terça-feira, 30 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Desejava obter o poder
de apagar o inapagável,
essa voz melancólica invasora
de quando me sinto afastado
estando junto a ti.
Desejava esquecer o inesquecível,
tal é o ciclo doente e vicioso que domina em mim.
Apagar-te é uma cura que nada nem ninguém
está apto a receber,
quanto mais deixar-te atrás,
abandonada no puro e mero esquecimento.
de apagar o inapagável,
essa voz melancólica invasora
de quando me sinto afastado
estando junto a ti.
Desejava esquecer o inesquecível,
tal é o ciclo doente e vicioso que domina em mim.
Apagar-te é uma cura que nada nem ninguém
está apto a receber,
quanto mais deixar-te atrás,
abandonada no puro e mero esquecimento.
sábado, 6 de março de 2010
Confesso que este filme foi, para mim, um dos mais aguardados deste ano, a partir do momento em que vi o primeiro trailer e os pósters, pelo que tenho sido um visitante assíduo do AliceinWonderlandMovie.org, um fansite dedicado a esta adaptação. E acho que o problema foi esse: foram tão grandes as expectativas e o seguimento das novidades que soube a pouco - bem, mas a pouco.
Apesar de ter gostado de fazer esta viagem ao maravilhoso mundo de Underland, com todos esses soberbos cenários, e de ter (re)encontrado todas estas personagens, penso que foi breve (duas horas não chega!) e um quanto aquém do esperado de Tim Burton (como já li algures por esta vasta rede, parece que a Disney "cortou-lhe", não a cabeça, mas as asas, tirando parte da essência deste realizador único).
Em relação ao trabalho do elenco, não requer dizer muito: o já habitual destaque aos fantásticos Johnny Depp (como Chapeleiro Louco) e Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), mas também a Anne Hathaway (Rainha Branca) e, pela primeira vez, a Mia Wasikowska (Alice), que se revelou ser uma grande surpresa.
Não posso deixar de recomendar o visionamento deste "Alice no País das Maravilhas". Se a oportunidade surgir, não me importarei de ser empurrado novamente para a toca do Coelho Branco...
Nota: 8/10
quarta-feira, 3 de março de 2010
Por meio dos blogs de outros leitores, descobri este mês o Goodreads, um site na internet que permite ao usuário elaborar uma lista dos livros já lidos e por ler, assim como fazer uma actualização do estado em que se encontra a leitura de uma dada obra.
É possível também escrever críticas e pontuar os livros com vista a partilhar a nossa opinião com os outros usuários, entre outras tantas coisas...
Sendo assim, podem aceder ao meu perfil Goodreads aqui!
É possível também escrever críticas e pontuar os livros com vista a partilhar a nossa opinião com os outros usuários, entre outras tantas coisas...
Sendo assim, podem aceder ao meu perfil Goodreads aqui!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Ora cá vos deixo o link para o blog do trabalho do meu grupo para a disciplina de Área de Projecto, intitulado "Ensino Sem Fronteiras":Como o próprio nome indicia, o projecto visa esclarecer a população estudantil em relação ao ir estudar ao estrangeiro, nomeadamente para o Ensino Superior, pelo que pretendemos identificar não só as dificuldades sofridas durante o processo de adaptação na nova sociedade a nível das relações interpessoais, como também promover as informações necessárias para o acesso a universidades de outros países (requisitos, procedimentos a tomar…).
Quanto ao blog, foi criado com o objectivo de ser um local de informação, onde os visitantes possam tentar esclarecer as suas dúvidas, e, sobretudo, onde possam debater certos aspectos relacionados com o tema do projecto.
Quanto ao blog, foi criado com o objectivo de ser um local de informação, onde os visitantes possam tentar esclarecer as suas dúvidas, e, sobretudo, onde possam debater certos aspectos relacionados com o tema do projecto.
Sendo assim, espero as vossas opiniões!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Não me importaria nada de revê-lo novamente.
O argumento, numa análise atenta, apresenta bastantes semelhanças a "Pocahontas" (ou então vejam esta imagem, em inglês e com spoilers), assim como momentos facilmente previsíveis pelo espectador. Contudo, a suprema beleza de Pandora, o planeta habitado pelos Na'vi e que o Homem quer agora conquistar a todo custo para satisfazer os seus desejos, facilmente deixa isso um pouco à parte, tais são os detalhes com que Cameron construiu a fauna, a flora e a cultura dos indígenas, pelo que o aplaudo de pé.
Em relação ao elenco, não posso deixar de destacar a veterana actriz Sigourney Weaver no papel da doutora Grace Augustine, uma cientista cuja grande paixão é o estudo de Pandora (e quem a pode condenar por isso?). A sua personagem é, junto com Neytiri, a minha favorita.
Quanto à canção principal do filme, "I See You", cantada por Leona Lewis, é verdadeiramente uma música que condiz realmente muito bem com o filme, mas não chega aos calcanhares de "My Heart Will Go On", de "Titanic", apesar de em vários momentos ter verificado grandes parecenças.
Por trás disto tudo, esconde-se ainda uma mensagem profunda: quão grande é a ganância e pequena a humanidade do Homem, que vive à custa dos seus interesses e pouco lhe importa os meios para o conseguir? Chegaremos a um ponto em que a Terra deixará de ser o nosso lar, tal é a destruição com a qual a inflingimos?
Certo, isto não é nada de novo. Mas que fazer se a maioria de nós, únicos seres supostamente racionais, continuamos na mesma?
"Avatar" apaixonou-me como nenhum outro filme o conseguira (excepto Harry Potter, diga-se de passagem, mas vocês já sabem a razão). Saí do cinema em êxtase pelo que acabara de viver, mas igualmente com uma sensação de pequena "tristeza" por tudo aquilo não ser real.
Enfim, recomendo-o vivamente (nem que seja para vê-lo uma só vez xD).
Nota final: 9.5/10
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Conhecem aquela dor que nos enche o coração quando vemos quem queremos nos braços de outra pessoa?Eu conheço.
Estou ciente de que nada sou capaz de fazer (mesmo que fosse, o preço a pagar seria muito provavelmente superior) e, apesar de saber que não vale a pena sofrer com isto, sofro. Não deixo de pensar nela, nos seus lábios a beijar outros que não os meus, nas suas mãos a pousar nos ombros de outros que não os meus, no seu corpo a roçar no corpo de outrém que não eu...
Só me apetece ouvir a tristeza de baladas de amor. Quão grande é o meu masoquismo exarcerbado, o meu sentimentalismo auto-inflingente?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Temas: Livros | Sem comentários
16. Esse foi o número, a quantidade total de livros que, em troca da possibilidade de entrar nos seus próprios mundos, conheceram a minha mesa de cabeceira durante este longo ano 2009.
Satisfeito? Bem sei que podiam ter sido mais. Todavia, sei igualmente que podiam ter sido menos...
P.S.- Estou a meio + algumas páginas na leitura do "Memorial do Convento" de Saramago e do primeiro volume d"Os Pilares da Terra" (de Ken Follet) e este principalmente está a deixar-me agarrado!
P.S.2- Já me esquecia: no passado dia 26 este blog completou o seu primeiro ano de existência, com 60 posts publicados!
P.S.3- Mudei o nome do blog.
ACTUALIZADO: Hoje, dia 31, finalizei a leitura do primeiro volume d"Os Pilares da Terra", pelo que afinal foram 17 livros!
Satisfeito? Bem sei que podiam ter sido mais. Todavia, sei igualmente que podiam ter sido menos...
P.S.- Estou a meio + algumas páginas na leitura do "Memorial do Convento" de Saramago e do primeiro volume d"Os Pilares da Terra" (de Ken Follet) e este principalmente está a deixar-me agarrado!
P.S.2- Já me esquecia: no passado dia 26 este blog completou o seu primeiro ano de existência, com 60 posts publicados!
P.S.3- Mudei o nome do blog.
ACTUALIZADO: Hoje, dia 31, finalizei a leitura do primeiro volume d"Os Pilares da Terra", pelo que afinal foram 17 livros!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

É verdade! Sendo eu, como talvez saibam, um grande fã da saga Harry Potter, fiquei muito contente ao ver as primeiras fotos oficiais dos (infelizmente) últimos filmes da série que, na verdade, são a adaptação cinematográfica do sétimo livro, "Harry Potter e os Talismãs da Morte", dividido em duas partes, o que, consequentemente, fará com que atinja um nível de fidelidade em relação à obra original nunca antes visto (o que decerto agradará a todos)!Já lá vão 10 anos desde que conheci a saga e foi com ela que cresci. Muitos dirão "Cresce! HP é para crianças!", mas a verdade é que estão enganados. HP é uma história, sim, mas é uma história que influenciou muito os meus anos de adolescentes que, agora que estamos quase em Abril, estão prestes a acabar, pois faltam meros meses para entrar oficialmente na idade adulta.
Devo a esta saga , como muitos outros jovens e graúdos por este mundo fora, o meu interesse pela leitura. Antes disso, livros nem pensar! Agora, não sobrevivo sem um livro na minha mesa de cabeceira. O último livro lí-o em inglês e depois desse vieram muitos outros. E escrever... Se não fossem as páginas das obras da J.K.Rowling, provavelmente não estava agora aqui, nem sequer tinha este blog onde publicar os meus textos...
Sinto-me portanto com pena de estar quase a acabar, mas pelo menos sei que irei despedir-me dela muito grato pelos benefícios que me trouxeram.
Desejo, por último, convidar-vos a visitar o meu blog com notícias da série, o HPImagens, assim como a minha conta no DeviantArt, onde estão alguns dos meus trabalhos com Photoshop (muito simples todos eles, sejamos sinceros).
sábado, 14 de novembro de 2009
Receio que me preenche o corpo,
os sentidos e o meu instinto;
Receio daquilo que fizeste
sem nunca mais poder voltar atrás,
do teu gesto em consciência involuntário
que alterou o que podia ter sido.
Aquilo que desejas
não vai além de uma utopia estéril.
Atreves-te ainda a perder o teu tempo
em esforçar-te a procurá-las,
as causas sem sequelas?
Recelo que me llena el cuerpo,
los sentidos y mi instinto;
Recelo de aquello que hiziste
sin nunca más poder volver atrás,
de tu gesto en consciencia involuntario
que cambió lo que podría haber sido.
Aquello que deseas
No va más alla de una utopía esteril.
¿Te atreves aún a gastar tu tiempo
en esforzarte por buscarlas,
las causas sin secuelas?
os sentidos e o meu instinto;
Receio daquilo que fizeste
sem nunca mais poder voltar atrás,
do teu gesto em consciência involuntário
que alterou o que podia ter sido.
Aquilo que desejas
não vai além de uma utopia estéril.
Atreves-te ainda a perder o teu tempo
em esforçar-te a procurá-las,
as causas sem sequelas?
Recelo que me llena el cuerpo,
los sentidos y mi instinto;
Recelo de aquello que hiziste
sin nunca más poder volver atrás,
de tu gesto en consciencia involuntario
que cambió lo que podría haber sido.
Aquello que deseas
No va más alla de una utopía esteril.
¿Te atreves aún a gastar tu tiempo
en esforzarte por buscarlas,
las causas sin secuelas?
José
domingo, 25 de outubro de 2009
Acabei ontem de ler o novo livro de Dan Brown, "The Lost Symbol", na sua versão original (isto é, em inglês) e, infelizmente, não foi nada do que estava à espera. Ao contrário dos seus outros livros, esta sua nova obra foi uma completa desilusão para mim.Talvez por não tê-lo lido traduzido tenha deixado escapar alguns detalhes relevantes, o que poderá ter influenciado esta minha opinião, mas no geral deu-me uma sensação de que a história avançava muito, muito lentamente e de que tinha poucos enigmas de importância crucial. À excepção de uma pequena "reviravolta" no meio envolvendo a personagem principal Robert Langdon, penso que o livro não contém grandes surpresas...
Não digo, contudo, que não irei reler nunca mais este livro. Possivelmente, lerei a tradução oficial (que, já agora, é lançada no próximo dia 29), mas não para já, pelo menos não tão cedo...
Quero também recomendar-vos novamente a leitura daquele que é, na minha opinião, o melhor livro de Dan Brown e um dos melhores que alguma vez li, "Anjos e Demónios".
Ayer acabé de leerme el nuevo libro de Dan Brown, "The Lost Symbol", en su versión original (o sea, en inglés) y, infelizmente, no fue nada de lo que me esperaba. Al contrário de sus otros libros, esta nueva obra suya fue una completa desilusión para mi.
Quizás por no haberlo leido traducido haya dejado escapar algunos detalles relevantes, lo que prodrá haber influenciado mi opinión al respecto, pero en general me dió la sensación de que la história avanzaba muy, muy lentamente y que tenia pocos enigmas de importancia crucial. Con excepción de un pequeño "giro" en la mitad envolviendo al protagonista Robert Langdon, pienso que el libro no contiene grandes sorpresas...
Pero con esto no quiero decir que nunca más iré a releer este libro. Posiblemente, me leeré la traducción oficial (que, para que lo sepáis, sale el próximo dia 29), pero no ahora, por lo menos no tan pronto...
Quiero también aconsejaros una vez más la lectura de aquel que es, en mi opinión, el mejor libro de Dan Brown y uno de los mejores que me he leido, "Angeles y Demónios".
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Temas: Poesia | Sem comentários
Num plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece
Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe.
Está inteira.
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece
Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe.
Está inteira.
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.
Fernando Pessoa
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Acabei de ler:

A ler actualmente:
Em lista de espera:
Millenium III: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Stieg Larsson)
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
Os Pilares da Terra - Volume I (Ken Follet)
Memorial do Convento (José Saramago)
Felizmente há Luar! (Luís de Sttau Monteiro)
Violetas de Março (Philip Kerr)
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Exceptuando casos pontuais (com o correspondente aviso), as opiniões aqui expressas não contêm spoilers!
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