação a um pensamento que já era brilhante e oportuno. E para conhecer a firmeza do seu pulso narrativo, a capacidade de criar personagens, de gozar da beleza da literatura e da vida.

A todos os leitores de Saramago, felicidades por este novo livro. Que foi escrito nos primeiros anos da década de 1950 para ser lido exactamente agora."

in Fundação José Saramago


Por outro lado, os que já aderiram ao ebook já podem ter acesso a esta obra em formato digital pela quantia de 9,46 euros, a partir daqui (onde também podem ler um excerto).

Segue-se a sinopse:

A acção do romance localiza-se em Lisboa em meados do século XX. Num prédio existente numa zona popular não identificada de Lisboa vivem seis famílias: um sapateiro com a respectiva mulher e um caixeiro-viajante casado com uma galega e o respectivo filho – nos dois apartamentos do rés do chão; um empregado da tipografia de um jornal e a respectiva mulher e uma “mulher por conta” no 1º andar; uma família de quatro mulheres (duas irmãs e as duas filhas de uma delas) e, em frente, no 2º andar, um empregado de escritório a mulher e a respectiva filha no início da idade adulta.

O romance começa com uma conversa matinal entre o sapateiro do rés do chão, Silvestre, e a mulher, Mariana, sobre se lhes seria conveniente e útil alugar um quarto que têm livre para daí obter algum rendimento. A conversa decorre, o dia vai nascendo, a vida no prédio recomeça e o romance avança revelando ao leitor as vidas daquelas seis famílias da pequena burguesia lisboeta: os seus dramas pessoais e familiares, a estreiteza das suas vidas, as suas frustrações e pequenas misérias, materiais e morais.

O quarto do sapateiro acaba alugado a Abel Nogueira, personagem para o qual Saramago transpõe o seu debate – debate que 30 anos depois viria a ser o tema central do romance O Ano da Morte de Ricardo Reis – com Fernando Pessoa: Podemos manter-nos alheios ao mundo que nos rodeia? Não teremos o dever de intervir no mundo porque somos dele parte integrante?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Por meio da Leitora da Atmosfera dos livros, fiquei a conhecer este questionário literário, o qual decidi partilhar e responder.

1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Sou grande fã da saga "Harry Potter", portanto os seus livros é uma resposta óbvia. Outros? Talvez os de Dan Brown...

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Que eu me lembre não. Mas houve sim pelo menos um do qual desisti e nunca mais mexi: "Jim, o Sortudo" de Kingsley Amis. Não fui capaz de chegar a metade do livro...

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Mais uma vez, "Harry Potter" xD

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Gostava de ler, por curiosidade, "O Senhor dos Anéis". Todavia, a leitura d"O Hobbit" não me satisfez o suficiente, pois pareceu-me que a acção desenrolou-se muito lentamente, com descrições dos detalhes muito extensas. E como não gosto muito dos filmes...

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
"Memorial do Convento" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (José Saramago), "O Retrato de Dorian Gray" (Oscar Wilde) e "As Dez Figuras Negras" (Agatha Christie).

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Até a leitura de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", pouco tempo após a estreia do filme, os livros só serviam para acumular pó nas estantes. Não gostava de ler, simplesmente. Foi esta saga que me abriu os horizontes, aquela que me fez adquirir hábitos de leitura.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Nas raras ocasiões que me emprestam um livro, leio-o até o fim, por mais chato que me possa parecer. No entanto, fora esses casos, existem alguns que servem de resposta a esta questão: "Amanhecer" (Stephenie Meyer), por ser o último da saga, e "Os Maias" (Eça de Queirós), por ser de leitura obrigatória no 11ºano - sim, enchi-me de vontade e li-o até ao fim...

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Saga "Harry Potter", "Os Pilares da Terra" (Ken Follett), saga "As Crónicas de Gelo e Fogo" (George R. R. Martin), "Os Homens Que Odeiam as Mulheres (Stieg Larsson), "Ensaio Sobre a Cegueira" (José Saramago), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (José Saramago), "Anjos e Demónios" (Dan Brown), "As Dez Figuras Negras" (Agatha Christie)...

9. Que livro estás a ler neste momento?
"A Profecia de Istambul", de Alberto S. Santos.

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
Podes ser tu, se quiseres ;)

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