quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Temas: Acontecimentos | 4 comentários
Espero que no meu caso seja mesmo.
Inspirado por um concurso literário que está a ser promovido actualmente pela Fnac, iniciei a escrita do meu terceiro manuscrito para um livro que possivelmente, caso consiga finalizá-lo com um resultado satisfatório, enviarei a alguma editora para tentar publicá-lo.
O prólogo já está escrito e acho que ficou bastante bom, deixando, na minha opinião, o leitor curioso pelo que se seguirá. Posso também dizer que, neste momento, a história enquadra-se no género do policial, mas à medida que for avançando poderá vir a incluir algum romance...
Mas pronto, só o tempo dirá.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Temas: Poesia | Sem comentários
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Na noite de dia 9 de Agosto fui ao Largo da Sé, cá em Faro, ver o concerto do famoso DJ francês Bob Sinclar com uns amigos (o Carlos, o Luís, a Marcela e a Claúdia).As portas abriram-se às 23h e até às 2 horas da manhã foi dançar com a música de um outro DJ, Pedro Tabuada... No princípio, ok, mas chegou uma altura em que já ficamos impacientes... Quando parecia que acabava, lá vinha outra música! Nunca mais!, pensávamos.
Até que finalmente começou o espectáculo propriamente dito!
Ficamos num lugar relativamente bom, na quarta ou quinta fila, e foi só saltar, cantar e dançar ao som de sucessos como "Rock This Party", "Together", "Lala Song" e "World Hold On", entre muitas outros!
Ah, esqueci-me de mencionar: os dois DJs fizeram, cada um pelo seu lado, uma pequena homenagem ao Mickael Jackson. O Bob Sinclar fez um remix do "Billie Jean" e o Pedro Tabuada do "Thriller", sendo que este último foi o único tributo que gravei.
Mas bem, deixemo-nos de palavras e que venham alguns dos vídeos desta noite tão espectacular:
domingo, 9 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Navego num mar infinito de incertezas,de duras ondas temerárias,
de remoinhos que tudo levam
até às profundezas do oceano,
onde sopram ventos que criam tempestades.
Minto se digo
que nada disto me assusta,
tal é este mar de perigos escondidos,
mas não não abandono a minha rota,
não a deixo de fora.
Nego-me a naufragar no meu próprio ser!
Recuso-me a que outros ditem o meu destino!
José
domingo, 19 de julho de 2009
Finalmente estreou o filme que, para mim, fã da cabeça aos pés, é o mais esperado do ano. Trata-se de "Harry Potter e o Príncipe Misterioso", a sexta aventura da saga!Podem ler a seguir a minha crítica do filme, publicada no meu outro blog sobre a saga (o HPImagens), mas aviso que contém informações cruciais sobre o enredo (spoilers), portanto se estiverem interessados em ver o filme não continuem a ler este post!
Dois anos. Foi o tempo que se passou entre “Harry Potter e a Ordem da Fénix”, estreado em 2007, e este sexto filme, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso”, que já é, tal como se previa, um dos maiores sucessos do ano nas bilheteiras de todo o mundo.
Dois anos que serviram para que o realizador David Yates provasse aos fãs insatisfeitos com o quinto filme que conseguia levar ao grande ecrã uma boa adaptação das aventuras do jovem feiticeiro e dos seus amigos. Na minha opinião, ele não só provou que podia, como fez um trabalho magnífico, que se destaca de todos os outros filmes anteriores num patamar muito mais elevado.Claro está, apenas irão concordar minimamente comigo aqueles que, como eu, vejam esta nova entrega da série como uma adaptação do livro e não uma transposição a 100% do mesmo. Quem vê os filmes desta maneira, muito provavelmente sairá da sala do cinema com uma grande desilusão, pois este é, creio eu, o menos fiel à obra original, aquele com mais cenas cortadas… Comecemos então com a análise das cenas do filme que mais se destacaram.
A destruição da Ponte Millenium, em Londres. Adorei sobretudo pelo modo como combinaram a música com o caminho que seguem as sombras dos Devoradores da Morte. Uma excelente forma de iniciar o filme e de mostrar que o regresso do Voldemort afecta tanto o mundo mágico como o muggle.
Uma das cenas que se seguem, e que mais esperei por ver, foi a do Juramento Inquebrável que, apesar de ter actuações muito boas por parte dos três actores envolvidos (Alan Rickman como Snape, Helena Bonham Carter como Bellatrix e Helen McCrory como Narcissa), desiludiu-me por a ter achado demasiado curta, quando podiam ter colocado, não digo todas, mas pelo menos algumas das questões que a Bellatrix faz ao Snape sobre a sua suposta lealdade ao Senhor das Trevas.
De seguida, analisemos as memórias do passado de Lord Voldemort. Das várias presentes no livro, apenas três foram incluídas. A primeira decorre num orfanato e mostra o primeiro encontro do Dumbledore com aquela criança desconfiada de 11 anos chamada Tom Riddle que viria a tornar-se o maior feiticeiro obscuro da História da Feitiçaria. Hero Fiennes-Tiffin é o jovem actor que o interpreta, numa actuação muito superior àquela que seria de esperar de um rapaz dessa tenra idade. De facto, o seu profundo olhar mostra que é uma criança diferente de todas as outras, tal como ele próprio suspeita.
As outras duas memórias são as do Slughorn, a verdadeira e a modificada. Nelas, um Tom Riddle já adolescente (interpretado por Frank Dillane), agora com muita mais confiança, pergunta o significado de uma palavra que encontrou enquanto lia, “Horcrux”. O discurso do estudante é de tal forma calmo e persuasivo que o professor de Poções não tem remédio se não contar o que sabe, suspeitando no entanto que acabou de cometer um erro terrível ao ver o júbilo disfarçado no rosto do Tom.
Prosseguindo com a análise do filme, nunca pensei dizer isto, mas a enorme quantidade de romance que existe é um dos pontos de que mais gostei, nomeadamente a relação Hermione/Ron/Lavender. A cena imediatamente a seguir ao beijo entre as duas últimas personagens, a da Hermione a chorar e a confessar os seus sentimentos ao Harry foi muito comovente e deu um excelente resultado. No entanto, devo apontar que uma das partes mais esperadas pelos fãs do casal Harry/Ginny, o beijo entre eles os dois, foi uma desilusão pela curtíssima longevidade. Então quando ele beijou a Cho demorou pelo menos o triplo do tempo, e quando é com a pessoa com que vai ficar no final são só cinco segundos?! Mas pronto, continuando…
Discordo com os fãs que dizem que a cena do ataque à Toca (inventada, como sabem, para o filme) não serve para nada. Nada disso, acho que essa cena mostra muito bem que, nem mesmo no Natal, estão a salvo dos Devoradores da Morte. Ou acham mesmo que a Bellatrix e o Greyback não eram capazes de atacar o Harry e companhia fora de Hogwarts, sem a protecção do Dumbledore? A cena acaba com a casa da família Weasley em chamas, com eles a verem como perdem o pouco que já têm…
Outra cena que destaco e que me fez soltar algumas gargalhadas foi a do funeral da Aragog. Daniel Radcliffe (Harry) soltou o seu lado mais cómico, mostrando uma nova faceta do actor.
Segue-se a cena que, para mim, é a melhor de todo o filme: a da Caverna. Simplesmente magnífica, uma cena com um enorme nível de qualidade. Foi tal e qual como imaginei que seria. Fiquei bastante contente por ver que foi muito fiel à obra original da J.K.Rowling. As actuações foram soberbas, tendo o actor Michael Gambon (Dumbledore) uma participação majestosa, como nunca vimos antes, reforçada pela excelente banda sonora que, aliás, mantém o mesmo grau de perfeição ao longo de todo o filme e que supera todas as outras das entregas anteriores. O velho mentor a convocar o anel de fogo ao som do notável “Inferi in the Firestorm” é uma imagem que perdurará como uma das melhores de toda a saga. O único que tenho a apontar de negativo nesta parte é que os Inferi não me parecem assim tão assustadores como diziam, acho que podiam tê-los feito melhor.
Finalmente chega o clímax do filme: a cena em que vemos pela última vez o Dumbledore com vida, a falar tranquilamente com um Draco Malfoy no alto da Torre de Astronomia enquanto que o atormentado estudante mantém-lhe apontada a varinha. É aqui sobretudo que nos apercebemos do quanto está a sofrer este aluno, condenado a fazer algo que não quer caso não queira ser ele a morrer às mãos do Senhor das Trevas. Momentos depois dos Devoradores da Morte chegarem, Snape aparece. Instala-se o silêncio que apenas é interrompido quando se ouve, numa voz muito calma, “Severus… por favor”. “Avada Kedabra!”, e um jacto de luz verde sai da ponta da varinha de Snape, vendo de seguida o corpo sem vida do velho director a ser lançado torre abaixo. Enquanto isso, ouve-se de fundo uma música que capta a essência deste comovente momento. Sem dúvida, uma cena muito forte.
Pouco tempo depois, após vermos a destruição do Salão Nobre e a casa do Hagrid a ser devorada pelas chamas, chega o momento da confissão que, infelizmente, pareceu-me ser insatisfatória, não pelo modo como o actor Alan Rickman o diz mas sim por não se sentir a essência do momento, quase passando desapercebido. Penso que bastaria terem colocado ao mesmo tempo que diz “Eu sou o Príncipe Meio-Sangue” uma faixa sonora que transmitisse uma sensação de revelação, de reviravolta na trama, como um coro ou algo do género.
De seguida, passamos a uma emotiva cena em que todos os estudantes, professores e outros membros da escola se reúnem à volta do corpo de Dumbledore. Mais uma vez, a música tem uma função notável visto que cobre-nos com uma profunda tristeza pela perdida que acabaram de ter. Em homenagem, levantam as varinhas e apagam a Marca Negra. Um grande final para uma cena que compensa a eliminação do funeral propriamente dito.
O filme acaba com o trio na Torre a dizer que no próximo ano não voltarão a Hogwarts para ir à procura dos objectos em que o Voldemort depositou parte da sua alma e com a Phawkes a atravessar o céu, agora limpo, sem nuvens. Senti, contudo, em falta a Hermione a dizer a razão do Snape ser o Príncipe Misterioso, pois quem nunca tenha lido o livro de certeza que ficou confuso quanto a essa parte.
Falando agora em termos gerais, tanto a banda sonora (composta por Nicholas Hooper) como a fotografia atingiram patamares dignas de merecerem um Óscar, pelo que dou os meus sinceros parabéns aos respectivos responsáveis.
Quanto ao elenco, para mim as melhores actuações foram, além da de Michael Gambon (Dumbledore), que já referi, a da Emma Watson (Hermione), a do Jim Broadbent (Slughorn) e a do Tom Felton (Draco), tendo este mostrado o sofrimento da sua personagem de forma muito satisfatória, principalmente no final do filme. Adorei a actuação da Emma porque apresenta-nos uma imagem excepcional dos sentimentos que nutre pelo Ron e a dor que sente quando o vê com a Lavender. Assim mesmo, Broadbent interpreta um Slughorn psicologicamente idêntico ao do livro, tão excêntrico como descrito na obra original.
Concluindo, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso” é a penúltima aventura da série trazida ao cinema num trabalho surpreendentemente bom que nos deixa com a água na boca, ansiosos por vermos no ecrã o final que se aproxima a um passo cada vez mais rápido… Bom trabalho, Yates!
Dois anos que serviram para que o realizador David Yates provasse aos fãs insatisfeitos com o quinto filme que conseguia levar ao grande ecrã uma boa adaptação das aventuras do jovem feiticeiro e dos seus amigos. Na minha opinião, ele não só provou que podia, como fez um trabalho magnífico, que se destaca de todos os outros filmes anteriores num patamar muito mais elevado.Claro está, apenas irão concordar minimamente comigo aqueles que, como eu, vejam esta nova entrega da série como uma adaptação do livro e não uma transposição a 100% do mesmo. Quem vê os filmes desta maneira, muito provavelmente sairá da sala do cinema com uma grande desilusão, pois este é, creio eu, o menos fiel à obra original, aquele com mais cenas cortadas… Comecemos então com a análise das cenas do filme que mais se destacaram.
A destruição da Ponte Millenium, em Londres. Adorei sobretudo pelo modo como combinaram a música com o caminho que seguem as sombras dos Devoradores da Morte. Uma excelente forma de iniciar o filme e de mostrar que o regresso do Voldemort afecta tanto o mundo mágico como o muggle.
Uma das cenas que se seguem, e que mais esperei por ver, foi a do Juramento Inquebrável que, apesar de ter actuações muito boas por parte dos três actores envolvidos (Alan Rickman como Snape, Helena Bonham Carter como Bellatrix e Helen McCrory como Narcissa), desiludiu-me por a ter achado demasiado curta, quando podiam ter colocado, não digo todas, mas pelo menos algumas das questões que a Bellatrix faz ao Snape sobre a sua suposta lealdade ao Senhor das Trevas.
De seguida, analisemos as memórias do passado de Lord Voldemort. Das várias presentes no livro, apenas três foram incluídas. A primeira decorre num orfanato e mostra o primeiro encontro do Dumbledore com aquela criança desconfiada de 11 anos chamada Tom Riddle que viria a tornar-se o maior feiticeiro obscuro da História da Feitiçaria. Hero Fiennes-Tiffin é o jovem actor que o interpreta, numa actuação muito superior àquela que seria de esperar de um rapaz dessa tenra idade. De facto, o seu profundo olhar mostra que é uma criança diferente de todas as outras, tal como ele próprio suspeita.
As outras duas memórias são as do Slughorn, a verdadeira e a modificada. Nelas, um Tom Riddle já adolescente (interpretado por Frank Dillane), agora com muita mais confiança, pergunta o significado de uma palavra que encontrou enquanto lia, “Horcrux”. O discurso do estudante é de tal forma calmo e persuasivo que o professor de Poções não tem remédio se não contar o que sabe, suspeitando no entanto que acabou de cometer um erro terrível ao ver o júbilo disfarçado no rosto do Tom.
Prosseguindo com a análise do filme, nunca pensei dizer isto, mas a enorme quantidade de romance que existe é um dos pontos de que mais gostei, nomeadamente a relação Hermione/Ron/Lavender. A cena imediatamente a seguir ao beijo entre as duas últimas personagens, a da Hermione a chorar e a confessar os seus sentimentos ao Harry foi muito comovente e deu um excelente resultado. No entanto, devo apontar que uma das partes mais esperadas pelos fãs do casal Harry/Ginny, o beijo entre eles os dois, foi uma desilusão pela curtíssima longevidade. Então quando ele beijou a Cho demorou pelo menos o triplo do tempo, e quando é com a pessoa com que vai ficar no final são só cinco segundos?! Mas pronto, continuando…
Discordo com os fãs que dizem que a cena do ataque à Toca (inventada, como sabem, para o filme) não serve para nada. Nada disso, acho que essa cena mostra muito bem que, nem mesmo no Natal, estão a salvo dos Devoradores da Morte. Ou acham mesmo que a Bellatrix e o Greyback não eram capazes de atacar o Harry e companhia fora de Hogwarts, sem a protecção do Dumbledore? A cena acaba com a casa da família Weasley em chamas, com eles a verem como perdem o pouco que já têm…
Outra cena que destaco e que me fez soltar algumas gargalhadas foi a do funeral da Aragog. Daniel Radcliffe (Harry) soltou o seu lado mais cómico, mostrando uma nova faceta do actor.
Segue-se a cena que, para mim, é a melhor de todo o filme: a da Caverna. Simplesmente magnífica, uma cena com um enorme nível de qualidade. Foi tal e qual como imaginei que seria. Fiquei bastante contente por ver que foi muito fiel à obra original da J.K.Rowling. As actuações foram soberbas, tendo o actor Michael Gambon (Dumbledore) uma participação majestosa, como nunca vimos antes, reforçada pela excelente banda sonora que, aliás, mantém o mesmo grau de perfeição ao longo de todo o filme e que supera todas as outras das entregas anteriores. O velho mentor a convocar o anel de fogo ao som do notável “Inferi in the Firestorm” é uma imagem que perdurará como uma das melhores de toda a saga. O único que tenho a apontar de negativo nesta parte é que os Inferi não me parecem assim tão assustadores como diziam, acho que podiam tê-los feito melhor.
Finalmente chega o clímax do filme: a cena em que vemos pela última vez o Dumbledore com vida, a falar tranquilamente com um Draco Malfoy no alto da Torre de Astronomia enquanto que o atormentado estudante mantém-lhe apontada a varinha. É aqui sobretudo que nos apercebemos do quanto está a sofrer este aluno, condenado a fazer algo que não quer caso não queira ser ele a morrer às mãos do Senhor das Trevas. Momentos depois dos Devoradores da Morte chegarem, Snape aparece. Instala-se o silêncio que apenas é interrompido quando se ouve, numa voz muito calma, “Severus… por favor”. “Avada Kedabra!”, e um jacto de luz verde sai da ponta da varinha de Snape, vendo de seguida o corpo sem vida do velho director a ser lançado torre abaixo. Enquanto isso, ouve-se de fundo uma música que capta a essência deste comovente momento. Sem dúvida, uma cena muito forte.
Pouco tempo depois, após vermos a destruição do Salão Nobre e a casa do Hagrid a ser devorada pelas chamas, chega o momento da confissão que, infelizmente, pareceu-me ser insatisfatória, não pelo modo como o actor Alan Rickman o diz mas sim por não se sentir a essência do momento, quase passando desapercebido. Penso que bastaria terem colocado ao mesmo tempo que diz “Eu sou o Príncipe Meio-Sangue” uma faixa sonora que transmitisse uma sensação de revelação, de reviravolta na trama, como um coro ou algo do género.
De seguida, passamos a uma emotiva cena em que todos os estudantes, professores e outros membros da escola se reúnem à volta do corpo de Dumbledore. Mais uma vez, a música tem uma função notável visto que cobre-nos com uma profunda tristeza pela perdida que acabaram de ter. Em homenagem, levantam as varinhas e apagam a Marca Negra. Um grande final para uma cena que compensa a eliminação do funeral propriamente dito.
O filme acaba com o trio na Torre a dizer que no próximo ano não voltarão a Hogwarts para ir à procura dos objectos em que o Voldemort depositou parte da sua alma e com a Phawkes a atravessar o céu, agora limpo, sem nuvens. Senti, contudo, em falta a Hermione a dizer a razão do Snape ser o Príncipe Misterioso, pois quem nunca tenha lido o livro de certeza que ficou confuso quanto a essa parte.
Falando agora em termos gerais, tanto a banda sonora (composta por Nicholas Hooper) como a fotografia atingiram patamares dignas de merecerem um Óscar, pelo que dou os meus sinceros parabéns aos respectivos responsáveis.
Quanto ao elenco, para mim as melhores actuações foram, além da de Michael Gambon (Dumbledore), que já referi, a da Emma Watson (Hermione), a do Jim Broadbent (Slughorn) e a do Tom Felton (Draco), tendo este mostrado o sofrimento da sua personagem de forma muito satisfatória, principalmente no final do filme. Adorei a actuação da Emma porque apresenta-nos uma imagem excepcional dos sentimentos que nutre pelo Ron e a dor que sente quando o vê com a Lavender. Assim mesmo, Broadbent interpreta um Slughorn psicologicamente idêntico ao do livro, tão excêntrico como descrito na obra original.
Concluindo, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso” é a penúltima aventura da série trazida ao cinema num trabalho surpreendentemente bom que nos deixa com a água na boca, ansiosos por vermos no ecrã o final que se aproxima a um passo cada vez mais rápido… Bom trabalho, Yates!
Nota final: 9/10
terça-feira, 14 de julho de 2009
Temas: Acontecimentos | Sem comentários
Ok, fui fazer hoje a 2ªfase do exame nacional da disciplina de Física-Química A após a bela nota que tirei na 1ªfase (note-se a ironia)...
Sai da prova muito confiante, a pensar que era desta que tinha uma boa nota no exame, e fui ver os critérios de correcção...
Está melhor...
...mas não chega!
Pensava que ia tirar um 15 e parece que vou ter um 11!
Pensava que ia tirar um 15 e parece que vou ter um 11!
Portanto, para o ano, toca a fazer melhoria!
Já agora, acham que terei certa a resposta "linha vertical" quando nos critérios está "trajectória rectilínea"? Esperemos que sim!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Temas: Acontecimentos | Sem comentários
Não sei o que dizer... Os exames correram-me mal, sobretudo o de Física e Química... Se conseguir tirar um 12, será um milagre, porque pelas minhas contas devo ter uma positiva à rasquinha... E não é porque não tenha sido fácil (pelo contrário, acho que era acessível). Acho que talvez tenham sido a ansiedade, os nervos, porque falta de estudo não foi...
O de Biologia/Geologia correu bem, mas podia tê-lo feito muito melhor. Estou à espera de um 15, depende das questões de desenvolvimento que sempre são, apesar dos critérios, um pouco subjectivas na respectiva correcção...
Resumindo e concluindo, duas semanas de estudo intensivo para umas míseras notas... Tenho de continuar o estudo para a 2ªfase em Julho e ainda aprender a controlar o nervosismo e o tempo...
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Acabaram as aulas! Agora são só os exames... Depois, já posso ler, que isto tem estado muito parado... E aumentei a minha lista de espera com livros que quero voltar a ler!
Acabei de ler:
A ler actualmente:
Em lista de espera:
Brisingr (Christopher Paolini)Nómada (Stephenie Meyer)
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
Anjos e Demónios (Dan Brown)
Harry Potter e o Príncipe Misterioso (J.K.Rowling)
Harry Potter e os Talismãs da Morte (J.K.Rowling)
(a verde): Já obtidos ; (a vermelho): A obter ; (a castanho) A reler
terça-feira, 2 de junho de 2009
Temas: Da minha autoria | 1 comentário
Os meus passos assentam sobre as claras pedras da calçada cujas fendas deixam entrever o fundo de terra negra onde foram cautelosamente colocadas anos antes (quem sabe quantos?) de eu andar neste mundo. Observo os gigantescos prédios amarelados que pairam em ambos os meus lados e os preparativos dos muitos que ainda estão por nascer numa tentativa vã de conseguirem deixar o céu abaixo do seu cimo. Máquinas que originam cimento nas suas entranhas, pesados tijolos nos braços de pobres homens que trabalham sem descanso sob um sol infernal…Deixo atrás esse império de arranha-céus e passo pela alta fachada de pedra castanha que dá início à zona antiga da cidade. Um pequeno roedor passa depressa ao meu lado. Corre soltando agudos guinchos de aviso aos seus camaradas que, protegidos entre os reduzidos espaços vazios dos muros esbranquiçados, vêem-no finalmente a ser preso entre as garras de um esfomeado gato mendigo. Nauseado, viro o rosto ao desfalecido ser que, agora na boca do felino, é despedaçado e digerido a sangue frio.
Prossigo o meu caminho lado a lado com a minha sombra estendida sobre os brancos muros que contam a história dos primórdios da cidade. Fazem-me sentir como se estivesse nos campos de batalha onde centuriões romanos lançam ordens às suas legiões sobre investidas a bárbaros e onde a força de espadas árabes e cristãs é descarregada em corpos que expiram pela última vez… Quantas vidas perdidas em guerras de posse de terras e em nome da fé religiosa!
Após vários minutos, regresso ao mundo moderno e dou-me conta do largo paço no qual me encontro. Crianças a correr, jovens pais com os seus recém-nascidos, solteiros e casados, comprometidos e amantes secretos… É tal a gigantesca multidão que, ao atravessá-la, não noto a renovação da estátua equestre esverdeada do local, degradada ao longo dos anos pelos dejectos dos pombos que proliferam nas antigas varandas oxidadas da metrópole.
A seguir, altero a direcção das minhas passadas e, sem sabê-lo, chego a uma rua estreita e cinzenta. Resisto à tentação de fechar os olhos ao que se depara perante de mim: jovens homens e mulheres aos pares, que negoceiam em sussurros o valor de troca de sacos de pó branco, conspirando contra as suas próprias vidas de forma inconsciente. Viro as costas a estas almas arruinadas, tais suicídios mascarados? Viro as costas àqueles que podiam ser sangue do meu sangue? No instante a seguir, os seus olhos ensanguentados ficam fixos aos meus atentamente. “Está na hora de ires embora”, dizem eles. Receio ter que obedecer. Não posso fazer nada.
Saio desse escuro beco fatal, caminho sobre outras tantas largas ruas e finalmente chego ao pé do mar, onde as profundas águas salgadas do extenso oceano reflectem a azul abóbada do céu. Descalço, os meus pés registam as minhas pegadas nos grãos do areal. Enquanto avisto no horizonte o pôr-do-sol, uma brisa de maresia bate no meu rosto, levando consigo, por momentos, o meu pensamento.
José
31/05/09
domingo, 17 de maio de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Aproveitando que está quase a estrear a adaptação cinematográfica da prequela d"O Código Da Vinci", "Anjos e Demónios" (é já no dia 14 de Maio!), o seu autor, Dan Brown, anunciou o lançamento do seu próximo livro para o dia 15 de Setembro deste ano, levando o título de "The Lost Symbol" ("O Símbolo Perdido").Quanto ao argumento, apenas se sabe que terá (mais uma vez) como protagonista a personagem de Robert Langdom (interpretado pelo actor Tom Hanks no cinema) e que girará à volta da Maçonaria...
A data já está apontada na minha agenda! Já li todas as suas obras publicadas e gostei de todas, estando entre os meus livros favoritos o "Anjos e Demónios", cujo filme espero com grandes expectativas! Aliás, deixo-vos com um dos trailers:
sábado, 11 de abril de 2009
12 de Abril de 1992.Abro os olhos, dou um grito, solto um choro.
Tenho medo! Onde estou?
Que novo lugar é este onde agora me encontro?
O que é feito desse sítio quente onde passei tanto tempo,
Cujas paredes sofreram os meus primeiros movimentos,
Cujo interior agarrou-me à vida dando-me o seu alimento?
Já sei! Estou cá fora!
Mas quem é ela,
Cujos cabelos louros estão soltos,
Cujos braços me levam ao colo,
Cujas suaves mãos não me deixam cair ao solo?
Já sei! É a minha maior amiga!
É a minha protectora para todo o sempre! É a minha mãe!
E quem é ele,
Cujo sorriso não esconde a felicidade,
Cujos lábios me dão beijos nas faces,
Cujos olhos soltam lágrimas de alegria?
Já sei! É o meu melhor amigo!
É aquele com quem sempre posso contar! É o meu pai!
Já nasci! Já faço parte do mundo!
Já não tenho medo:
Tenho os melhores pais do mundo.
Tenho os melhores pais do mundo.
José, 11 de Abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Finalmente acabei de ler "Os Maias", do Eça de Queirós! Consegui, cheguei à última página! Estava a ver que nunca mais acabava... Se gostei? Sinceramente, não muito... Demasiada descrição, podiam-se tirar várias partes que continuava a perceber-se a história. Contudo, fico contente por ter sido capaz de lê-lo até o final, mesmo que não gostasse...
Acabei de ler:
A ler actualmente:
Em lista de espera:
Brisingr (Christopher Paolini)
Nómada (Stephenie Meyer)
A Torre dos Anjos (Philip Pullman)
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
A Fórmula de Deus (José Rodrigues dos Santos)
(a verde): Já obtidos ; (a vermelho): A obter
sábado, 28 de março de 2009
Temas: Animais | 2 comentários
Este post vem um pouco a propósito do Harry Potter, embora não pretenda falar da saga... Relaciona-se com ela porque este post é acerca da espécie à qual pertence uma das minhas criaturas favoritas da série, a Hedwig, a coruja-das-neves do famoso feiticeiro.Também chamada habitualmente de coruja-do-ártico, o seu nome científico é Nyctea scandiacus e mede de 53 a 65 cm de comprimento, tendo uma envergadura dos 1,25 aos 1,50 m e um peso de entre 1,8 a 3 kg. Costuma habitar em regiões geladas.
Os machos adultos diferem das fémeas na plumagem, na medida em que eles têm-na totalmente branca e a das fémeas é ligeiramente mais escura (favorável à sua camuflagem quando constroem os ninhos).


Contrariamente aos seus parentes nocturnos, esta espécie de corujas caça tanto de dia como de noite uma vez que no verão ártico é sempre de dia. Apesar de ser solitária, silenciosa e tímida, na primavera, cada par que acasala reclama o seu território de caça através da emissão de guinchos capazes de ser ouvidos a 10 km de distância. Costumam estar totalmente aptas para voar após os 50 dias desde o nascimento, aprendendo a caçar logo a seguir.






segunda-feira, 23 de março de 2009
Temas: Animais | 2 comentários
Quando falamos de pandas, vêm-nos quase sempre à cabeça a imagem do panda-gigante, de pelagem negra e branca... Mas existe também o panda-vermelho, bastante diferente no que respeita ao seu aspecto.O Ailurus fulgens é um mamífero arborícola que pertence à família Ursidae e que vive nos Himalaias e no sul da China, nas florestas temperadas de altitude e nos campos de bambu, o seu principal alimento. Sendo omnívoro, também se alimenta de ovos, pássaros, insectos e de pequenos mamíferos. 

O seu pêlo é castanho-avermelhado e possui uma cauda comprida e felpuda e um andar gingado devido ao encurtamento dos membros superiores. É um animal solitário e nocturno.
Infelizmente, devido à destruição do seu habitat e à caça ilegal feita pelo ser humano, o panda-vermelho encontra-se numa situação de perigo de extinção. 






quinta-feira, 19 de março de 2009
Temas: Ciência | Sem comentários
No próximo dia 28 de Março, durante uma hora a partir das 20:30h, a população de todo o mundo irá realizar um acto simbólico contra o aquecimento global. Durante um total de 60 minutos, milhões de pessoas irão desligar as luzes para reflectir sobre o estado actual da nossa Terra. Será a chamada "Hora do Planeta".Podes saber mais acerca de como participar neste gesto simbólico através do site oficial.
sábado, 14 de março de 2009
Temas: Ciência | 2 comentários
O antropólogo forense Matteo Borrini encontrou numa vala comum de 1576, em Veneza, Itália, o cadáver de uma mulher que se pensa ter sido vampira, por ter um pedaço de ladrilho dentro da boca, avançou hoje a agência Lusa. Segundo a Lusa, e de acordo com o italiano Borrini, em 2006 ele descobriu uma vala comum na ilha de Lazareto Nuevo, em que encontrou um corpo com um ladrilho na boca, que servia para impedir que a vampira atacasse os outros mesmo estando sepultada.
Veneza foi devastada por várias pragas na Idade Média, pelo que era frequente as pessoas serem enterradas em valas comuns.
O antropólogo defende que, quando o povo de Veneza escavou algumas dessas valas, encontrou uma mulher com o ventre inchado e outras características que os levaram a crer que se tratava de uma vampira.
De acordo com a investigação, na época pensava-se que os vampiros, figuras a que as lendas ancestrais atribuíam a culpa pelas pestes, se alimentavam das «mortalhas dos mortos».
Por isso, acreditava-se também que era preciso pôr uma pedra na boca do vampiro para que este deixasse de se alimentar dos outros mortos e morresse definitivamente.
FONTE: Jornal Digital
segunda-feira, 9 de março de 2009
Neste último mês não li tanto quanto queria. É a falta de tempo: testes, trabalhos escolares...
Ainda não acabei de ler "Os Maias". Sim, já estou há 3 meses com este livro na mesa-de-cabeçeira, mas não é o único. De vez em quando leio algumas páginas da quarta aventura da minha saga favorita em inglês dos EUA...
Acrescento ainda um livro à minha lista de espera, "Nómada" (da Stephenie Meyer), que sai à venda já amanhã...
Ainda não acabei de ler "Os Maias". Sim, já estou há 3 meses com este livro na mesa-de-cabeçeira, mas não é o único. De vez em quando leio algumas páginas da quarta aventura da minha saga favorita em inglês dos EUA...
Acrescento ainda um livro à minha lista de espera, "Nómada" (da Stephenie Meyer), que sai à venda já amanhã...
Acabei de ler:

A ler actualmente:
Em lista de espera:
Brisingr (Christopher Paolini)
Nómada (Stephenie Meyer)
Dracula (Bram Stoker)A Torre dos Anjos (Philip Pullman)
Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
A Fórmula de Deus (José Rodrigues dos Santos)
A Mão de Rasputine (William M. Valtos)
A Filha de Rasputine (Robert Alexander)
The Kitchen Boy - Os Últimos dias dos Romanov (Robert Alexander)
(a verde): Já obtidos
; (a vermelho): A obterterça-feira, 3 de março de 2009
Temas: Poesia | 2 comentários
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
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