
Vi hoje pela segunda vez o novo filme do director de êxitos James Cameron, o aclamado "Avatar", que já conquistou o segundo lugar no ranking dos filmes com maior bilheteira da História do Cinema, estando prestes a ocupar o trono que (ainda) pertence a "Titanic", do mesmo director.
Não me importaria nada de revê-lo novamente.
O argumento, numa análise atenta, apresenta bastantes semelhanças a "Pocahontas" (ou então vejam esta
imagem, em inglês e com spoilers), assim como momentos facilmente previsíveis pelo espectador. Contudo, a suprema beleza de Pandora, o planeta habitado pelos Na'vi e que o Homem quer agora conquistar a todo custo para satisfazer os seus desejos, facilmente deixa isso um pouco à parte, tais são os detalhes com que Cameron construiu a fauna, a flora e a cultura dos indígenas, pelo que o aplaudo de pé.
Em relação ao elenco, não posso deixar de destacar a veterana actriz Sigourney Weaver no papel da doutora Grace Augustine, uma cientista cuja grande paixão é o estudo de Pandora (e quem a pode condenar por isso?). A sua personagem é, junto com Neytiri, a minha favorita.
Quanto à canção principal do filme, "I See You", cantada por Leona Lewis, é verdadeiramente uma música que condiz realmente muito bem com o filme, mas não chega aos calcanhares de "My Heart Will Go On", de "Titanic", apesar de em vários momentos ter verificado grandes parecenças.
Por trás disto tudo, esconde-se ainda uma mensagem profunda: quão grande é a ganância e pequena a humanidade do Homem, que vive à custa dos seus interesses e pouco lhe importa os meios para o conseguir? Chegaremos a um ponto em que a Terra deixará de ser o nosso lar, tal é a destruição com a qual a inflingimos?
Certo, isto não é nada de novo. Mas que fazer se a maioria de nós, únicos seres supostamente racionais, continuamos na mesma?
"Avatar" apaixonou-me como nenhum outro filme o conseguira (excepto Harry Potter, diga-se de passagem, mas vocês já sabem a razão). Saí do cinema em êxtase pelo que acabara de viver, mas igualmente com uma sensação de pequena "tristeza" por tudo aquilo não ser real.
Enfim, recomendo-o vivamente (nem que seja para vê-lo uma só vez xD).
Nota final: 9.5/10