A cada dia que vou deixando atrás no tempo, a minha mente entra em mutação: o certo passa a ser incerto, os gostos alteram-se, as minhas ideias sobre o mundo modificam-se um pouco, a maneira de pensar passa a ter em conta outros factores até então invisíveis... Dou por mim a verificar que o que fora um conceito definido desde há muito, preto sobre o branco, permuta em várias cores, transforma-se num cinzento intermédio, qual complexa realidade.
Eis o motivo pelo que aprendi a nunca dizer nunca.
Por meio da Leitora da Atmosfera dos livros, fiquei a conhecer este questionário literário, o qual decidi partilhar e responder.
1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes? Sou grande fã da saga "Harry Potter", portanto os seus livros é uma resposta óbvia. Outros? Talvez os de Dan Brown...
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim? Que eu me lembre não. Mas houve sim pelo menos um do qual desisti e nunca mais mexi: "Jim, o Sortudo" de Kingsley Amis. Não fui capaz de chegar a metade do livro...
3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele? Mais uma vez, "Harry Potter" xD
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste? Gostava de ler, por curiosidade, "O Senhor dos Anéis". Todavia, a leitura d"O Hobbit" não me satisfez o suficiente, pois pareceu-me que a acção desenrolou-se muito lentamente, com descrições dos detalhes muito extensas. E como não gosto muito dos filmes...
5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer? "Memorial do Convento" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (José Saramago), "O Retrato de Dorian Gray" (Oscar Wilde) e "As Dez Figuras Negras" (Agatha Christie).
6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura? Até a leitura de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", pouco tempo após a estreia do filme, os livros só serviam para acumular pó nas estantes. Não gostava de ler, simplesmente. Foi esta saga que me abriu os horizontes, aquela que me fez adquirir hábitos de leitura.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê? Nas raras ocasiões que me emprestam um livro, leio-o até o fim, por mais chato que me possa parecer. No entanto, fora esses casos, existem alguns que servem de resposta a esta questão: "Amanhecer" (Stephenie Meyer), por ser o último da saga, e "Os Maias" (Eça de Queirós), por ser de leitura obrigatória no 11ºano - sim, enchi-me de vontade e li-o até ao fim...
8. Indica alguns dos teus livros preferidos. Saga "Harry Potter", "Os Pilares da Terra" (Ken Follett), saga "As Crónicas de Gelo e Fogo" (George R. R. Martin), "Os Homens Que Odeiam as Mulheres (Stieg Larsson), "Ensaio Sobre a Cegueira" (José Saramago), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (José Saramago), "Anjos e Demónios" (Dan Brown), "As Dez Figuras Negras" (Agatha Christie)...
9. Que livro estás a ler neste momento? "A Profecia de Istambul", de Alberto S. Santos.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário: Podes ser tu, se quiseres ;)
Triste fado o do som que se levanta sem ser ouvido, Um sussurro que o vento em fúria atenua e finda, Pegadas no areal que as ondas do mar apagam ao esquecimento.
10 anos depois, esse jovem já não tem 9 anos, tem 19...
Termina hoje a saga cujos livros e filmes aguardei com tanto fervor, entusiasmo e emoção.
Termina hoje a saga que me fez viajar, por momentos, para além do mundo real. Termina hoje a saga que me concebeu o gosto pela leitura e pela escrita. Termina hoje a saga que me fez conhecer novas pessoas. Termina hoje uma caminhada de dez anos ao lado de personagens impossíveis de esquecer.
Mas hoje começa um novo capítulo: aquele em que Hogwarts e os seus estudantes, professores e até inimigos ficam definitivamente e para sempre com um espaço reservado na nossa memória e no nosso coração.
"Hogwarts will always be there to welcome you home."
Um pequenote de apenas 9 anos feitos segue, como é o hábito do dia-a-dia, para a escola, onde pouco a pouco vai dando os primeiros passos na sua aprendizagem. Contudo, os 60 minutos do intervalo são aqueles que mais aguarda para estar na companhia dos amigos, para falar e brincar, trocar cromos de uma das colecções da Panini ou mesmo os tazos dos Pokémon que tem repetidos. Todavia, nessa tarde, existe um tema que se parece difundir por todos os cantos e paredes, algo acerca do qual todos estão a falar: um filme cujos livros estão a ter muito sucesso em todo o mundo, sobre um rapaz órfão e uma escola de magia... O título? "Harry Potter e a Pedra Filosofal".
No início do fim-de-semana, convence os pais a leva-lo ao cinema. Porém, uma multidão organizada em filas ocupa todo o piso da bilheteira, atingindo as escadas e parte do rés-do-chão, centenas de pessoas impacientes à espera da sua vez para comprar os seus bilhetes. Nas paredes vêm-se gigantescos pósters em tons de azul das personagens principais: um rapaz com óculos cujo nome dá título ao filme, uma rapariga com livros nos braços e um jovem ruivo, uma bruxa de vestes verdes-esmeraldas com o característico chapéu de bico na cabeça, um homem forte de casaco castanho, outro de rosto sombrio cujo cabelos oleosos são tão negros quanto a sua túnica e, por último, um sábio feiticeiro que lembra Merlin, com as suas longas barbas brancas e os seus óculos de meia-lua. Felizmente (e por pouco), ainda consegue obter bilhetes para uma das sessões do dia seguinte.
Assim sendo, por fim, no Domingo dia 2 de Dezembro à tarde, essa criança de 9 anos senta-se numa das muitas cadeiras da sala, olhos virados para o grande ecrã.
Sendo algo abstracto, o tempo teima em não deixar de se fazer sentir. Seja através de bons ou maus instantes, de facto passa e não há nada que o pare. Faz-nos alterar o que pensávamos estar definido e, a cada passo em direcção ao destino, demonstra-nos que nada é imutável e que tudo é efémero.
Brilha lua graciosa nesta noite preciosa e única, diferente das do passado e do futuro que há-de-vir. Recorda-me para sempre da memória deste momento efémero. Perpetua a minha felicidade cândida e abstem-me de abrir os olhos ao tempo.
No passado dia 18 de Novembro chegou por fim o momento que há tanto tempo estava marcado no meu calendário (imaginam portanto o meu estado de espírito nessa manhã, na faculdade...), e, após três visualizações no grande ecrã, o penúltimo filme da saga, "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1", revelou-se cada vez melhor, chegando a um patamar que, como fã, toca a excelência.
Obviamente, a decisão de dividir o livro em dois foi completamente acertada: não nego que o bolso da Warner Brothers não tenha tido influência, mas era um bem necessário para ser possível adaptá-lo fielmente.
Esta primeira parte, que representa o início do fim, salta logo à vista pela diferença em relação aos anteriores: o conforto e a segurança de Hogwarts já não existe, transpondo o trio para o mundo exterior, cheio de perigos e sem ninguém com quem contar. Aliás, não temos sequer qualquer relance do castelo ao longo das duas horas e meia que demora o filme!
No que se refere ao elenco juvenil, todos eles têm evoluído nas suas actuações mas, uma vez mais, o grande destaque vai, sem margem de dúvidas, para a Emma Watson (Hermione). Se em "Harry Potter e o Príncipe Misterioso" tinha mostrado bem os seus sentimentos e emoções, neste atinge um trabalho realmente notável, desde a tristeza pelo sacrifício que a sua personagem é forçada a fazer (apagando as memórias dos seus pais) e pelo abandono temporário do Ron (interpretado por Rupert Grint) até à cena de tortura nas mãos da Bellatrix (interpretada pela Helena Bonham Carter), na qual os seus gritos de desespero fizeram arrepiar cada um dos espectadores dentro da sala.
Por outro lado, Rupert Grint demonstrou que, não só domina o lado da comédia, como também sabe interpretar papéis mais sérios (no caso da briga com o Harry, a metade do filme).
Já no elenco adulto, aqueles que mais se fazem notar são Ralph Fiennes (como o temível Lorde Voldemort), Helena Bonham Carter e Alan Rickman (Snape). Infelizmente, Billy Nighy foi, para mim, uma completa desilusão: sendo o actor que é, com tal currículo, esperava muito mais dele, tendo-me apercebido de um Rufus Scrimgeour demasiado vacilante, sem a confiança que reflecte no livro...
Quanto às minhas cenas favoritas, são as seguintes:
- Obliviate:
Como já referi, a actuação da Emma aqui é realmente tocante e, em companhia dessa melodia de fundo, torna-se uma cena excepcional, dando-nos a sensação de que a saga está prestes a atingir o seu culminar.
- A Ascensão do Senhor das Trevas:
A reunião dos Devoradores da Morte (incluindo o Snape) com o Senhor das Trevas na Mansão dos Malfoy atinge aqui um elevadíssimo grau de fidelidade com a obra original, com diálogos extremamente semelhantes. Fiennes está simplesmente genial, inspirando o terror da sua personagem por todos aqueles que estão presentes na sala.
- Os 7 Potters:
Com alguns toques de comédia à mistura (durante a parte em que bebem a Poção Polissuco), a batalha frenética nos ceús e estradas de Inglaterra apanha o espectador envolvido numa perseguição que culmina com a fúria electrizante de Voldemort e com a morte da Hedwig, um dos pontos que, pessoalmente, penso que ficou melhor do que no livro, dado que aqui apresentou-se muito mais significativa, não tendo sido morta por mero acidente dentro da sua gaiola, mas enquanto defendia Harry.
- Kreacher e o Medalhão:
Admito que teria gostado de ver contada a história de R.A.B. por Kreacher, tal como no livro, mas também não desgostei do que vi.
- Infiltração no Ministério da Magia:
Esta é uma das cenas que mais me impressionou, talvez por não ter sido daquelas que mais aguardava. Tanto a banda sonora como o notável trabalho dos três actores que interpretou o trio disfarçado, que sem dúvida deve ter sido árduo pois decerto não é fácil imitar à perfeição os gestos e o modo de se movimentar das outras pessoas... Por outro lado, foi muito interessante matar saudades da Umbridge e vê-la com mais poder! O Yaxley foi igualmente uma grande surpresa, com esses violentos movimentos de varinha!
- Dança do Harry e da Hermione:
Sem dúvida, uma das minhas preferidas. Apesar de não constar no livro, esta consiste numa tentativa por parte de Harry de alegrar a sua amiga, que se encontra muito abalada pela partida do Ron... É de notar a química entre ambas as personagens, que dá a sensação de que poderia ter acontecido alguma coisa entre eles, mas, como sabem, só são amigos e o coração de cada um pertence a outra pessoa...
- Godric's Hollows:
Embora tenha gostado, adoraria que tivesse sido um bocado mais longa e tivessemos visto o Voldemort a chegar... Gostei muito do ar misterioso que a Bathilda transmitia e, ainda mais, do facto de terem mostrado, pelo menos, a antiga casa dos Potter, assim como o cemitério.
- Destruição do Medalhão:
Essa "massa" negra a sair do medalhão lembrou-me bastante à massa extaterrestre do "Homem-Aranha 3" (aquela que depois faz parte do Venom) xD Ora, se há uma cena sensual neste filme, claramente é esta, devido à visão falsa do beijo apaixonado entre Harry e Hermione, em tronco nu.
- O Conto dos Três Irmãos:
Já sabiamos que ia ser contado através de uma animação, mas mesmo assim apanhou-me completamente de surpresa. Superou as minhas expectativas.
- Mansão dos Malfoy:
Como já referi no início, a tortura que a Bellatrix realiza na pobre Hermione colocou-nos a todos numa posição algo desconfortável, tais os gritos que ouvimos e as lágrimas...
- Dobby:
Em todas as cenas que ele aparece não podemos evitar que nos coloque um sorriso na cara ("Dobby didn't mean to kill. Dobby only meant to maim or seriously injure"), a não ser, claro está, no fim, onde presenciamos a morte desta querida personagem. A muitos de nós terá aparecido uma lágrima no canto do olho, não neguem...
- Posse da Varinha de Sabugeiro:
A maior parte já tinha sido vista e revista nos trailers, mas de qualquer modo esta foi das cenas mais impactantes do filme, tendo estado aliada com uma faixa sonora muito adequada. Não consigo pensar num final melhor para a primeira parte!
Relativamente à banda sonora e à fotografia (cujo responsável é o português Eduardo Serra), considero que se encontram ambas ao mesmo nível das do sexto filme, o que, por si só, é bastante bom.
Concluindo, "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1" é o filme que os fãs tanto desejavam: a fidelidade ao livro atinge um patamar até então inédito, fruto da divisão em dois, que, em reunião com os excelentes aspectos técnicos, fazem desta aventura o começo perfeito para o culminar desta saga que perdurou durante toda uma década nos corações de milhares de pessoas no nosso planeta.
Na última edição da Empire, uma das revistas americanas mais conceituadas na área do cinema, veio, para grande prazer dos fãs do Harry Potter (como eu), um artigo de vários páginas acerca dos dois próximos e últimos filmes da saga, as duas partes de "Harry Potter e os Talismãs da Morte", que inclui várias fotografias inéditas e um excerto que tem gerado alguma polémica:
"[Emma] Watson [intérprete de Hermione] (...) percebeu que neste filme os jornalistas estão interessados apenas numa coisa: como foi beijar o Ron. "Acho que percebo. Este beijo entre Hermione e Ron é muito esperado, esta coisa tem crescido em oito filmes. E Harry Potter, não é como Crepúsculo, sabes; não estamos a vender sexo. Portanto, assim que há qualquer pequena dica disto, todos ficam bastante animados."
Por curiosidade, fui ler algumas das reacções dos fãs do Twilight nos comentários dedicados a esta notícia nos sites próprios desta outra saga, não se tendo afastado muito daquilo que eu esperava... "Sexo? Onde é que está?" ou "Ela tem é dor de cotovelo!", e outras palavras dentro do género.
Ora bem, se por um lado penso que a actriz devia ter tido talvez um pouco mais de cuidado nesta afirmação, por outro acho que não o terá dito de uma forma tão perjorativa como parece (aliás, ela já elogiou anteriormente a saga e o seu colega Robert Pattinson, que interpreta o vampiro protagonista Edward e com o qual trabalhou antes em "Harry Potter e o Cálice de Fogo").
Porém, concordo completamente com ela. Passo a explicar:
Fui dos primeiros em descobrir a saga Twilight cá em Portugal, tendo começado a ler os livros mesmo antes de se ter tornado o fenómeno que é hoje, quando ainda era desconhecido pela maioria. Aí, admito que fiquei curioso pela história e tornei-me um fã, tendo aguardado inclusive o primeiro filme. No entanto, quando o sucesso e o burburinho passou de dever-se à história para passar a ser do "belo Pattinson" e dos "sexys abdominais do Taylor Lautner" (com uma magnífica melodia de fundo ao som dos gritos das raparigas histéricas, como não podia deixar de ser), o meu gosto pela saga foi decrescendo cada vez mais. Contudo, penso que a culpa não será tanto da Stephenie Meyer (a autora, cuja ideia foi interessante, tendo dado - na altura - uma nova visão ao romance e ao sobrenatural), mas daqueles que estão por trás do marketing dos filmes.
E é aí onde estou convencido que reside a afirmação da Emma: a saga Twilight vende, de facto, sexo. Não um sexo literal e explícito, mas um sexo figurado, presente em grande parte, quer queiramos quer não, nos corpos daqueles que constituem o elenco masculino.
Estarei enganado? Veremos então se no trailer do "Amanhecer" não aparece em grande plano nenhuma personagem sem camisa a mostrar os seus peitorais, ao invés do que aconteceu nos da "Lua Nova" e nos do "Eclipse"...
Respeito a saga original, aquela que está presente nos livros, e os seus fãs (nos quais eu uma vez já me inclui), mas não posso deixar de mostrar o meu desagrado pelo rumo no qual os seus filmes se encaminharam...
Há cerca de uma semana, mais dia menos dia, foi aprovada pela comunidade autónoma da Catalunha (Espanha) uma lei que proibirá, a partir de 1 de Janeiro de 2012, as realização das touradas na região, por meio de 68 votos a favor, 55 contra e nove abstenções. Algo que, como é lógico, trouxe e ainda trará muita polémica, tal é a adesão da maior parte da população do meu país a esta tradição que, como já afirmei no ano passado em outro post, é, no meu ponto de vista, uma tradição cruel e egoísta.
Se por um lado fico feliz por esta vitória, por outro não deixo de sentir algum pesar pela grande suspeita que me leva a crer em motivos ocultos: como alguns saberão, a Catalunha exige já há alguns anos a separação e independência do resto da Espanha, tendo realizado recentemente uma grande manifestação em prol desta "causa" em Barcelona.
Ora, e se o real motivo para os 68 votos a favor desta nova lei não foi a preocupação pelo bem estar dos touros, mas sim o interesse pela origem de uma "nova pátria"? É que ainda não ouvi qualquer outro senhor político que se preze pronunciar-se em relação à proibição de outras práticas violentas contra outros animais, como a produção do foie gras (fígado de pato ou ganso, os quais são forçados a ingerir quantidades descomunais de alimentos por meio de um tubo que é introduzido pelo esófago adentro), um exemplo muito usado ultimamente pelos defensores das touradas para demonstrar o seu desagrado quanto à discriminação que, por outro lado, talvez tenha sido feita, pois os outros animais têm também o direito a serem tratados com dignidade.
Explorando o rosto dos touros, muitos dos deputados catalães que votaram na semana passada terão visto uma oportunidade de ouro para intensificar a discrepância que pretendem obter face ao resto da nação, de modo a atingir os seus interesses meramente políticos.
Oxalá esteja enganado em relação ao que acabei de afirmar! Quero acreditar que não houve segundas intenções, mas a dúvida persiste...
Resta-me pelo menos o concretizar do desejo que é o de ver que vários touros terão o direito a morrer, por fim, em paz e sem sofrimento, e a esperança de saber que este poderá ser mais um passo para pôr ponto final à violência contra os animais, seres que, como muitas vezes nos esquecemos, também partilham connosco o nosso mundo. E esses sim, não têm segundas intenções...
O primeiro passo é sempre o mais difícil. Passamos a vida toda a ouvir que devemos ser nós próprios a dá-lo. Mas falar é fácil, sobretudo se não nos dizem como...
Às vezes gostava de me ver livre das inseguranças que me dominam. Ó, quão mais fácil é pensar no que fazer e no que dizer, do que fazê-lo e dizê-lo no momento e no local certo...
Na passada quinta-feira chegou às salas de cinema a nova versão do conto infantil "Alice no País das Maravilhas", desta vez das mãos do realizador Tim Burton e da Disney.
Confesso que este filme foi, para mim, um dos mais aguardados deste ano, a partir do momento em que vi o primeiro trailer e os pósters, pelo que tenho sido um visitante assíduo do AliceinWonderlandMovie.org, um fansite dedicado a esta adaptação. E acho que o problema foi esse: foram tão grandes as expectativas e o seguimento das novidades que soube a pouco - bem, mas a pouco.
Apesar de ter gostado de fazer esta viagem ao maravilhoso mundo de Underland, com todos esses soberbos cenários, e de ter (re)encontrado todas estas personagens, penso que foi breve (duas horas não chega!) e um quanto aquém do esperado de Tim Burton (como já li algures por esta vasta rede, parece que a Disney "cortou-lhe", não a cabeça, mas as asas, tirando parte da essência deste realizador único).
Em relação ao trabalho do elenco, não requer dizer muito: o já habitual destaque aos fantásticos Johnny Depp (como Chapeleiro Louco) e Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), mas também a Anne Hathaway (Rainha Branca)e, pela primeira vez, a Mia Wasikowska (Alice), que se revelou ser uma grande surpresa.
Não posso deixar de recomendar o visionamento deste "Alice no País das Maravilhas". Se a oportunidade surgir, não me importarei de ser empurrado novamente para a toca do Coelho Branco...
Como o próprio nome indicia, o projecto visa esclarecer a população estudantil em relação ao ir estudar ao estrangeiro, nomeadamente para o Ensino Superior, pelo que pretendemos identificar não só as dificuldades sofridas durante o processo de adaptação na nova sociedade a nível das relações interpessoais, como também promover as informações necessárias para o acesso a universidades de outros países (requisitos, procedimentos a tomar…).
Quanto ao blog, foi criado com o objectivo de ser um local de informação, onde os visitantes possam tentar esclarecer as suas dúvidas, e, sobretudo, onde possam debater certos aspectos relacionados com o tema do projecto.