sábado, 14 de novembro de 2009


You don't even know the meaning of the words "I'm sorry",
You said you would love me until you die
And as far as I know you're still alive

(Não sabes sequer o significado da palavra "Desculpa",
Disseste que ias amar-me até morreres
E que eu saiba ainda estás vivo)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Acabei de ler:

A ler actualmente:

Em lista de espera:

Millenium III: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Stieg Larsson)

Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)

Os Pilares da Terra - Volume I (Ken Follet)

Felizmente há Luar! (Luís de Sttau Monteiro)

Violetas de Março (Philip Kerr)

domingo, 25 de outubro de 2009

Acabei ontem de ler o novo livro de Dan Brown, "The Lost Symbol", na sua versão original (isto é, em inglês) e, infelizmente, não foi nada do que estava à espera. Ao contrário dos seus outros livros, esta sua nova obra foi uma completa desilusão para mim.

Talvez por não tê-lo lido traduzido tenha deixado escapar alguns detalhes relevantes, o que poderá ter influenciado esta minha opinião, mas no geral deu-me uma sensação de que a história avançava muito, muito lentamente e de que tinha poucos enigmas de importância crucial. À excepção de uma pequena "reviravolta" no meio envolvendo a personagem principal Robert Langdon, penso que o livro não contém grandes surpresas...

Não digo, contudo, que não irei reler nunca mais este livro. Possivelmente, lerei a tradução oficial (que, já agora, é lançada no próximo dia 29), mas não para já, pelo menos não tão cedo...
Quero também recomendar-vos novamente a leitura daquele que é, na minha opinião, o melhor livro de Dan Brown e um dos melhores que alguma vez li, "Anjos e Demónios".


Ayer acabé de leerme el nuevo libro de Dan Brown, "The Lost Symbol", en su versión original (o sea, en inglés) y, infelizmente, no fue nada de lo que me esperaba. Al contrário de sus otros libros, esta nueva obra suya fue una completa desilusión para mi.

Quizás por no haberlo leido traducido haya dejado escapar algunos detalles relevantes, lo que prodrá haber influenciado mi opinión al respecto, pero en general me dió la sensación de que la história avanzaba muy, muy lentamente y que tenia pocos enigmas de importancia crucial. Con excepción de un pequeño "giro" en la mitad envolviendo al protagonista Robert Langdon, pienso que el libro no contiene grandes sorpresas...

Pero con esto no quiero decir que nunca más iré a releer este libro. Posiblemente, me leeré la traducción oficial (que, para que lo sepáis, sale el próximo dia 29), pero no ahora, por lo menos no tan pronto...

Quiero también aconsejaros una vez más la lectura de aquel que es, en mi opinión, el mejor libro de Dan Brown y uno de los mejores que me he leido, "Angeles y Demónios".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Num plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece

Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe.
Está inteira.
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.

Fernando Pessoa

domingo, 18 de outubro de 2009



O período de rotação do segundo planeta do Sistema Solar, Vénus, é maior que o de translação. Isso significa que um dia é maior do que um ano nesse planeta!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Acabei de ler:

A ler actualmente:

Em lista de espera:

Millenium III: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Stieg Larsson)

Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)

Os Pilares da Terra - Volume I (Ken Follet)

Memorial do Convento (José Saramago)

Felizmente há Luar! (Luís de Sttau Monteiro)

Violetas de Março (Philip Kerr)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Viera da minha casa ao pé do rio e caminhava em direcção à tenda de farrapos velhos onde nos alimentavam, onde nos davam de comer. Contudo, a meio do caminho, num extenso descampado sem relva e acastanhado, a visão de dois gigantescos tanques de guerra ao longe ocupou as pupilas dos meus olhos e o som dos seus explosivos esmagaram os meus ouvidos, levantando o pó sujo com as suas ferozes rodas, envoltos numa nuvem sombria. Vinham para destruir a aldeia, a minha aldeia, armados contra pobres indefensos, preparados para destruir a sangue frio vidas inocentes.

Não tive opção, não tinha por onde escolher. Correr. Fugir. Sair desse sítio. Ir para outro lugar, quanto mais longínquo melhor. Era a única solução possível, a única forma de sobrevivência.

Na minha memória permanece o medo e a revolta sentida naquele dia de há um ano atrás. No entanto, recordo hoje com a mesma intensidade a coragem neste peito de criança que não me fez ficar parado, observando a destruição e a morte do Homem pelo próprio Homem.

Tudo mudou naquele momento, incluindo eu mesmo. O miúdo que outrora eu fora, feliz e inocente, tornara-se desconfiado e ausente em alegria. Deixara de ser uma criança e tornara-se um homem de palmo e meio. Ficara abandonado no mundo à minha própria sorte.


José

terça-feira, 22 de setembro de 2009


O mestre do suspense no Cinema Alfred Hitchcock pagou 11 mil dólares pelos direitos do livro de Robert Bloch para ser adaptado no seu filme "Psycho"... e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém soubesse o final!

domingo, 20 de setembro de 2009

"As pessoas têm sempre segredos. É uma questão de os descobrir."

Se deram uma vista de olhos à minha Lista de Livros de Setembro, devem ter reparado que li recentemente o primeiro volume da trilogia policial escrita pelo falecido sueco Stieg Larsson, "Millenium I: Os Homens que Odeiam as Mulheres".

Achei-o de uma qualidade enorme, tão bom como os da autoria da Agatha Christie. Para ficarem com uma ideia, li a segunda metade do livro em apenas uma tarde! É muito difícil largá-lo quando te aproximas do final pois não consegues vencer a ansiedade por saber o que irá acontecer a seguir.

A obra tem vários pontos fortes dos quais destaco os seguintes:
- A protagonista não a mulher típica de classe média-alta, com os estudos universitários completos e que se veste formalmente no trabalho. É o extremo oposto. Lisbeth Salander tem o corpo rodeado de tatuagens e piercings e é uma hacker profissional dotada de uma inteligência extrema para ligar entre si os factos.
- A maior parte dos eventos descritos no livro (mesmo aqueles que não parecem importantes no princípio) são de grande relevância no final.
- Retrata bem a realidade de algumas mulheres na Suécia de uma forma nua e crua.

"Os Homens que Odeiam as Mulheres" teve um sucesso tão grande mundialmente que não é de estranhar que tenha sido adaptado para o grande ecrã. Este chega para as salas de cinema portuguesas já nesta próxima quinta-feira, dia 24 de Setembro. Oxalá seja tão bom.

Para os interessados, eis a sinopse do livro e o trailer do filme:

"O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennestrom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millenium.
Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer.
Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção.
Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar."



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Eis um texto argumentativo escrito por mim há quase um ano para a disciplina de Português, onde ponho à vista de todos o meu ponto de vista acerca das touradas:

Caros amigos,

estamos hoje aqui reunidos em manifesto contra uma prática da nossa sociedade à qual alguns chamam de arte. Estamos hoje aqui contra aquilo que, aos nossos olhos, não passa de um filme real de puro sofrimento e humilhação que acaba sempre com a vida do co-protagonista de forma indignante e cruel cada vez que é exibido. Estamos hoje aqui em manifesto contra esses horríveis espectáculos que dão pelo nome de touradas.

Em primeiro lugar, tentemos cada um de nós encontrar uma resposta verdadeiramente válida para tais actos. É uma tentativa em vão... Teremos, por acaso, regressado ao tempo dos coliseus romanos? É o que parece se compararmos o que se passava então com a situação actual. É esta a evolução da qual o Homem tanto se orgulha?

É uma verdade universal que o Homem é o único ser vivo racional, não é possível negá-lo. Contudo, isso não o torna o único a ter emoções, apenas lhe confere o poder da liberdade nas suas opções. Ora, que opções tem o touro? Que opções tem o touro se é um escravo da plateia que anseia por sangue na arena da praça? Tem outra escolha além de deixar-se mutilar até ao limite da sua dor, até deixar escapar o último bafo de ar dos seus pulmões e, finalmente, poder aceder ao "prémio" do descanso eterno?

No entanto, não são só condenáveis aqueles que praticam as touradas, senão também aqueles que apoiam, promovem e presumem delas, desde os cidadãos comuns até a certos elementos das autoridades. Com efeito, neste aspecto, estes últimos não cumprem o seu dever, uma vez que é evidente que nada fazem para que sejam obedecidos os vários artigos da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, redigida no ano de 1978 pela UNESCO, a saber os seguintes excertos:

"Artigo 2: Nenhum animal será sujeito a maus tratos nem a actos cruéis;

Artigo 3: Se for necessária a morte de um animal, esta deve ser instantânea, indolora e não geradora de angústia".

Caros amigos, está na hora!
Está na hora de alterar a história deste filme!
Está na hora de acabar com as touradas!
Está na hora de, finalmente, libertar o touro!


José,
27 de Novembro de 2008

terça-feira, 1 de setembro de 2009

As férias estão quase a acabar... Este Verão passou tão rápido!

É já no dia 15 de Setembro que sai em inglês o novo livro do autor d"O Código Da Vinci", Dan Brown, "The Lost Symbol"... Já fiz a reserva e tudo!

Acabei de ler:

A ler actualmente:

Em lista de espera:
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
The Lost Symbol (Dan Brown)
Millenium II: A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo (Stieg Larsson)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dizem que à terceira é de vez.
Espero que no meu caso seja mesmo.

Inspirado por um concurso literário que está a ser promovido actualmente pela Fnac, iniciei a escrita do meu terceiro manuscrito para um livro que possivelmente, caso consiga finalizá-lo com um resultado satisfatório, enviarei a alguma editora para tentar publicá-lo.

O prólogo já está escrito e acho que ficou bastante bom, deixando, na minha opinião, o leitor curioso pelo que se seguirá. Posso também dizer que, neste momento, a história enquadra-se no género do policial, mas à medida que for avançando poderá vir a incluir algum romance...

Mas pronto, só o tempo dirá.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."

Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Tema original do intemporal Frank Sinatra com a sua filha Nancy, "Something Stupid" é um clássico cujo remake foi feito em 2007 com as vozes da actriz Nicole Kidman e do cantor Robbie Williams...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Na noite de dia 9 de Agosto fui ao Largo da Sé, cá em Faro, ver o concerto do famoso DJ francês Bob Sinclar com uns amigos (o Carlos, o Luís, a Marcela e a Claúdia).

As portas abriram-se às 23h e até às 2 horas da manhã foi dançar com a música de um outro DJ, Pedro Tabuada... No princípio, ok, mas chegou uma altura em que já ficamos impacientes... Quando parecia que acabava, lá vinha outra música! Nunca mais!, pensávamos.

Até que finalmente começou o espectáculo propriamente dito!

Ficamos num lugar relativamente bom, na quarta ou quinta fila, e foi só saltar, cantar e dançar ao som de sucessos como "Rock This Party", "Together", "Lala Song" e "World Hold On", entre muitas outros!

Ah, esqueci-me de mencionar: os dois DJs fizeram, cada um pelo seu lado, uma pequena homenagem ao Mickael Jackson. O Bob Sinclar fez um remix do "Billie Jean" e o Pedro Tabuada do "Thriller", sendo que este último foi o único tributo que gravei.

Mas bem, deixemo-nos de palavras e que venham alguns dos vídeos desta noite tão espectacular:

domingo, 9 de agosto de 2009

Já deu para perceber
Que não sou eu quem tu queres.
Esse parece ser outro,
aquele a quem estás sempre atenta.

Gostava de fazer-te mudar de ideias,
contudo sei que é impossível.
Oxalá ele também pense em ti assim,
que atento siga os teus passos,
que goste de ti como eu te amo.

Quero que sejas feliz,
Mesmo que seja sem mim.

Sacrifico-me por ti,
Mutiladora do meu coração.


José

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Acabei de ler:

A ler actualmente:

Em lista de espera:
Brisingr (Christopher Paolini)
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)

sábado, 25 de julho de 2009

Navego num mar infinito de incertezas,
de duras ondas temerárias,
de remoinhos que tudo levam
até às profundezas do oceano,
onde sopram ventos que criam tempestades.

Minto se digo
que nada disto me assusta,
tal é este mar de perigos escondidos,
mas não não abandono a minha rota,
não a deixo de fora.
Nego-me a naufragar no meu próprio ser!
Recuso-me a que outros ditem o meu destino!
José

domingo, 19 de julho de 2009

Finalmente estreou o filme que, para mim, fã da cabeça aos pés, é o mais esperado do ano. Trata-se de "Harry Potter e o Príncipe Misterioso", a sexta aventura da saga!
Podem ler a seguir a minha crítica do filme, publicada no meu outro blog sobre a saga (o HPImagens), mas aviso que contém informações cruciais sobre o enredo (spoilers), portanto se estiverem interessados em ver o filme não continuem a ler este post!

Dois anos. Foi o tempo que se passou entre “Harry Potter e a Ordem da Fénix”, estreado em 2007, e este sexto filme, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso”, que já é, tal como se previa, um dos maiores sucessos do ano nas bilheteiras de todo o mundo.
Dois anos que serviram para que o realizador David Yates provasse aos fãs insatisfeitos com o quinto filme que conseguia levar ao grande ecrã uma boa adaptação das aventuras do jovem feiticeiro e dos seus amigos. Na minha opinião, ele não só provou que podia, como fez um trabalho magnífico, que se destaca de todos os outros filmes anteriores num patamar muito mais elevado.Claro está, apenas irão concordar minimamente comigo aqueles que, como eu, vejam esta nova entrega da série como uma adaptação do livro e não uma transposição a 100% do mesmo. Quem vê os filmes desta maneira, muito provavelmente sairá da sala do cinema com uma grande desilusão, pois este é, creio eu, o menos fiel à obra original, aquele com mais cenas cortadas… Comecemos então com a análise das cenas do filme que mais se destacaram.

A destruição da Ponte Millenium, em Londres. Adorei sobretudo pelo modo como combinaram a música com o caminho que seguem as sombras dos Devoradores da Morte. Uma excelente forma de iniciar o filme e de mostrar que o regresso do Voldemort afecta tanto o mundo mágico como o muggle.

Uma das cenas que se seguem, e que mais esperei por ver, foi a do Juramento Inquebrável que, apesar de ter actuações muito boas por parte dos três actores envolvidos (Alan Rickman como Snape, Helena Bonham Carter como Bellatrix e Helen McCrory como Narcissa), desiludiu-me por a ter achado demasiado curta, quando podiam ter colocado, não digo todas, mas pelo menos algumas das questões que a Bellatrix faz ao Snape sobre a sua suposta lealdade ao Senhor das Trevas.

De seguida, analisemos as memórias do passado de Lord Voldemort. Das várias presentes no livro, apenas três foram incluídas. A primeira decorre num orfanato e mostra o primeiro encontro do Dumbledore com aquela criança desconfiada de 11 anos chamada Tom Riddle que viria a tornar-se o maior feiticeiro obscuro da História da Feitiçaria. Hero Fiennes-Tiffin é o jovem actor que o interpreta, numa actuação muito superior àquela que seria de esperar de um rapaz dessa tenra idade. De facto, o seu profundo olhar mostra que é uma criança diferente de todas as outras, tal como ele próprio suspeita.
As outras duas memórias são as do Slughorn, a verdadeira e a modificada. Nelas, um Tom Riddle já adolescente (interpretado por Frank Dillane), agora com muita mais confiança, pergunta o significado de uma palavra que encontrou enquanto lia, “Horcrux”. O discurso do estudante é de tal forma calmo e persuasivo que o professor de Poções não tem remédio se não contar o que sabe, suspeitando no entanto que acabou de cometer um erro terrível ao ver o júbilo disfarçado no rosto do Tom.

Prosseguindo com a análise do filme, nunca pensei dizer isto, mas a enorme quantidade de romance que existe é um dos pontos de que mais gostei, nomeadamente a relação Hermione/Ron/Lavender. A cena imediatamente a seguir ao beijo entre as duas últimas personagens, a da Hermione a chorar e a confessar os seus sentimentos ao Harry foi muito comovente e deu um excelente resultado. No entanto, devo apontar que uma das partes mais esperadas pelos fãs do casal Harry/Ginny, o beijo entre eles os dois, foi uma desilusão pela curtíssima longevidade. Então quando ele beijou a Cho demorou pelo menos o triplo do tempo, e quando é com a pessoa com que vai ficar no final são só cinco segundos?! Mas pronto, continuando…

Discordo com os fãs que dizem que a cena do ataque à Toca (inventada, como sabem, para o filme) não serve para nada. Nada disso, acho que essa cena mostra muito bem que, nem mesmo no Natal, estão a salvo dos Devoradores da Morte. Ou acham mesmo que a Bellatrix e o Greyback não eram capazes de atacar o Harry e companhia fora de Hogwarts, sem a protecção do Dumbledore? A cena acaba com a casa da família Weasley em chamas, com eles a verem como perdem o pouco que já têm…

Outra cena que destaco e que me fez soltar algumas gargalhadas foi a do funeral da Aragog. Daniel Radcliffe (Harry) soltou o seu lado mais cómico, mostrando uma nova faceta do actor.

Segue-se a cena que, para mim, é a melhor de todo o filme: a da Caverna. Simplesmente magnífica, uma cena com um enorme nível de qualidade. Foi tal e qual como imaginei que seria. Fiquei bastante contente por ver que foi muito fiel à obra original da J.K.Rowling. As actuações foram soberbas, tendo o actor Michael Gambon (Dumbledore) uma participação majestosa, como nunca vimos antes, reforçada pela excelente banda sonora que, aliás, mantém o mesmo grau de perfeição ao longo de todo o filme e que supera todas as outras das entregas anteriores. O velho mentor a convocar o anel de fogo ao som do notável “Inferi in the Firestorm” é uma imagem que perdurará como uma das melhores de toda a saga. O único que tenho a apontar de negativo nesta parte é que os Inferi não me parecem assim tão assustadores como diziam, acho que podiam tê-los feito melhor.

Finalmente chega o clímax do filme: a cena em que vemos pela última vez o Dumbledore com vida, a falar tranquilamente com um Draco Malfoy no alto da Torre de Astronomia enquanto que o atormentado estudante mantém-lhe apontada a varinha. É aqui sobretudo que nos apercebemos do quanto está a sofrer este aluno, condenado a fazer algo que não quer caso não queira ser ele a morrer às mãos do Senhor das Trevas. Momentos depois dos Devoradores da Morte chegarem, Snape aparece. Instala-se o silêncio que apenas é interrompido quando se ouve, numa voz muito calma, “Severus… por favor”. “Avada Kedabra!”, e um jacto de luz verde sai da ponta da varinha de Snape, vendo de seguida o corpo sem vida do velho director a ser lançado torre abaixo. Enquanto isso, ouve-se de fundo uma música que capta a essência deste comovente momento. Sem dúvida, uma cena muito forte.

Pouco tempo depois, após vermos a destruição do Salão Nobre e a casa do Hagrid a ser devorada pelas chamas, chega o momento da confissão que, infelizmente, pareceu-me ser insatisfatória, não pelo modo como o actor Alan Rickman o diz mas sim por não se sentir a essência do momento, quase passando desapercebido. Penso que bastaria terem colocado ao mesmo tempo que diz “Eu sou o Príncipe Meio-Sangue” uma faixa sonora que transmitisse uma sensação de revelação, de reviravolta na trama, como um coro ou algo do género.

De seguida, passamos a uma emotiva cena em que todos os estudantes, professores e outros membros da escola se reúnem à volta do corpo de Dumbledore. Mais uma vez, a música tem uma função notável visto que cobre-nos com uma profunda tristeza pela perdida que acabaram de ter. Em homenagem, levantam as varinhas e apagam a Marca Negra. Um grande final para uma cena que compensa a eliminação do funeral propriamente dito.

O filme acaba com o trio na Torre a dizer que no próximo ano não voltarão a Hogwarts para ir à procura dos objectos em que o Voldemort depositou parte da sua alma e com a Phawkes a atravessar o céu, agora limpo, sem nuvens. Senti, contudo, em falta a Hermione a dizer a razão do Snape ser o Príncipe Misterioso, pois quem nunca tenha lido o livro de certeza que ficou confuso quanto a essa parte.

Falando agora em termos gerais, tanto a banda sonora (composta por Nicholas Hooper) como a fotografia atingiram patamares dignas de merecerem um Óscar, pelo que dou os meus sinceros parabéns aos respectivos responsáveis.
Quanto ao elenco, para mim as melhores actuações foram, além da de Michael Gambon (Dumbledore), que já referi, a da Emma Watson (Hermione), a do Jim Broadbent (Slughorn) e a do Tom Felton (Draco), tendo este mostrado o sofrimento da sua personagem de forma muito satisfatória, principalmente no final do filme. Adorei a actuação da Emma porque apresenta-nos uma imagem excepcional dos sentimentos que nutre pelo Ron e a dor que sente quando o vê com a Lavender. Assim mesmo, Broadbent interpreta um Slughorn psicologicamente idêntico ao do livro, tão excêntrico como descrito na obra original.

Concluindo, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso” é a penúltima aventura da série trazida ao cinema num trabalho surpreendentemente bom que nos deixa com a água na boca, ansiosos por vermos no ecrã o final que se aproxima a um passo cada vez mais rápido… Bom trabalho, Yates!

Nota final: 9/10
Desta vez, a lista chegou bastante atrasada...


Acabei de ler:




A ler actualmente:


Em lista de espera:

Brisingr (Christopher Paolini)
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
Millenium I: Os Homens que Odeiam as Mulheres (Stieg Larsson)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ok, fui fazer hoje a 2ªfase do exame nacional da disciplina de Física-Química A após a bela nota que tirei na 1ªfase (note-se a ironia)...
Sai da prova muito confiante, a pensar que era desta que tinha uma boa nota no exame, e fui ver os critérios de correcção...

Está melhor...
...mas não chega!
Pensava que ia tirar um 15 e parece que vou ter um 11!

Portanto, para o ano, toca a fazer melhoria!
Já agora, acham que terei certa a resposta "linha vertical" quando nos critérios está "trajectória rectilínea"? Esperemos que sim!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Não sei o que dizer... Os exames correram-me mal, sobretudo o de Física e Química... Se conseguir tirar um 12, será um milagre, porque pelas minhas contas devo ter uma positiva à rasquinha... E não é porque não tenha sido fácil (pelo contrário, acho que era acessível). Acho que talvez tenham sido a ansiedade, os nervos, porque falta de estudo não foi...

O de Biologia/Geologia correu bem, mas podia tê-lo feito muito melhor. Estou à espera de um 15, depende das questões de desenvolvimento que sempre são, apesar dos critérios, um pouco subjectivas na respectiva correcção...

Resumindo e concluindo, duas semanas de estudo intensivo para umas míseras notas... Tenho de continuar o estudo para a 2ªfase em Julho e ainda aprender a controlar o nervosismo e o tempo...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Acabaram as aulas! Agora são os exames... Depois, já posso ler, que isto tem estado muito parado... E aumentei a minha lista de espera com livros que quero voltar a ler!

Acabei de ler:

A ler actualmente:

Em lista de espera:
Brisingr (Christopher Paolini)
Nómada (Stephenie Meyer)
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
Anjos e Demónios (Dan Brown)
Harry Potter e o Príncipe Misterioso (J.K.Rowling)
Harry Potter e os Talismãs da Morte (J.K.Rowling)

(a verde): Já obtidos ; (a vermelho): A obter ; (a castanho) A reler

terça-feira, 2 de junho de 2009

Os meus passos assentam sobre as claras pedras da calçada cujas fendas deixam entrever o fundo de terra negra onde foram cautelosamente colocadas anos antes (quem sabe quantos?) de eu andar neste mundo. Observo os gigantescos prédios amarelados que pairam em ambos os meus lados e os preparativos dos muitos que ainda estão por nascer numa tentativa vã de conseguirem deixar o céu abaixo do seu cimo. Máquinas que originam cimento nas suas entranhas, pesados tijolos nos braços de pobres homens que trabalham sem descanso sob um sol infernal…

Deixo atrás esse império de arranha-céus e passo pela alta fachada de pedra castanha que dá início à zona antiga da cidade. Um pequeno roedor passa depressa ao meu lado. Corre soltando agudos guinchos de aviso aos seus camaradas que, protegidos entre os reduzidos espaços vazios dos muros esbranquiçados, vêem-no finalmente a ser preso entre as garras de um esfomeado gato mendigo. Nauseado, viro o rosto ao desfalecido ser que, agora na boca do felino, é despedaçado e digerido a sangue frio.

Prossigo o meu caminho lado a lado com a minha sombra estendida sobre os brancos muros que contam a história dos primórdios da cidade. Fazem-me sentir como se estivesse nos campos de batalha onde centuriões romanos lançam ordens às suas legiões sobre investidas a bárbaros e onde a força de espadas árabes e cristãs é descarregada em corpos que expiram pela última vez… Quantas vidas perdidas em guerras de posse de terras e em nome da fé religiosa!

Após vários minutos, regresso ao mundo moderno e dou-me conta do largo paço no qual me encontro. Crianças a correr, jovens pais com os seus recém-nascidos, solteiros e casados, comprometidos e amantes secretos… É tal a gigantesca multidão que, ao atravessá-la, não noto a renovação da estátua equestre esverdeada do local, degradada ao longo dos anos pelos dejectos dos pombos que proliferam nas antigas varandas oxidadas da metrópole.

A seguir, altero a direcção das minhas passadas e, sem sabê-lo, chego a uma rua estreita e cinzenta. Resisto à tentação de fechar os olhos ao que se depara perante de mim: jovens homens e mulheres aos pares, que negoceiam em sussurros o valor de troca de sacos de pó branco, conspirando contra as suas próprias vidas de forma inconsciente. Viro as costas a estas almas arruinadas, tais suicídios mascarados? Viro as costas àqueles que podiam ser sangue do meu sangue? No instante a seguir, os seus olhos ensanguentados ficam fixos aos meus atentamente. “Está na hora de ires embora”, dizem eles. Receio ter que obedecer. Não posso fazer nada.

Saio desse escuro beco fatal, caminho sobre outras tantas largas ruas e finalmente chego ao pé do mar, onde as profundas águas salgadas do extenso oceano reflectem a azul abóbada do céu. Descalço, os meus pés registam as minhas pegadas nos grãos do areal. Enquanto avisto no horizonte o pôr-do-sol, uma brisa de maresia bate no meu rosto, levando consigo, por momentos, o meu pensamento.

José
31/05/09

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