sábado, 26 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Dou por mim a verificar que o que fora um conceito definido desde há muito, preto sobre o branco, permuta em várias cores, transforma-se num cinzento intermédio, qual complexa realidade.
Eis o motivo pelo que aprendi a nunca dizer nunca.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011

A meio deste mês de Outubro [dia 17] será publicado, em Portugal e no Brasil, Claraboia, o romance que José Saramago escreveu antes de entrar num tempo de silêncio que durou quase 20 anos, e que, de alguma maneira, teve a sua origem na falta de respeito com que o autor se sentiu tratado. José Saramago, com 30 anos recém cumpridos, entregou o que supunha vir a ser o seu segundo romance a um amigo, com relações editoriais, que se encarregou de levá-lo a uma editora portuguesa. Que nunca o editou, decisão que Saramago poderia aceitar, mas nunca daquela forma, durante meses e anos não lhe responderam e, para além disso, não devolveram o original. Foi assim até quarenta anos depois, quando recebeu a insólita notícia de que “numa mudança de instalações se havia encontrado um manuscrito e que estariam muito interessados em publicar”. Saramago agradeceu a oferta mas, disse, já não é o momento, já passaram muitos anos. E não quis ver publicada Claraboia em vida, ainda que tenha deixado escrito que os que lhe sobrevivessem poderia fazer o que pensassem conveniente.
E o conveniente é conhecer o primeiro Saramago, o que já era um grande escritor ainda que os meios de comunicação não falassem dele e as editoras recusassem os seus originais. A partir de Outubro, todos os leitores em português terão a possibilidade de desfrutar deste presente, desta pequena e madura jóia. Outros idiomas terão de esperar, ainda que talvez na primavera os leitores em castelhano, catalão e italiano, possam ter oportunidade de ter este livro de Saramago nas mãos, para aumentar a sua bagagem, para disfrutar com a grande literatura.
O Caderno de Saramago junta-se à iniciativa da publicação e cada dia deste mês publicará pequenos fragmentos. Como se de um puzzle se tratasse, sem contar a história que Claraboia narra, simplesmente como forma de estar, para apreciar as palavras, para permitir uma aproximação a um pensamento que já era brilhante e oportuno. E para conhecer a firmeza do seu pulso narrativo, a capacidade de criar personagens, de gozar da beleza da literatura e da vida.
A todos os leitores de Saramago, felicidades por este novo livro. Que foi escrito nos primeiros anos da década de 1950 para ser lido exactamente agora."
Segue-se a sinopse:
A acção do romance localiza-se em Lisboa em meados do século XX. Num prédio existente numa zona popular não identificada de Lisboa vivem seis famílias: um sapateiro com a respectiva mulher e um caixeiro-viajante casado com uma galega e o respectivo filho – nos dois apartamentos do rés do chão; um empregado da tipografia de um jornal e a respectiva mulher e uma “mulher por conta” no 1º andar; uma família de quatro mulheres (duas irmãs e as duas filhas de uma delas) e, em frente, no 2º andar, um empregado de escritório a mulher e a respectiva filha no início da idade adulta.
O romance começa com uma conversa matinal entre o sapateiro do rés do chão, Silvestre, e a mulher, Mariana, sobre se lhes seria conveniente e útil alugar um quarto que têm livre para daí obter algum rendimento. A conversa decorre, o dia vai nascendo, a vida no prédio recomeça e o romance avança revelando ao leitor as vidas daquelas seis famílias da pequena burguesia lisboeta: os seus dramas pessoais e familiares, a estreiteza das suas vidas, as suas frustrações e pequenas misérias, materiais e morais.
O quarto do sapateiro acaba alugado a Abel Nogueira, personagem para o qual Saramago transpõe o seu debate – debate que 30 anos depois viria a ser o tema central do romance O Ano da Morte de Ricardo Reis – com Fernando Pessoa: Podemos manter-nos alheios ao mundo que nos rodeia? Não teremos o dever de intervir no mundo porque somos dele parte integrante?
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Sou grande fã da saga "Harry Potter", portanto os seus livros é uma resposta óbvia. Outros? Talvez os de Dan Brown...
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Que eu me lembre não. Mas houve sim pelo menos um do qual desisti e nunca mais mexi: "Jim, o Sortudo" de Kingsley Amis. Não fui capaz de chegar a metade do livro...
3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Mais uma vez, "Harry Potter" xD
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Gostava de ler, por curiosidade, "O Senhor dos Anéis". Todavia, a leitura d"O Hobbit" não me satisfez o suficiente, pois pareceu-me que a acção desenrolou-se muito lentamente, com descrições dos detalhes muito extensas. E como não gosto muito dos filmes...
5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
"Memorial do Convento" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (José Saramago), "O Retrato de Dorian Gray" (Oscar Wilde) e "As Dez Figuras Negras" (Agatha Christie).
6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Até a leitura de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", pouco tempo após a estreia do filme, os livros só serviam para acumular pó nas estantes. Não gostava de ler, simplesmente. Foi esta saga que me abriu os horizontes, aquela que me fez adquirir hábitos de leitura.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Nas raras ocasiões que me emprestam um livro, leio-o até o fim, por mais chato que me possa parecer. No entanto, fora esses casos, existem alguns que servem de resposta a esta questão: "Amanhecer" (Stephenie Meyer), por ser o último da saga, e "Os Maias" (Eça de Queirós), por ser de leitura obrigatória no 11ºano - sim, enchi-me de vontade e li-o até ao fim...
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Saga "Harry Potter", "Os Pilares da Terra" (Ken Follett), saga "As Crónicas de Gelo e Fogo" (George R. R. Martin), "Os Homens Que Odeiam as Mulheres (Stieg Larsson), "Ensaio Sobre a Cegueira" (José Saramago), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (José Saramago), "Anjos e Demónios" (Dan Brown), "As Dez Figuras Negras" (Agatha Christie)...
9. Que livro estás a ler neste momento?
"A Profecia de Istambul", de Alberto S. Santos.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
Podes ser tu, se quiseres ;)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
10 anos depois, esse jovem já não tem 9 anos, tem 19...Termina hoje a saga cujos livros e filmes aguardei com tanto fervor, entusiasmo e emoção.
Termina hoje a saga que me concebeu o gosto pela leitura e pela escrita.
Termina hoje a saga que me fez conhecer novas pessoas.
Termina hoje uma caminhada de dez anos ao lado de personagens impossíveis de esquecer.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
30 de Novembro de 2001. No início do fim-de-semana, convence os pais a leva-lo ao cinema. Porém, uma multidão organizada em filas ocupa todo o piso da bilheteira, atingindo as escadas e parte do rés-do-chão, centenas de pessoas impacientes à espera da sua vez para comprar os seus bilhetes. Nas paredes vêm-se gigantescos pósters em tons de azul das personagens principais: um rapaz com óculos cujo nome dá título ao filme, uma rapariga com livros nos braços e um jovem ruivo, uma bruxa de vestes verdes-esmeraldas com o característico chapéu de bico na cabeça, um homem forte de casaco castanho, outro de rosto sombrio cujo cabelos oleosos são tão negros quanto a sua túnica e, por último, um sábio feiticeiro que lembra Merlin, com as suas longas barbas brancas e os seus óculos de meia-lua. Felizmente (e por pouco), ainda consegue obter bilhetes para uma das sessões do dia seguinte.
Assim sendo, por fim, no Domingo dia 2 de Dezembro à tarde, essa criança de 9 anos senta-se numa das muitas cadeiras da sala, olhos virados para o grande ecrã.
As luzes apagam-se.
A magia vai começar.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
4.
«If you want to know what a man's like, take a good look at how he treats his inferiors, not his equals.»
3.
«After all, to the well-organized mind, death is but the next great adventure.»
2.
«It is our choices that show what we truly are, far more than our abilities.»
1.
«After all this time?»
«Always.»
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Estou emocionada em dizer que agora posso-vos dar algo único. Uma experiência de leitura online diferente de qualquer outra. Chama-se Pottermore. É a mesma história, com algumas adições cruciais, a mais importante vocês. Tal como a experiência de ler necessita que a imaginação do autor e do leitor trabalhem juntas para criar a história, será o Pottermore que será construído, em parte, por vocês, leitores. A geração digital terá condições de usufruir de uma experiência online de leitura segura, única e construída em torno dos livros de Harry Potter. Pottermore será o lugar em que os fãs de qualquer idade poderão partilhar, participar e redescobrir as histórias. Também será o lugar exclusivo para comprar os audiobooks e, pela primeira vez, os eBooks da saga Harry Potter.
Também eu estarei envolvida, pois partilharei informações adicionais que estive a guardar durante anos sobre o mundo de Harry Potter.
Pottermore estará aberto a todos a partir de Outubro, mas poucos sortudos poderão entrar mais cedo e ajudar a moldar a experiência. Simplesmente siga a coruja. Boa sorte!"
Ainda no comunicado de imprensa é possível ler o seguinte:
"No novo site, a história será trazida à vida com novas ilustrações e 'Momentos' interactivos com os quais será possível navegar, começando pelo primeiro livro, "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Ao entrares, escolhes o teu username mágico e inicias a experiência.
À medida que te moves pelos capítulos, podes ler e partilhar escritos exclusivos da J.K.Rowling e, tal como o Harry, também tu podes fazer parte de Hogwarts. Poderás visitar a Diagon Alley, ser escolhido para uma equipa de Hogwarts, lançar feitiços e misturar poções para ajudar a tua equipa na competição pela Taça da Equipa.
Numa conferência de imprensa no Victoria & Albert Museum em Londres, Rowling revelou algumas chaves-extras do site. Num anúncio que irá entusiasmar os fãs, descreveu como trouxe à vida a partir dos livros as experiências do Chapéu Seleccionador e do Ollivanders para o Pottermore, revelando as questões perguntadas pelo Chapéu (que coloca os novos estudantes nas equipas de Hogwarts consoante as suas características) e a magia por trás da Escolha da Varinha (que encontra a varinha mais adequada para cada utilizador, com mais de 33 mil combinações possíveis). Ela também revelou pistas das novas informações relativas a algumas das personagens mais amadas."
Seguem-se por fim algumas imagens do que está por vir:




terça-feira, 21 de junho de 2011
Mas então porquê falo dos benefícios do fracasso? Simplesmente porque fracassar significa despir-se do supérfluo. Deixei de fazer de conta a mim própria que era outra pessoa diferente de mim mesma, e passei a direccionar toda a minha energia na conclusão do único trabalho que me era importante. Tivesse eu tido êxito em qualquer outra coisa e talvez nunca tivesse encontrado a determinação em ser bem sucedida na área a que acreditava pertencer realmente. Fui colocada em liberdade, porque o meu maior medo tinha-se concretizado e continuava viva (...). E assim o fundo do poço tornou-se numa base sólida na qual reconstrui a minha vida.
Poderás nunca falhar na escala em que eu o fiz, mas alguma derrota na vida é inevitável. É impossível viver sem falhar em qualquer coisa, a não ser que se viva com tamanha precaução que faça com que não se esteja a viver realmente, o que constitui em qualquer caso um fracasso. (...)"
sexta-feira, 17 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
No entanto, passado um par de meses, a minha opinião mudou em certos aspectos, na medida em que já não me é assim tão estranha. Como disse na altura, é capaz de ter sido pelo facto de estar à espera de algo mais acústico, o que veio a ser confirmado pela The Country Road Version, da qual gosto particularmente mais.
Todavia, agora que adquiri e ouvi todas as faixas do cd, posso estar satisfeito, já que não me desiludiu. Obviamente tenho as minhas músicas preferidas. São elas:
4. Bloody Mary
3. Judas
2. The Edge of Glory
1. You and I
Já agora, aqui fica também para ouvirem Born This Way (The Country Road Version):
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Ainda bem que acaba já neste fim-de-semana, porque, em apenas 3 visitas, levei para casa 11 livros, mais dois que foram de oferta!
Para os curiosos, cá estão:

segunda-feira, 2 de maio de 2011
Se há coisa que a minha cabeça não compreende é como é que algumas pessoas repreendem plenamente os Estados Unidos pelo facto de ter sido morto, e não capturado vivo, sem direito a um julgamento, como prevêem os Direitos Humanos...
Julgamento!? Direitos Humanos!? Que julgamento aguardaria ao maior terrorista das últimas duas décadas? Pior: que direito alegaria possuir o supremo responsável pela morte de milhões e milhões de inocentes em atentados, que os inibiu da Vida?
Não tenho nenhum problema em dizê-lo: fiquei muito satisfeito com este ponto final definitivo na sua vida. Valia muito mais morto do que vivo. Pelo menos pelas suas próprias mãos, morto já não faz mal a ninguém de certeza...
domingo, 1 de maio de 2011
Pena que nem todos sejam como dizem ser,
que não mostrem o seu verdadeiro eu,
e pela calada ataquem com sorrisos envenenados,
de malícia e falsidade.
Pena que esse tempo perdido não tenha tido garantia para poder ser devolvido,
que se encontre fora do prazo de uso para poder ser retribuído.
É pena.
Contudo, não voltará a ser cometido novamente,
nunca o mesmo erro...
Ou será que o engano ressurgirá?
terça-feira, 19 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
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